Ruud van Nistelrooy

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Ruud van Nistelrooy
Ruud-van-Nistelrooy3.jpg
Informações pessoais
Nome completo Rutgerus Johannes Martinus van Nistelrooij
Data de nasc. 1 de julho de 1976 (38 anos)
Local de nasc. Oss,  Países Baixos
Altura 1,88 m
Destro
Apelido Ruud, Van The Man, La Locomotora,
Van Nistelgoal, The Beast, Vinirroy, Van Goal
Informações profissionais
Clube atual Aposentado
Posição Atacante
Site oficial http://www.rvn10.com/
Clubes profissionais2
Anos Clubes Jogos (golos/gols)
19931997
19971998
19982001
20012006
20062010
20102011
20112012
19932012
Países Baixos Den Bosch
Países Baixos Heerenveen
Países Baixos PSV Eindhoven
Inglaterra Manchester United
Espanha Real Madrid
Alemanha Hamburger SV
Espanha Málaga
Total
00071 000(20)
00036 000(16)
00091 000(75)
00219 00(150)
00096 000(64)
00044 000(17)
00032 0000(5)
00589 00(347)
Seleção nacional3
19982011 Países Baixos Países Baixos 00070 000(35)


2 Partidas e gols totais pelo
clube, atualizados até 13 de Maio de 2012.
3 Partidas e gols da seleção nacional estão atualizados
até 13 de Maio de 2012.

Rutgerus Johannes Martinus "Ruud" van Nistelrooy, mais conhecido como Ruud van Nistelrooy, (Oss, 1 de julho de 1976), é um ex-futebolista holandês que atuava como atacante.

Era um ótimo finalizador, exímio cobrador de penaltis, possuía uma boa visão de jogo e marcou cerca de 400 gol(o)s em toda sua carreira. Também foi lembrado por vezes na lista de Melhor jogador do mundo pela FIFA, sendo duas delas entre os 10 primeiros, em 2003 e 2004.

Carreira[editar | editar código-fonte]

O Começo no Den Bosch e a afirmação no Heerenveen[editar | editar código-fonte]

Iniciou sua carreira profissional em entre o fim de 1993 e o início de 1994, aos 17 anos, no modesto Den Bosch, da segunda divisão dos Países Baixos. Em suas primeiras partidas pelo clube, chegou a atuar como zagueiro, devido à sua altura e porte físico. Porém, após mais alguns jogos, foi transferido para a posição de atacante, já que os desarmes não eram o seu forte, e sim os gol(o)s.

Chamou a atenção de clubes da Eredivisie, após uma boa temporada 1996-97, marcando doze gol(o)s em 31 jogos pelo Den Bosch. Porém, quem o contratou foi o não muito tradicional Heerenveen, em junho de 1997, por 360 mil euros.

Sua passagem pelo Heerenveen foi rápida, marcando treze gol(o)s em 31 jogos na temporada 1997-98, a única atuando por este clube.

PSV Eindhoven[editar | editar código-fonte]

Em junho de 1998, chegava ao clube onde obteve seu melhor desempenho na Eredivisie, o PSV Eindhoven, por 6,3 milhões de euros, até então o valor recorde numa transferência entre duas equipes holandesas.

Logo em sua primeira temporada pelo clube de Eindhoven, a de 1998-99, Nistelrooy obteve a impressionante marca de 31 gol(o)s em 34 jogos, sendo artilheiro isolado da Eredivisie e o segundo artilheiro da Europa. Fez também um hat-trick na vitória do PSV sobre o HJK Helsinki por 3-1 em pleno Estádio Olímpico de Helsinque pela Champions League, em 25 de novembro de 1998. Fechou a temporada conquistando o prêmio de jogador holandês do ano.

Na temporada seguinte, a de 1999-00, sua segunda pelo PSV, chegou a respeitável marca de 29 gol(o)s em 23 jogos pela Eredivisie, ficando mais uma vez com o título e a artilharia da temporada na liga.

O interesse dos grandes clubes[editar | editar código-fonte]

Em 2001, o técnico do Manchester United, Sir Alex Ferguson, disse em entrevista ao jornal The Daily Telegraph que seu filho, Darren, que estava fazendo testes no Heerenveen, pediu ao pai:

Cquote1.svg Você tem que contratar logo o Van Nistelrooy, ele é fantástico! Fomos vê-lo jogar. Cquote2.svg
Darren Ferguson, indicando Nistelrooy ao seu pai, o técnico Sir Alex Ferguson.

