Rossos

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Rossos (em latim: Rossus) ou Rosos (Rosus) é o nome de pelo menos duas cidades citadas em fontes antigas, uma na província romana da Síria e outra na província da Cilícia.

Rossos na Síria[editar | editar código-fonte]

Em sua obra História Eclesiástica (vol. VI, cap. 12)[1] , Eusébio cita que por volta do ano 200 havia uma comunidade cristã chamada Rossos que já estava gravitando em direção a Antioquia. Sabemos também que um "bispo de Rossos" faltou ao Concílio de Niceia[2] [desambiguação necessária] (embora não possamos ter certeza se foi o bispo siríaco ou o outro).

Rossos na Cilícia[editar | editar código-fonte]

Rossos era um porto marítimo situado no Golfo de Issus, a sudoeste de Alexandria (atual Iskenderun ou Alexandreta). Ela foi mencionada por Estrabão[3] Ptolomeu[4] , Plínio, o Velho[5] - que se confunde com a homônima na Síria - e Estevão de Bizâncio. Por fim, por Jorge de Chipre, que a coloca na Cilícia[6] [7] .

Igreja de Rossos[editar | editar código-fonte]

Teodoreto[8] , que localiza a cidade na Cilícia, relata a história de um eremita, Teodósio de Antioquia, fundador de um mosteiro na montanha próxima à Rossos, que foi forçado pelas invasões bárbaras a se refugiar em Antioquia, onde ele morreu e foi sucedido por seu irmão, Romano, também nativo de Rossos. Estes dois são honrados até hoje pela Igreja Ortodoxa Grega nas datas de 5 e 9 de fevereiro[7] .

Seis bispos de Rossos são conhecidos[9] :

A sé de Rossos foi mencionada também entre os bispos-sufragistas de Anazarba (cidade antiga vizinha) no Notitiæ episcopatuum do Patriarcado de Antioquia, no século VI dC[10] e outro do ano de 840 dC [11] . Por fim, ela foi citada num último notitiae... no século X dC entre as sés isentas[7] [12] .

No século XII, a cidade e o forte vizinho caíram nas mãos do Reino Arménio da Cilícia. Em 1268, este castelo foi capturado dos Cavaleiros Templários pelo sultão Baibars[7] [13] .

A antiga cidade fica hoje perto da vila de Arsous, no vilayet[a] de Adana do antigo império Otomano.

Notas[editar | editar código-fonte]

[a] ^ Antiga subdivisão do império otomano. Ver artigo «Subdivisions of the Ottoman Empire#Administrative reform, 1864-1885» na Wikipédia em inglês.

Referências

  1. Eusébio de Cesareia. História Eclesiástica: Serapion and his Extant Works. (em inglês). [S.l.: s.n.]. Capítulo 12. vol. VI.
  2. Wikisource-logo.svg "Syria" na edição de 1913 da Catholic Encyclopedia (em inglês)., uma publicação agora em domínio público.
  3. XIV, 5; XVI, 2.
  4. V, 14.
  5. V, xviii, 2.
  6. Descriptio orbis romani, 827.
  7. a b c d Wikisource-logo.svg "Rhosus" na edição de 1913 da Catholic Encyclopedia (em inglês)., uma publicação agora em domínio público.
  8. Philoth. Histor., X, XI.
  9. Le Quien. Oriens christianus. [S.l.: s.n.]. p. 905. vol. II. .
  10. Vailhé. Título não preenchido. Favor adicionar. [S.l.: s.n.]. Capítulo X. 145 pp. .
  11. Gustav Parthey. Hieroclis synecd. et notit. gr. episcopat.. [S.l.: s.n.]. Capítulo not. Ia. 827 pp. .
  12. Vailhé. Título não preenchido. Favor adicionar. [S.l.: s.n.]. Capítulo X. 93 e seguintes pp. .
  13. Alishan. Sissouan. Veneza: [s.n.], 1899. 515 pp. .