Rory Calhoun

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Rory Calhoun
Rory Calhoun em 1961
Nome completo Francis Timothy McCown
Nascimento 8 de agosto de 1922
Los Angeles, Califórnia
Nacionalidade Estados Unidos Norte-americana
Morte 28 de abril de 1999 (76 anos)
Burbank, Califórnia
Ocupação Ator
Cônjuge Lita Baron (1948-1970)
Sue Rhodes (1971-1999)

Rory Calhoun (Los Angeles, Califórnia, 8 de agosto de 1922 - Burbank, Califórnia, 28 de abril de 1999) foi um ator de cinema e televisão norte-americano, mais conhecido pelos westerns que protagonizou.

Vida e carreira[editar | editar código-fonte]

Rory Calhoun, nascido Francis Timothy McCown, teve uma vida conturbada antes de dedicar-se ao cinema. Órfão de pai aos nove anos (segundo outras fontes, nove meses), foi criado pela mãe e pelo padrasto. Cresceu no campo até mudar-se com a família para um bairro pobre de Los Angeles. Ali tornou-se ladrão, roubando inicialmente um revólver e mais tarde diversas joalherias e um carro. Com isso, passava longos períodos encerrado em prisões de diversos estados, de onde fugia e era recapturado em seguida. Essa rotina de contínuos confrontos com a lei chegou ao fim aos vinte e um anos de idade, quando saiu em liberdade condicional.

Decidido a se regenerar, aproveitou toda oportunidade de trabalho que lhe era oferecida e foi lenhador, vaqueiro, boxeador e motorista. Sua biografia oficial diz que foi descoberto para o cinema por Alan Ladd, enquanto cavalgava pelas colinas de Hollywood. No entanto, Calhoun desmentiu essa versão em entrevista concedida à revista Classic Images de março de 1993. Segundo ele, sua entrada para o mundo da representação aconteceu em um dia em que esperava o ônibus nas imediações da MGM. De repente, recebeu convite para participar como extra de um filme da dupla O Gordo e o Magro, de cujo nome ele não se lembrava mais. Recebeu trinta e cinco dólares por quinze minutos de trabalho e foi fisgado imediatamente. Quando deu por si já estava contratado pela agência de Sue Carol, esposa de Ladd na época. A partir daí, Calhoun foi logo notado, principalmente porque seus 1,91 m de altura e sua formação esportiva talhavam-no para as artes cinematográficas.

Seus primeiros papéis foram insignificantes e não exigiam dotes interpretativos, mas serviram de aprendizado e moldaram sua personalidade nas telas. Estreou na 20th Century Fox numa ponta não creditada em Alegria, Rapazes (Something For the Boys, 1944), estrelado por Carmen Miranda. A primeira vez que recebeu créditos, ainda como Frank McCown, foi no drama sobre boxe Quando os Homens São Homens (The Great John L., 1945). O nome artístico lhe foi dado pelo produtor David O. Selznick, que o tinha sob contrato, e deriva do urro (roar em Inglês) do leão, signo astrológico de Calhoun. O sobrenome veio de uma lista de três que lhe foi oferecida: Callahan, Calhoun e Donahue. Anos depois, outro contratado de Selznick receberia o mesmo tratamento e passaria a ser conhecido por Troy Donahue, sendo "Troy" um rearranjo de "Rory".

Calhoun participou de filmes importantes, como Meu Coração Canta (With a Song in My Heart, 1952), coestrelado por Susan Hayward e Como Agarrar um Milionário (How to Marry a Millionaire, 1953), com Marilyn Monroe. Mas seu nome ficou associado mesmo a westerns de médio orçamento. O primeiro foi Rio Sangrento (Massacre River, 1949), coestrelado por Guy Madison. Seguiram-se, entre outros, O Gaúcho (Way of a Gaucho, 1952), rodado na Argentina e com Gene Tierney como par romântico, O Tesouro de Pancho Villa (The Treasure of Pancho Villa, 1955), A Lei do Oeste (Ride Out for Revenge, 1957) e Meu Sangue Por Minha Honra (The Saga of Hemp Brown, 1958). Em 1954, atuou outra vez ao lado de Marilyn Monroe, agora em O Rio das Almas Perdidas (River of No Return), western classe A de Otto Preminger, que também tinha Robert Mitchum no elenco. Sua carreira de quase cinquenta anos chegou ao fim com o drama musical Coração de Cowboy (Pure Country, 1992), com o astro country George Strait.

Dentre seus diversos trabalhos para a televisão, destacam-se a série The Texan, com setenta e nove episódios de trinta minutos cada, exibidos entre 1958 e 1960 e a telenovela Capitol, onde atuou entre 1982 e 1987. Apareceu como ator convidado em A Ilha dos Birutas (Gilligan's Island), Rawhide, Havaí 5-0 (Hawaii Five-O), Starsky e Hutch etc.

Teve quatro filhas, três com a atriz Lita Baron, com quem se casou em 1948 e de quem se divorciou em 1970, e a quarta de sua união com a jornalista Sue Rhodes. Este segundo casamento durou até sua morte, aos setenta e seis anos, em consequência de diabetes e complicações com um enfisema pulmonar.[1]

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Todos os títulos em português referem-se a exibições no Brasil. Estão listados somente os filmes em que Calhoun foi creditado.[1]

Referências

  1. a b UNONIUS, Kristian Erik, e SILVA, Divino Rodrigues, Rory Calhoun, in MATINÊ 25, Ribeirão Preto, SP: Divino R. da Silva, 2000, trimestral

Ligações externas[editar | editar código-fonte]