Após saber mais detalhes sobre Nistelrooy, Ferguson enviou representantes do Manchester United para o jogo seguinte do PSV Eindhoven pela Eredivisie. No dia seguinte ao jogo, Van Nistelrooy já havia assinado um pré-contrato com os red devils.

Ao final da temporada 1999-00, era praticamente certo que Van Nistelrooy partiria para uma liga de mais expressão dentro do continente europeu.

Manchester United[editar | editar código-fonte]

Nistelrooy atuando contra o Chelsea, em 2006.

Em junho de 2000, foi oficializada sua contratação por parte do Manchester United, da Premier League inglesa, pela bagatela de 18,5 milhões de libras. Porém, dias após sua contratação, Van Nistelrooy sofreu uma grave ruptura nos ligamentos do joelho durante os treinamentos, fazendo com que sua transferência fosse concluída apenas em abril de 2001, quase um ano depois, após ter se recuperado da cirurgia no joelho.

Após a completa recuperação da contusão, o Manchester United teve de pagar mais uma taxa de £500 mil ao PSV Eindhoven, totalizando a transferência no valor de 19 milhões de libras. Após passar na bateria de exames médicos, Nistelrooy assinou um contrato de cinco temporadas com o então campeão da Premier League, e minimizou o alto investimento do United na transferência:

Cquote1.svg O preço não é um peso para mim, pelo contrário, ele me incentiva, porque este valor significa que o Manchester United tem grande confiança em mim. Cquote2.svg
Van Nistelrooy em sua coletiva de apresentação no Manchester United.

A chegada ao clube e o auge[editar | editar código-fonte]

Na temporada 2001-02, sua primeira no clube Inglaterra, marcou 23 gol(o)s em 32 jogos pela Premier League, terminando com o recorde de oito jogos consecutivos marcando gol(o)s e surpreendendo a todos com sua rápida adaptação ao futebol do país. Além disto, também marcou dez gol(o)s pela UEFA Champions League, terminando o ano de 2002 com o prêmio de Jogador do Ano no Reino Unido. Também nesta temporada, Van Nistelrooy conquistou o recorde de 23 gol(o)s numa temporada de estreia da Premier League, recorde este que somente fora batido seis anos mais tarde, na temporada 2007/2008, por Fernando Torres, com 24 gol(o)s, na época jogador do Liverpool.[1]

Na temporada 2002-03, sua segunda pelo clube, marcou 25 gol(o)s em 34 jogos pela Premier League, incluindo três hat-tricks. Além disto, doze gol(o)s em dez jogos (dois gol(o)s na qualificatória) pela Champions League, terminando assim mais uma temporada de forma espetacular e novamente com o recorde de oito jogos consecutivos marcando gol(o)s. Ao final do ano de 2003, conseguiu sua melhor posição na lista dos Melhores Jogadores do Ano da FIFA, ficando em 6º lugar nesta edição do prêmio.

Iniciou a temporada 2003-04 fazendo gol(o)s nos dois primeiros jogos da Premier League, o que impulsionou o seu recorde da temporada anterior à dez jogos consecutivos com gol(o)s pela liga inglesa. Também marcou seu 100º gol(o) pelo clube nesta temporada, em uma vitória por 4-3 sobre o Everton, em 7 de fevereiro de 2004.

Perdeu grande parte da temporada 2004-05 devido à uma lesão, mas ainda assim conseguiu atuar bem em jogos da Premier League e conquistar a artilharia da Champions League, com oito gol(o)s, um deles foi o seu trigésimo nesta competição, marcado no empate em 2-2 com o Lyon, na primeira partida da fase de grupos, em 16 de setembro de 2004, gol(o) que superou o recorde de Denis Law, com 28 gol(o)s. Dias após a quebra do recorde, Law disse aos repórteres:

Cquote1.svg Estou contente por Ruud. Isso não poderia acontecer com um indivíduo mais agradável. Cquote2.svg
Denis Law, sobre o seu recorde que havia sido quebrado por Van Nistelrooy.

O Manchester United foi eliminado desta edição da Champions League pelo AC Milan, nas oitavas-de-final (0-2 no agregado). O clube italiano viria a ser derrotado na final, num jogo histórico contra o Liverpool, vencido pelos ingleses numa disputa por penaltis, após os reds terem empatado um resultado de 3 a 0 em apenas 45 minutos.

