Rosa Casaco

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António Rosa Casaco (Abrantes, Rossio ao Sul do Tejo, 1 de Março de 1915Cascais, 5 de Julho de 2006) foi o agente da PIDE (Polícia Internacional de Defesa do Estado), que chefiou a brigada que assassinou o General Humberto Delgado.

Origens[editar | editar código-fonte]

De origens humildes, era filho natural de Joana Rosa. O apelido Casaco foi escolhido pela mãe, que o terá ido buscar a familiares longínquos. Oficialmente, era filho de pai incógnito. Um pai que, no entanto, está bem identificado e conheceu perfeitamente: o Dr. António Augusto da Silva Martins, Jr., ex-campeão de tiro e participante nos Jogos Olímpicos de Verão de 1924, em Paris e Cavaleiro da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito (12 de Dezembro de 1930),[1] filho do Tenente António Augusto da Silva Martins, Cavaleiro da Ordem Militar de Cristo (28 de Junho de 1919)[2] . O mesmo pai de dois conhecidos clínicos - António Gentil da Silva Martins e Francisco Gentil da Silva Martins, o primeiro o cirurgião plástico e cirurgião pediatra que chegou a ser 8.º Bastonário da Ordem dos Médicos de 1977 a 1986, este último oncologista.[3]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Fez carreira na Polícia Internacional e de Defesa do Estado, mais tarde Direção-Geral de Segurança, onde entrou em 1938, quando ainda era então Polícia de Vigilância e Defesa do Estado.

Esteve alegadamente envolvido em negócios de contrabando que lhe davam alguns rendimentos, mas nunca sendo instaurado nenhum processo ou investigação sobre o assunto.

Meramente por curiosidade, refira-se que Rosa Casaco era conhecido como "o Pide, menino bonito de Salazar". Este último, segundo é relatado, detinha grande confiança no primeiro e foi o autor das suas fotografias mais íntimas.

Chegou a estar exilado em Espanha e no Brasil. Foi julgado à revelia na década de 1980 e condenado a oito anos de cadeia por crimes de falsificação, destruição de documentos e por ter pertencido à polícia política do Estado Novo.

Vivia em Cascais desde 2002, quando os mandados internacionais que pendiam sobre si foram cancelados, e apesar de a Constituição Portuguesa de 1976 afirmar expressamente a não-prescrição dos crimes cometidos durante o Estado Novo.

Referências

Fontes[editar | editar código-fonte]

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