Rua Nova

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Rua Nova
Localização
Estado Pernambuco
Município Recife
Bairro(s) Santo Antônio
Informações
Início Praça da Independência
Interseções Não disponível
Término Ponte da Boa Vista
Comprimento Não disponível

Rua Nova é uma rua do Recife, Pernambuco, Brasil.

Situa-se no bairro de Santo Antônio, ligando a Praça da Independência à Ponte da Boa Vista.

História[editar | editar código-fonte]

No tempo do domínio holandês em Pernambuco, havia um arsenal onde hoje se encontra a Matriz de Santo Antônio, chamado Casa da Pólvora.

De suas proximidades saía um caminho, inicialmente denominado Rua Nova da Casa da Pólvora.

Em 1752 a Casa da Pólvora foi transferida para outro local, em razão do perigo que causava sua localização. A partir de então, a rua foi denominada Rua Nova de Santo Antônio.

Em 1870, por decreto da Câmara Municipal do Recife, foi batizada de Rua Barão da Vitória, para homenagear aquele militar que lutara na Guerra do Paraguai.

Em 1930, após o assassinato do governador paraibano João Pessoa na Confeitaria Glória, que ali se instalava, foi, novamente por decreto municipal, renomeada para Rua João Pessoa.

Mas nenhum desses nomes dados por decreto caiu no gosto popular.

Enfim, a Lei nº 33, de 9 de junho de 1937, restaurou o antigo nome de Rua Nova, como sempre fora chamada.

Fatos e mitos[editar | editar código-fonte]

Houve várias ocorrências (reais ou imaginárias) ocorridas na Rua Nova.

A emparedada

Em tempo não conhecido, assim como a autoria, toma-se como verdadeiro o emparedamento de uma jovem pelo próprio pai, que a descobriu grávida do namorado. Este fato ou mito foi contado no romance A Emparedada da Rua Nova, de Carneiro Vilela.

Reconhecimento de cadáver

Após a tentativa de assassinato de Luiz do Rego, ocorrida na Rua da Imperatriz, o autor da tentativa foi morto e, para que fosse reconhecido, seu cadáver foi posto na Rua Nova, amarrado a uma cadeira, durante vários dias, até seu reconhecimento.

Assassinato de João Pessoa

Foi o fato mais conhecido. Ocorreu no interior da Confeitaria Glória, impetrado por João Dantas. Um crime de cunho passional que tomou porte de crime político, e que seria um dos estopins da Revolução de 1930.

Monumentos[editar | editar código-fonte]

  • Matriz de Santo Antônio. No início da Rua Nova, com frente para a Praça da Independência.
  • Igreja de Nossa Senhora da Conceição dos Militares. Um dos mais belos templos setessentistas do Brasil.

Referências[editar | editar código-fonte]