Van Nistelrooy disputando uma jogada contra o Tottenham Hotspur.

Desentendimentos internos e saída[editar | editar código-fonte]

Na temporada 2005-06, iniciou marcando gol(o)s nos quatro primeiros jogos da Premier League, e terminou o campeonato como o segundo artilheiro, com 21 gol(o)s, atrás apenas do francês Thierry Henry, que também havia feito uma espetacular temporada pelo Arsenal.

Ainda antes do final desta temporada, em 26 de fevereiro de 2006, data da final da Carling Cup 2005-06, contra o Wigan Athletic Football Club, o treinador Sir Alex Ferguson optou por iniciar a partida com Van Nistelrooy no banco de reservas, colocando Louis Saha para ocupar a sua vaga, formando a dupla de ataque com Wayne Rooney. Nistelrooy sequer entrou no decorrer da partida e, após este fato, foram alimentadas as especulações de um possível desentendimento entre ele e Ferguson, que foram negadas por Ruud, em entrevista.

No entanto, nas partidas finais da Premier League 2005-06 e às vésperas da Copa do Mundo 2006, o pouco aproveitamento do jogador por parte de Ferguson continuou, mesmo após Nistelrooy ter se recuperado totalmente de uma contusão no tornozelo. Ferguson iniciou seis partidas consecutivas com o holandês entre os reservas e, embora tenha retornado ao time titular e marcado o gol(o) da vitória das partidas jogo contra o West Ham United e Bolton Wanderers, as dúvidas sobre a permanência de Nistelrooy no United ficaram ainda maiores após o Ferguson admitir publicamente que, na última partida da Premier League, contra o Charlton Athletic, Van Nistelrooy ficou extremamente irritado com a decisão de colocá-lo no banco de reservas, e que o jogador teria deixado o estádio apenas três horas antes da partida.

Talvez um dos motivos de tamanha irritação de Nistelrooy tenha sido o fato de que, devido às seguidas partidas em que começou no banco de reservas, o francês Thierry Henry se isolou com seis gol(o)s a mais no posto de artilheiro ao final do torneio, com 27 gol(o)s, contra 21 do holandês.

As discussões não foram apenas com o técnico Sir Alex Ferguson. Em 9 de maio de 2006, a Setanta Sports confirmou que a exclusão de Van Nistelrooy do time titular se de devido à uma outra discussão, desta vez com Cristiano Ronaldo, durante uma sessão de treinamentos. Ruud teria criticado a tendência de Ronaldo prender a bola, ao invés de tocá-la para seus companheiros de equipe, o que provocou a discussão. Nistelrooy continuou com as provocações e disse para ele "ir chorar com o seu papai". Segundo a Setanta, isto não era uma referência ao pai biológico de Ronaldo, que já havia falecido, mas sim ao, na época, assistente-técnico Carlos Queiroz, que tratava Cristiano Ronaldo como um "filho". Após esta frase, a discussão entre eles quase partiu para às vias de fato, mas a briga foi separada pelos demais jogadores do United.

Devido aos desentendimentos ocorridos, confirmados pelo treinador, e aos vários boatos da imprensa, estava claro que a relação do holandês com Sir Alex Ferguson já não era mais a mesma, e praticamente certo que Nistelrooy não permaneceria no clube da cidade de Manchester. Em 15 de julho de 2006, Ferguson confirmou que a vontade de Van Nistelrooy era se transferir para outro clube, porém, não citou os prováveis destinos do atacante.

Estava finalizada assim a passagem de Van Nistelrooy pelos red devils, durante cinco temporadas, período em que alcançou o auge de sua carreira, com uma respeitável marca de 150 gol(o)s em 219 jogos, além do recorde de mais gol(o)s na história do clube em competições europeias, com 38 gol(o)s.

Real Madrid[editar | editar código-fonte]

Nistelrooy em seus primeiros anos pelo Real.

Quase duas semanas depois, em 28 de julho de 2006, foi oficializada a contratação de Nistelrooy por parte do Real Madrid. O clube espanhol pagou 24 milhões de euros pelo holandês, que, inicialmente, assinou um contrato de três anos.

