Rubén González

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Rubén González y Fontanillis (Santa Clara, 26 de maio de 1919Havana, 8 de dezembro de 2003) foi um pianista cubano. Nasceu em 1919 em Santa Clara em Las Villa, Cuba. Começou a aprender piano com 6 anos de idade num “John Stowers” comprado pela sua família. Quando viram que havia possiblidade de Rubén se tornar num bom pianista, puseram-no a ter aulas com uma professora particular onde estudou música clássica durante 8 anos. Nessa altura a sua professora disse-lhe: "Rubén tu vais ser um grande pianista, porque tens muita facilidade com as mãos…". Ela perguntou ainda se Rubén queria ser pianista clássico. Rubén respondeu numa entrevista: “…não, eu queria tocar Son, que foi um estilo que gostei desde pequeno. Apenas aprendia música clássica porque era um bom meio para melhorar a minha tecnica."

Em 1940 abandonou a faculdade de medicina, e os estudos de música clássica para se tornar pianista profissional de música tradicional Cubana. Nesse ano mudou-se para Havana: - “…eu estava receoso, pois bons pianistas não faltavam na capital, e comecei a estudar tudo quanto podia…” – diz Rubén. Teve a sorte de morar ao lado da casa do pioneiro Arsénio Rodríguez (que foi um grande artista que ajudou a revolucionar o som da música Cubana) que o ouviu tocar e apressou-se a convidar Rubén para tocar na sua grande banda. Rubén refere que Arsénio Rodríguez introduziu o piano, não só como um instrumento acompanhante, mas como um dos instrumentos principais que “lideram” e solam, ao mesmo tempo que fazem o ritmo.

Arsénio teve uma grande influencia tanto no estilo musical de Rubén González como na sua vida em geral, dando-lhe bons conselhos que ele sempre tentou seguir.

Explicou que a chave para ser um grande pianista era dominar a Sincopação Cubana, enquanto ao mesmo tempo, toca do coração e com sabor. “Não te preocupes com o que os outros musicos estão a fazer. Apenas toca ao teu estilo, seja ele qual for,mas não imites ninguem. Leva isso contigo para sempre, então, quando as pessoas ouvirem a tua música, vão dizer – isto é Rubén González.”.

Juntamente com Lílí Martínez e Peruchin, Rubén fez parte de um trio de pianistas que ajudaram a moldar e a revolucionar a música Cubana, desenvolvendo o Mambo e misturando harmonias modernas de Jazz e improviso sincopado. “Tudo o que ouvem hoje na música Cubana vem desse tempo brilhante…” – diz Rubén Tendo estabelecido o seu proprio e distintivo estilo continuou a tocar com grandes Orquestras e Bandas pela America Latina (fora de Cuba). Em 1960 regressa a Havana para se juntar ao violinista e compositor Enrique Jorrín….o inventor do Cha Cha Cha.

Em 1979 os melhores músicos cubanos juntaram-se para as sessões de gravação “Estrellas de Areito” e Rubén González estava no grupo…Nos anos 80, após a morte de Enrique Jorrín, Rubén Gonzaléz tornou-se automaticamente o líder da orquestra mas desistiu pouco depois do cargo pois achou que era um peso muito grande.

Rubén González então, aposentou-se. Em 1996, com 77 anos, após estar 11 anos sem ter piano e de sofrer de artite, é chamado por Juan de Marcos Gonzalez para a gravação do disco “Afro-Cuban All Stars” que juntou grandes nomes da música Cubana. Na semana seguinte Ry Cooder chega a Havana para a gravação do disco Buena Vista Social Club. Ouviu Rubén sentado ao piano dos estúdios Egrem a tocar durante horas, todo o tipo de ritmos e ficou extasiado. Foi amor a primeira vista, e Rubén González foi convidado para entrar no disco que iria mudar a música Cubana, juntamente com Ibrahim Ferrer, Compay Segundo, Omara Portuondo, Pio Leiva, Puntillita, Orlando “Cachaito” Lopez no baixo, Manuel “Guajiro”Mirabal no Trompete, Amadito Valdes nos timbales ou Barbarito Torrez no Alaúde Cubano…entre muitos outros. Um conjunto composto pelos melhores musicos cubanos vivos, que fora esquecido pelo tempo e pelas pessoas, revivido por um álbum e pelo filme 'Buena Vista Social Club' (de Wim Wenders).

A admiração de Ry Cooder pelo pianista fez com que no dois dias seguintes a gravação do Buena Vista Social Club, fosse gravado o primeiro álbum de Rubén a solo: “Introducing….Rubén González”. Todos os discos foram para a editora inglesa de World Music – a World Circuit…e Rubén via-se novamente a tocar profissionalmente. O seu génio foi um factor crucial no sucesso dos três álbuns, que foram todos gravados em sessões que duraram apenas 3 semanas. Depois de não ter piano durante anos, e de sofrer de artrite, a música fluia de si como um rio…levando Ry Cooder a afirmar “o maior solista de piano que já ouvi na minha vida inteira”.

Todos os três álbuns foram um sucesso comercial e um fenomeno critico, e finalmente, trouxeram o reconhecimento que ele sempre mereceu. É possível ouvir Rubén González nos discos seguintes de Ibrahim Ferrer e Omara Portuondo, todos da editora World Circuit. O trio de musicos viajou pelo mundo várias vezes, deixando exstasiadas as audiências por qualquer sitio que estivessem.

Em 2000, com 81 anos, Rubén gravou o que viria a ser a sua obra-prima, “Chanchullo”, um álbum cheio de vigor e criatividade. Claramente inspirado pelo seu sucesso, um Rubén rejuvenescido toca com um poder, swing e uma vitalidade que cega a sua idade, e saúde. Rubén nunca tinha atuado fora da America Latina, e aquilo que o eomocionou mais foi que, ao contrário dos anos em que ele tocou em bailes e danças, o público agora estava realmente a ouvir o que ele estava a tocar…tal como Arsénio Rodriguez lhe disse décadas antes. Infelizmente a sua saude deteriorou-se, e ele foi forçado a parar de tocar. Ficou o resto da sua vida com a família em Havana, e faleceu em 2003, devido ao seu problema de artrite.

Rubén González era visto como um grande indivíduo, cuja vida fluiu através do seu modo de tocar. Tinha um grande senso de humor, com uma energia e uma paixão por música que nunca podia deixar de afetar todos aqueles que o ouviram e ouvem, ou mesmo como Ry Cooder diz:”ele é um cruzamento Cubano entre Thelonious Monk e o Felix the Cat”. Rubén era incapaz de passar por um piano sem tocar nele, e a alegria que ele tirava do instrumento podia ser vista por todo o seu ser. Mesmo que ele tenha partido, ficará a sua música para que milhões de pessoas a possam desfrutar por muitos anos.

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