Ruínas romanas de Milreu

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Ruínas romanas de Milreu
O ex libris das ruínas, o templo paleocristão.
Tipo Villa

(Villa rústica romana)

Início da construção Século I
Restauro Século III - século IV (alterações significativas)
Proprietário inicial Império Romano
Função inicial Privado
Proprietário atual Estado Português
Função atual Cultural
Património Nacional
Classificação  Monumento Nacional
Data 1910
DGPC ?
Geografia
País  Portugal
Cidade Estoi, Faro
Mosaicos das ruínas romanas de Milreu em Estoi (Faro)

As Ruínas romanas de Milreu ou Ruínas de Estói, são um importante vestígio da época romana situados em Estói, no concelho de Faro, perto da estrada que segue para S. Brás de Alportel.

Foram postos a descoberto em 1877 pelo arqueólogo Estácio da Veiga.

Milreu é o testemunho de uma importante villa áulica romana, habitada desde o século I da Era Cristã, com vestígios de ocupação contínua até ao século X.

Em finais do século III, a casa foi reorganizada em torno de um grande peristilo central com colunas, rodeando um pátio aberto com jardim e tanque de água.

No século IV, a entrada da villa foi monumentalizada e o peristilo e as termas foram embelezadas com mosaicos representando fauna marinha, enquanto a sul da via se ergueu um imponente edifício de culto a uma divindade aquática, que no século seguinte viria a ser transformado num templo paleocristão.

Sobre parte das ruínas merece ainda destaque uma singular habitação quinhentista com contrafortes cilíndricos nos cantos exteriores.

Foram classificadas como Monumento Nacional em 1910.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

- SÁ, Maria Cristina Moreira de – Mosaicos Romanos de Portugal. Dissertação de Licenciatura em História apresentada à Faculdade de Letras de Lisboa da Universidade de Lisboa, Lisboa, 1959;

- SANTOS, Maria Luísa Estácio da Veiga Afonso dos – Arqueologia Romana do Algarve: (Subsídios). Dissertação para a Licenciatura em Ciências Históricas apresentada à Faculdade de Letras de Lisboa, Vols. I e II, Associação dos Arqueólogos Portugueses, Lisboa, 1971;

- ROSA, José António Pinheiro – Roteiro das Ruínas de Milreu. Tipografia União, Faro, 1974;

- HAUSCHILD, Theodor – Milreu / Estói (Algarve), Untersuchungen neben der taufpiscina und sondagen in der villa – Kampagnen 1971 und 1979, Sonderdruck, Aus den Madrider, F. H. Kerle, Verlag, Heidelberg, Mitteilungen 21, 1980;

- HAUSCHILD, Theodor – «A Villa Romana de Milreu, Estói, (Algarve)». in Arqueologia, 9, Porto, 1984, pp. 94-104;

- HAUSCHILD, Theodor - «O edifício de Culto do complexo de ruínas romanas perto de Estói, na província da Lusitânia». Sep. de Arqueologia e História, série X, Vol, I/II, (1), 1984-1988;

- LAMEIRA, Francisco I. C. - Faro Edificações Notáveis. Edição da Câmara Municipal de Faro, 1995;

- MOURÃO, Cátia – «Motivos aquáticos em mosaicos antigos de Portugal ‐ Decorativismo e Simbolismo». in Revista de História da Arte, N.º 6 (Actas do I Ciclo de Palestras Internacional sobre “Arquitectura, Mosaicos e Sociedade da Antiguidade Tardia e Bizantina a Ocidente e Oriente. Estudos e Planos de Salvaguarda”, 2008), Instituto de História da Arte, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa, dir. M. Justino MACIEL e Raquel Henriques da SILVA, Lisboa, 2008, p. 115-131;

Ruínas romanas de Milreu com destaque para a casa senhorial

- MOURÃO, Cátia - MIRABILIA AQVARVM – Motivos aquáticos em mosaicos romanos de Portugal. EPAL, Lisboa, 2008.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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