Van Nistelrooy x Ronaldo[editar | editar código-fonte]

Sua chegada ao Real Madrid foi um dos fatores que mais pesaram na decisão do brasileiro Ronaldo de deixar o clube merengue. Ronaldo, que já não vivia um grande momento em sua carreira e chegava a ser ridicularizado pelos seus próprios torcedores devido ao seu peso e má forma física, viu suas chances de permanecer no time titular irem por água abaixo após as primeiras partidas de Nistelrooy, fazendo com que os procuradores do brasileiro forçassem a diretoria do Real Madrid a escolher entre ele ou o holandês. Os diretores optaram por Nistelrooy e, um ano após a contratação de Ruud, Ronaldo deixou o clube madrilenho, em 2007, se transferindo para o Milan, da Itália.

Curiosamente, quando ainda jogava pelo Manchester United, Nistelrooy foi um dos protagonistas dos dois jogos entre os red devils e os merengues, pelas quartas-de-final da Champions League 2002-03. No jogo de ida, em 8 de abril de 2003, o Real Madrid venceu por 3-1 no Santiago Bernabéu, com o único gol(o) do United marcado por Nistelrooy. No jogo de volta, em 23 de abril, o holandês também marcou um gol(o) na histórica vitória do United por 4-3 em Old Trafford, com os três gol(o)s do time madrilenho marcados por Ronaldo, que na época passava por um momento muito melhor de sua carreira. Ao final dos dois jogos, o Real Madrid se classificou, vencendo o clube inglês por 6-5 no agregado. O jogo de volta, realizado em Old Trafford, é considerado até hoje um dos melhores e mais emocionantes da história da Champions League. Apesar do Manchester United ter sido eliminado nas quartas-de-final da edição 2002-03 do torneio, Van Nistelrooy conseguiu ser o artilheiro, com 12 gol(o)s.

Primeiras temporadas no clube[editar | editar código-fonte]

Na temporada 2006-07, sua primeira pelo clube merengue, já chegou marcando gol(o)s. Em uma das suas primeiras partidas pelo time de Madrid, foi autor de um hat-trick contra o Levante e, em 12 de novembro de 2006, marcou quatro gol(o)s contra o Osasuna. Teve uma enorme contribuição na conquista da La Liga 2006-07, sendo o artilheiro do campeonato, com 25 gol(o)s, e conquistando o prêmio Pichichi, entregue pelo jornal espanhol Marca ao artilheiro da temporada. Pela grande contribuição que teve neste título, esteve mais uma vez presente na lista dos melhores jogadores do mundo, feita pela FIFA, desta vez ficando na 17ª posição.

Van Nistelrooy retornando de viagem com o Real Madrid.

Perdeu grande parte da temporada 2007-08 devido à uma cirurgia sofrida no tornozelo, em março de 2008. Retornou no El Clásico, contra o Barcelona, em 7 de maio de 2008, marcando um gol(o) de penalti. Atrapalhado por seguidas lesões, não conseguiu a artilharia da La Liga 2007-08, que acabou ficando com Daniel Güiza, do Mallorca. Nistelrooy marcou, ao todo, 20 gol(o)s (16 pela La Liga) em 32 jogos e teve seu contrato renovado pelo Real Madrid, até 2010.

Seguidas lesões[editar | editar código-fonte]

Iniciou a temporada 2008-09 marcando gol(o)s, porém, em novembro de 2008, o Real Madrid anunciou que Van Nistelrooy perderia o resto da temporada, após uma artroscopia detectar uma contusão no menisco do seu joelho direito. A previsão inicial de recuperação era de seis meses a nove meses, segundo o especialista Richard Steadman, o mesmo que já tinha operado o joelho de Nistelrooy, em 2000, quando sofreu outra grave lesão, apenas um dia após sua contratação pelo Manchester United. Devido à essa lesão, Nistelrooy fechou esta temporada com dez gol(o)s em dez aparições pelos merengues.

Na pré-temporada 2009-10, retornou aos campos após quase um ano lesionado, jogando os últimos quinze minutos do amistoso contra o Rosenborg, substituindo o brasileiro Kaká. Em seu retorno por partidas oficiais, entrou no lugar do português Cristiano Ronaldo aos 34 minutos do segundo tempo e foi o autor de um dos gol(o)s do Real Madrid na vitória por 5-0 sobre o Xerez, em 20 de setembro de 2009. Porém, logo no dia seguinte ao seu retorno oficial aos gramados, foi descoberta uma nova lesão em Van Nistelrooy, dessa vez no músculo reto anterior da coxa esquerda, e o holandês ficou em recuperação durante cinco semanas. Em 27 de outubro, mais de um mês após sua lesão, fez o seu segundo retorno na temporada, substituindo Raúl González aos 71 minutos do jogo contra o Alcorcón, pela Copa del Rey. O modesto clube da cidade de Alcorcón viria a surpreender a Espanha ao eliminar o Real Madrid do torneio, vencendo por 4-0 em sua casa, o Municipal de Santo Domingo, e sendo derrotado por 1-0 no Estádio Santiago Bernabéu.

