Rubens Furlan

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Rubens Furlan (Sorocaba, 12 de dezembro de 1952) é um político brasileiro, formado em direito pela Faculdade de Direito de Osasco, do Centro Universitário FIEO. Pai de quatro filhos, dentre eles Bruna Furlan, deputada federal, que já foi filiada ao PMDB[1] e em 2009 filiou-se ao PSDB.[2] Antes de entrar para a carreira política já foi vendedor de doces, balconista, jornaleiro, engraxate e taxista.[3]

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Furlan já foi filiado aos seguintes partidos políticos: MDB, 1974 - 1980; PMDB, 1980 - 1995; PFL, 1995 - 1999; PPS, 1999 e PMDB, 2006.[3] Seus mandatos:

  • Vereador de Barueri (1977-1982). Foi ainda presidente da Câmara de Vereadores de Barueri de 1979 a 1981.[3] [4]
  • Prefeito de Barueri (1983-1988, 1993-1996, 2005-2012)[4]
  • Deputado estadual (1991-1992)[4]
  • Deputado federal (1998-2002)[4]
Dados de campanhas
  • Em 2004 o valor total de despesas do comitê foi de 839 993,72 reais.[5]
  • Nas eleições de 2008, de acordo com a página do Tribunal Superior Eleitoral teve despesas de 570 173,29 reais e receitas com o mesmo valor.[6]

Fatos polêmicos[editar | editar código-fonte]

Em março de 2010, em seu quarto mandato como prefeito de Barueri, proibiu uma matéria do programa Custe o Que Custar (CQC), da Rede Bandeirantes, por meio de uma ação judicial aceita pela juíza Nilza Bueno da Silva, da Vara da Fazenda Pública de Barueri.[7] Foi alegado que a matéria poderia conter sensacionalismo e por isto a prefeitura deveria ter conhecimento da mesma antecipadamente. Os apresentadores do programa fizeram protesto e chamaram o ato de censura. Marcelo Tas afirmou: "Isso configura uma coisa bastante clara chamada censura e significa que estamos no caminho certo. Eles alegam que nós não demos o direito de resposta, o que é uma coisa absurda porque a matéria ainda não foi ar e também porque as pessoas acusadas foram ouvidas, por isso que o nome disso é censura"[8]

Na semana seguinte a reportagem foi liberada. O conteúdo da reportagem mostrava o desvio de uma televisão doada pelo programa a uma escola. A televisão fora previamente equipada com um aparelho GPS e alarme, sendo possível sua localização. A reportagem do CQC, rastreando o televisor, descobriu que este estava em outro local.[9]

Posteriormente Furlan, ao dar entrevista a Danilo Gentili, proferiu:

Cquote1.svg "Não foi censura. Minha secretaria jurídica que viu essa estupidez de vocês. Vocês são uns babacas, sem nenhum talento, uns tontos, malandros, que se veem no direito de ridicularizar o Congresso. Quem são vocês? Fala para mim… Quem são vocês? […] [Gentili responde: Danilo Gentili prazer, tudo bom?]. Eu não vou cumprimentar você. Babaca eu não cumprimento. […] Vai ver quem é aquele careca debochado, aqueles palhaços tontos sem nenhum talento, que se prestam a desmoralizar os outros. Vocês são uns babacas, que se prestam a desmoralizar as pessoas. E a democracia, se você quer saber, é o que permite a gente como vocês fazer o que vocês estão fazendo. Custe o Que Custar, estes babacas. E sabe por que eu conversando com você? Para mostrar para você que você é absolutamente nada diante da luta que desenvolvemos para democratizar o país e para permitir para você e aqueles babacas do CQC possa falar… custe o que custar." Cquote2.svg
Rubens Furlan

[10] [11]

O prefeito recebeu a televisão e entregou um documento de confirmação para o repórter. O desembargador Marrey Uint, da 3ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo, solicitou ao Ministério Público que investigue possíveis crimes dos envolvidos no caso e divulgou a seguinte declaração:

Cquote1.svg "Não existe democracia sem imprensa livre. A constituição em vigor consagra manifestação de pensamento, criação e expressão sem nenhuma restrição. Esta matéria acabou de demonstrar no mínimo uma falta de observância dos princípios da moralidade e da legalidade; é um flagrante à contradição entre os depoimentos dos entrevistados, como o do senhor secretário da educação, da senhora diretora da escola e dos funcionarios municipais, inclusive o tal sintonizador. " Cquote2.svg
Marrey Uint

Durante uma coletiva realizada em 23 de março, Rubens Furlan afirmou que a ação seria engendrada pelo Partido dos Trabalhadores, pois a produtora Cuatro Cabezas seria ligada no Brasil à Gamecorp, produtora de conteúdo brasileira que teria como um de seus sócios Fábio Luís Lula da Silva (conhecido como Lulinha), filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.[12] De acordo com Furlan, a televisão foi periciada e foram encontrados aparelhos de espionagem como microfones de alta sensibilidade, baterias grandes, um chip de celular da operadora TIM, além do GPS. Toda essa situação seria causada devido ao apoio político que dá ao governador José Serra e por estar há 34 anos no poder.[12] Em nota no site da prefeitura de Barueri, a Secretaria Municipal de Comunicação Social divulgou que o tratamento dado na entrevista pelo prefeito Furlan é uma opinião pessoal garantida pela democracia, do mesmo modo que faz o CQC com seus entrevistados.[13]

Em réplica, o PT local sugeriu que as acusações de Furlan seriam um mecanismo de desvio de foco de um erro grave que aconteceu na sua administração.[14] A Band, por sua vez declarou que a Cuatro Cabezas não tem nenhuma ligação com a Gamecorp, e sim com o grupo holandês Eyeworks.[14]

Livro publicado[editar | editar código-fonte]

  • Rubens Furlan: 30 Anos de Vida Pública, pela editora Prol.[15]

Referências

  1. Folha de Alphavile. Governador lança Bruna Furlan como candidata. Acesso em 24 de março de 2010.
  2. Folha de Alphavile. Bruna Furlan troca PMDB pelo PSDB. Acesso em 24 de março de 2010.
  3. a b c Guia Carapicuíba. Rubens Furlan. Página visitada em 25/03/2010.
  4. a b c d Portal Barueri. Bio. Acesso em 23 de março de 2010
  5. TSE - Prestação de contas. Acesso em 27 de março de 2010.
  6. TSE - Prestação de Contas
  7. R7. CQC exibe reportagem vetada por prefeitura de Barueri. Acesso em 23 de março de 2010
  8. Abril. “Proteste Já” é impedido de ser exibido no “CQC”. Acesso em 23 de março de 2010
  9. O Globo. 'CQC' é autorizado a exibir quadro que foi censurado pela prefeitura de Barueri. Acesso em 23 de março de 2010
  10. Estadão. Após desistir de ação, prefeito de Barueri chama integrantes do CQC de ‘babacas’. Acesso em 23 de março de 2010
  11. Vooz. Vídeos - Prefeito de Barueri chama integrantes do CQC de 'babacas' Acesso em 23 de março de 2010.
  12. a b WebDiário. Furlan acusa CQC de espionagem em ação coordenada pelo PT. Página visitada em 24/03/2010.
  13. Prefeitura de Barueri. Prefeitura de Barueri comenta matéria do CQC. Acesso em 27 de março de 2010.
  14. a b Visão Oeste. “Furlan ataca para desviar o foco”. Página visitada em 27/03/2010.
  15. Estante Virtual. 30 anos de Vida Pública. Acesso em 24 de março de 2010.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]