Roséola

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Esta página ou secção não cita nenhuma fonte ou referência, o que compromete sua credibilidade (desde abril de 2010).
Por favor, melhore este artigo providenciando fontes fiáveis e independentes, inserindo-as no corpo do texto por meio de notas de rodapé. Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoYahoo!Bing. Veja como referenciar e citar as fontes.

A roséola, também conhecida por exantema súbito e por vezes por sexta doença é uma doença epidémica da infância geralmente benigna.

Herpesvirus 6 e 7 Humanos (HHV6 e HHV7)[editar | editar código-fonte]

Grupo: Grupo I (dsDNA) Familia: Herpesviridae Género: Roseolovirus Espécies: Human herpesvirus 6 (HHV-6) e Human herpesvirus 7 (HHV-7)

Os dois virus aparentados que causam a roséola são da mesma família do virus da Herpes mas produzem uma doença não relacionada. O HHV6 e HHV7 são virus com genoma de DNA bicatenar (hélice dupla), que se multiplicam no núcleo da célula hóspede. Têm preferência para parasitar linfócitos T.

Epidemiologia[editar | editar código-fonte]

Quase 100% dos adultos têm anticorpo anti HHV6 ou HHV7, significando moderação dos sintomas significa que a doença foi largamente ignorada na altura, ou atribuida a outra condição. Atinge principalmente crianças pequenas, de três meses a três anos.

A transmissão é por contato direto ou com secreção proveniente de espirro e tosse e é bastante infecciosa.

Progressão e sintomas[editar | editar código-fonte]

Nos indivíduos adultos causa uma síndrome semelhante à mononucleose infecciosa, contudo infecta mais frequentemente crianças com quadro típico de roséola.

A roséola caracteriza-se por aparecimento súbito de febre moderadamente elevada (39-40 °C) seguida de exantema macular (mancha vermelha na pele). Os sintomas duram três ou quatro dias. Raramente o aparecimento súbito da febre elevada pode levar a convulsões e tremores violentos da criança, e nesse caso a ajuda médica é aconselhada.

Diagnóstico e tratamento[editar | editar código-fonte]

O diagnóstico é eminentemente clínico. A sorologia não se faz necessária. O tratamento é inespecifico: aliviar as roupas se a criança ficar muito suada, dar mais água a beber que o normal, e eventualmente administrar paracetamol quando a temperatura subir muito.

Os virus HHV6 e HHV7 foram apenas descobertos enquanto causa da roséola em 1988.

Relação com a Esclerose Múltipla[editar | editar código-fonte]

Acredita-se [1] que exista uma correlação entre o vírus HHV-6 e o desencadeamento de Esclerose Múltipla em adultos com pré-disposição genética à doença. Isto porque o HHV-6 pode permanecer dormente em fibras nervosas, e este possui semelhanças estruturais com a mielina, podendo atuar como um "mímico molecular", provocando a produção de anticorpos que ataquem e inflamem também a bainha de mielina dos neurônios do sistema nervoso. Estes ataques levam a geração de "cicatrizes" rijas, conhecidas como esclerose, bloqueando a propagação de impulsos pelos neurônios afetados.

Referências

  1. Sherwood, Lauralee. Fisiologia Humana: das células aos sistemas. São Paulo: Cengage Learning, 2011. 7. ed.