Nistelrooy era a terceira opção dentre os atacantes do elenco merengue, após Karim Benzema e Gonzalo Higuaín, e devido às poucas chances no time titular, vinha sendo especulado em outros clubes europeus, entre eles o Arsenal e o Olympiacos.

No Real Madrid, o holandês jogou 96 vezes e marcou 64 gol(o)s, sendo fundamental na conquista da La Liga de 2006-07 e 2007-08.

Hamburgo[editar | editar código-fonte]

Apresentação de Nistelrooy no Málaga.

Descontente com a falta de espaço no elenco do Real, Van Nistelrooy acabou acertando, em 23 de janeiro de 2010, com a equipe alemã do Hamburgo,[2] recebendo a camisa de número 22.

Fez sua estreia pelo clube durante o segundo turno da temporada 2009-10, saindo do banco nos últimos minutos do empate em 3-3 contra o Colônia, em 6 de fevereiro de 2010. Finalizou a temporada com um total de sete gol(o)s em 18 jogos, sendo cinco deles pela Bundesliga e dois pela UEFA Europa League.

O início da temporada 2010-11 lembrou o auge de sua carreira. Nistelrooy marcou um hat-trick na vitória sobre o Torgelower SV Greif, pela DFB Pokal, em 15 de agosto de 2010. Na abertura da Bundesliga, marcou os dois gol(o)s da vitória por 2-1 sobre o Schalke 04. Em janeiro de 2011, em um amistoso contra o Ajax, Nistelrooy voltou a fazer um hat-trick, e o Hamburgo acabou vencendo o jogo por 4-2.[3] Ainda neste mesmo mês, durante a janela de transferências do inverno europeu, o nome de Nistelrooy esteve muito envolvido numa provável transferência para o Real Madrid. As especulações foram tão fortes que o jogador chegou a dar entrevistas alegando que tem o desejo de retornar ao clube, fato que revoltou a torcida do Hamburgo. Entretanto, a transferência acabou não acontecendo, já que a diretoria do clube alemão não liberou o jogador.

Málaga[editar | editar código-fonte]

No dia 2 de junho de 2011, o Málaga anunciou sua contratação a custo zero. Nistelrooy recebeu a camisa de número 9 do clube.

Em 14 de maio de 2012, aos 35 anos de idade e após ajudar o Málaga a se classificar para a Champions League, Ruud anunciou sua aposentadoria definitiva do futebol, afirmando ter chegado a seu limite como profissional. Nistelrooy se sentiu bem por estar parando num bom momento, sem lesões e quando acabara de realizar o sonho do Málaga de estar na Champions. Ao término da partida, o goleador saiu de campo ovacionado por jogadores, torcedores e familiares.[4] [5] [6]

Cquote1.svg O jogo do último domingo (diante do Sporting Gijón) foi o último que fiz como profissional. O meu grande sonho era jogar a Champions pelo Málaga, mas chegou a hora do adeus. Jogar no mais alto nível me obriga a reconhecer que, fisicamente, cheguei ao limite. (...) Estou orgulhoso de ter ganhado títulos coletivos e individuais graças a meus companheiros. Mas para mim a maior satisfação foi o trabalho que fiz ano após ano, me preparando para chegar ao nível mais alto possível. Cquote2.svg
Ruud van Nistelrooy, em discurso após sua aposentadoria.[5]

Seleção nacional[editar | editar código-fonte]

Van Nistelrooy em treino pela seleção, durante a Copa 2006.

Seu primeiro torneio de seleções foi a Euro 2004, onde, junto com Milan Baros, conseguiu o feito de marcar gol(o)s em todos os jogos da primeira fase. A Holanda foi eliminada nas semi-finais por Portugal, país-sede do torneio.

Como os holandeses não conseguiram se classificar para a Copa do Mundo 2002, Van Nistelrooy teve de esperar mais quatro anos para jogar sua primeira e, até então, única Copa do Mundo.

Copa do Mundo 2006[editar | editar código-fonte]

Van Nistelrooy com sua seleção, durante a Copa 2006.

