Royal Society

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Royal Society
Logotipo oficial
Lema "Nullius in verba"
Fundação 28 de novembro de 1660 (353 anos)
Tipo Científica
Sede Londres,  Reino Unido
Membros 1 450[1]
Línguas oficiais Inglês
Presidente Sir Paul Nurse (2010–2015)[2]
Sítio oficial royalsociety.org
Sede da Royal Society em Londres

A Real Sociedade de Londres para o Melhoramento do Conhecimento Natural (em inglês, The Royal Society of London for the Improvement of Natural Knowledge) é uma instituição destinada à promoção do conhecimento científico. Foi fundada em 28 de novembro de 1660.[3] A Royal Irish Academy, fundada em 1782, é afiliada a ela.

A Royal Society é equivalente à Académie des Sciences (Academia de Ciências) francesa, fundada em 1666. A Royal Society of Edinburgh (Sociedade Real de Edimburgo), fundada em 1783, é uma instituição escocesa independente.

Membros célebres[editar | editar código-fonte]

Brasão da Royal Society
Brasão de armas da Royal Society em um vitral, com o lema Nullius in verba

Entre os membros fundadores da Royal Society, encontram-se Robert Boyle, John Evelyn, Robert Hooke, William Petty, John Wallis, John Wilkins, Thomas Willis e Sir Christopher Wren. Isaac Newton apresentou sua teoria da óptica diante desta assembleia. Mais tarde, tornar-se-ia seu presidente.

O lema Nullius in verba afirma a vontade de estabelecer a verdade no domínio dos fatos, baseando-se somente na experiência científica, e jamais na palavra de alguma autoridade. Apesar de esta intenção parecer óbvia hoje em dia, os fundamentos filosóficos da Royal Society diferem daqueles observados em outros contextos filosóficos, como, por exemplo, na Escolástica, que estabelecia a verdade científica baseando-se na lógica dedutiva, mantendo-se de acordo com os dogmas da religião católica e citando autoridades antigas, como Aristóteles.

Thomas Bayes foi o primeiro a apresentar um teorema, o teorema de Bayes, diante da sociedade.

Polêmica[editar | editar código-fonte]

Em 17 de setembro de 2008, Michael Reiss, diretor de educação da Royal Society, após críticas de outros cientistas e pressionado pela própria instituição, pediu demissão do cargo por ter se manifestado favorável à discussão nas escolas britânicas de todas as formas alternativas para a origem do universo, inclusive o criacionismo. Segundo Reiss, que também é sacerdote da Igreja Anglicana, embora a teoria criacionista não tenha qualquer base científica, o assunto deveria ser discutido, já que a sua exclusão faria com que muitas crianças, oriundas de famílias religiosas, se distanciassem cada vez mais da ciência. Ele disse isso uma semana antes durante um Festival da Ciência, em Liverpool. Em sua defesa, disse ter sido mal interpretado, mas foi levado a abandonar o cargo, gerando mais críticas, dessa vez também à atuação da Royal Society, que, em comunicado oficial, declarou seu apoio ao pedido de demissão de Reiss.[4]

Cronologia (incompleta)[editar | editar código-fonte]

  • Década de 1640: Primeiros encontros informais
  • 1660: Fundação em 28 de novembro
  • 1661: O nome da Royal Society aparece impresso pela primeira vez.
  • 1662: A carta real autoriza a Royal Society a imprimir livros
  • 1663: Uma segunda carta real é dada à Royal Society
  • 1665: Primeira publicação de Philosophical Transactions
  • 1666: O Grande Incêndio de Londres obriga a Royal Society a se mudar para Arundel House
  • 1710: A Royal Society adquire sua sede em Crane Court

Medalhas[editar | editar código-fonte]

Estas medalhas recompensam as pesquisas que cobrem todos os domínios da ciência. São em número de dez:

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Fellowship (em inglês) Royal Society. Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  2. Sir Paul Nurse (em inglês) Royal Society. Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  3. History (em inglês) Royal Society. Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  4. O Globo Online. Cientista britânico defende debate sobre evolução nas escolas e perde emprego (em português). Visitado em 17 de setembro de 2008.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]