Foi convocado por Marco van Basten para a disputa da Copa do Mundo 2006, onde a Holanda caiu num grupo muito equilibrado, o grupo C, que tinha ainda Argentina, Costa do Marfim e Sérvia e Montenegro. Este foi considerado o "Grupo da morte" nesta edição do torneio, mas a Sérvia terminaria a Copa 2006 com a pior campanha dentre todas as seleções participantes, após ser derrotada em todos os três jogos, incluindo um 6-0 contra a Argentina.

Nistelrooy começou e foi substituído em todos os jogos da fase de grupos, marcando seu único gol(o) na Copa 2006 na vitória por 2-1 sobre a Costa do Marfim. A Holanda se classificou como segunda colocada do grupo C, perdendo para a Argentina apenas no saldo de gol(o)s.

De acordo com os cruzamentos pré-definidos das oitavas-de-final, a Holanda enfrentou a primeira colocada do grupo D, a seleção portuguesa, que havia se classificado com 100% de aproveitamento na fase de grupos, sofrendo apenas um gol(o). Após um grupo dificílimo na primeira fase, esta era mais uma "pedreira" para a oranje, já que os portugueses também eram apontados como um dos favoritos à conquista do título. A maioria imaginava que Nistelrooy começaria como titular neste jogo, assim como havia sido na fase de grupos, mas o técnico Van Basten surpreendeu na escalação inicial, optando por deixar Nistelrooy no banco de reservas, e sequer o colocou no decorrer da partida, causando grande revolta por parte dos torcedores holandeses e fãs do jogador. A revolta foi ainda maior quando Maniche abriu o placar para os portugueses, aos 23 minutos de jogo, que não teve mais nenhum gol(o). A Holanda estava eliminada da Copa do Mundo 2006.

A partida é lembrada até hoje não só pela frustrante derrota holandesa, mas também pelo alto número de cartões (quatro vermelhos e oito amarelos), sendo apontada como uma das mais violentas da história das Copas do Mundo. Os portugueses viriam a ser semi-finalistas do torneio, sendo eliminados após a vitória da França por 1-0, graças ao gol(o) de pênalti de um inspirado Zinedine Zidane, que viria a ser eleito o melhor jogador do torneio.

Pós-Copa[editar | editar código-fonte]

Após a precoce eliminação da Holanda na Copa do Mundo, surgiram boatos de que Nistelrooy e Van Basten teriam se desentendido momentos antes do jogo das oitavas-de-final contra Portugal, e que por este motivo o treinador não teria o colocado em campo contra os portugueses.

Em 23 de janeiro de 2007, Van Nistelrooy anunciou que não jogaria mais pela oranje enquanto esta fosse comandada por Van Basten. No entanto, após várias conversas ao telefone com o veterano e ex-companheiro de clube Edwin van der Sar, Ruud se convenceu a ter uma conversa em particular com Van Basten e, quatro meses depois, retornou à seleção.

Van Nistelrooy (à direita) e Klaas-Jan Huntelaar em treino.

Euro 2008[editar | editar código-fonte]

Foi novamente convocado por Marco van Basten, desta vez para a disputa da Euro 2008. Assim como na Copa 2006, a Holanda havia caído num grupo complicadíssimo, com Itália, França e Romênia.

A Holanda conseguiu passar sem dificuldades para a segunda fase, vencendo facilmente os três jogos da fase de grupos, com um gol(o) marcado por Nistelrooy na vitória por 3-0 sobre a Itália. Este feito arrancou muitos elogios da imprensa esportiva mundial para a seleção, que era apontada como grande favorita após o final da primeira fase. Surpreendendo a todos, os holandeses foram mais uma vez eliminados precocemente, após a derrota por 3-1 para a Rússia, comandada por Andrey Arshavin, logo no primeiro jogo da segunda fase. A Rússia foi eliminada no jogo seguinte, ao ser derrotada por 3-0 pela Espanha, e os espanhóis foram campeões do torneio.

Aposentadoria[editar | editar código-fonte]

Em 4 de agosto de 2008, Van Nistelrooy anunciou oficialmente sua aposentadoria da seleção nacional. Até esta data, havia atuado durante dez anos pela oranje, com 33 gol(o)s marcados em 64 jogos, se fixando entre os maiores artilheiros da história de sua seleção, como Patrick Kluivert, Dennis Bergkamp e Johan Cruijff.

Por conta disto, acabou ficando fora da lista de Bert van Marwijk para a Copa do Mundo de 2010, torneio em que a Holanda foi finalista e acabou derrotada pela Espanha.

Retorno[editar | editar código-fonte]

Após a Copa do Mundo, Van Nistelrooy voltou atrás em sua aposentadoria da seleção ao ser convocado para substituir o então lesionado Van Persie nos jogos das eliminatórias para a Euro 2012, frente a seleção de San Marino e da Finlândia. Contra San Marino, em 3 de setembro de 2010, marcou seu 34º gol(o) pela seleção, o último da vitória por 5-0.

No ano seguinte, num jogo contra a Hungria, em 29 de março, chegou a marca de um gol(o) a cada dois jogos, marcando seu 35° gol(o) em 70 jogos pela seleção, o terceiro da vitória por 5-3.

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Nistelrooy se casou com sua namorada, Leontien Slaats, em julho de 2004. Em setembro de 2006, Leontien deu à luz ao primeiro filho do casal, uma menina chamada Moa Annette. Em março de 2008, nasceu o segundo filho do casal, um menino chamado Liam.

Trabalhos sociais[editar | editar código-fonte]

Van Nistelrooy e sua esposa são muito envolvidos em trabalhos sociais de caridade. Um deles é a Aldeia de Crianças SOS, uma organização internacional que existe desde 1949 e busca o desenvolvimento proteção dos interesses e direitos da criança. Van Nistelrooy foi oficialmente nomeado pela FIFA como o embaixador desta instituição nos Países Baixos, em 1 de setembro de 2001.

Em 17 de novembro de 2009, Van Nistelrooy e sua esposa fizeram um evento com o objetivo de ajudar a instituição Ciudad Real Madrid. Após o evento, foi criado um calendário que será vendido em benefício da organização.

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

Atualizado até a data de sua aposentadoria.

Clubes[editar | editar código-fonte]

[7]

Clube Temporada Liga Copa Copa da
Liga
Competições
europeias
Outros Total
Jogos Gol(o)s Jogos Gol(o)s Jogos Gol(o)s Jogos Gol(o)s Jogos Gol(o)s Jogos Gol(o)s
Den Bosch 199394 2 0 2 0
199495 15 3 2 3 17 6
199596 21 2 21 2
199697 31 12 31 12
Total 69 17 2 3 71 20
Heerenveen 199798 31 13 5 3 36 16
Total 31 13 5 3 36 16
PSV Eindhoven 199899 34 31 5 1 7 6 46 38
199900 23 29 2 0 8 3 33 32
200001 10 2 2 3 12 5
Total 67 62 9 4 15 9 91 75
Manchester United 200102 32 23 2 2 0 0 14 10 1 1 49 36
200203 34 25 3 4 4 1 11 14 0 0 52 44
200304 32 20 4 6 0 0 7 4 1 0 44 30
200405 17 6 3 2 0 0 7 8 0 0 27 16
200506 35 21 2 0 2 1 8 2 0 0 47 24
Total 150 95 14 14 6 2 47 38 2 1 219 150
Real Madrid 200607 37 25 3 2 7 6 0 0 47 33
200708 24 16 1 0 7 4 1 0 33 20
200809 6 4 0 0 4 3 2 3 12 10
200910 1 1 2 0 1 0 0 0 4 1
Total 68 46 6 2 19 13 3 3 96 64
Hamburgo 200910 11 5 0 0 7 2 0 0 18 7
201011 25 7 1 3 0 0 0 0 26 10
Total 36 12 1 3 7 2 0 0 44 17
Málaga
201112 28 4 4 1 0 0 0 0 32 5
Total 28 4 4 1 0 0 0 0 32 5
Total na Carreira 449 249 41 30 6 2 88 62 5 4 589 347

Seleção nacional[editar | editar código-fonte]

[8]

Van Nistelrooy (à frente) e Robin van Persie, seu parceiro de ataque na Copa 2006 e na Euro 2008.
Seleção Ano Amistoso Competições
internacionais
Total Gol(o)s por
jogo
Jogos Gol(o)s Jogos Gol(o)s Jogos Gol(o)s
Países Baixos Países Baixos 1998 1 0 0 0 1 0 0
1999 8 1 0 0 8 1 0.125
2000 1 0 0 0 1 0 0
2001 2 1 5 6 7 7 1
2002 3 1 1 0 4 1 0.25
2003 2 0 6 5 8 5 0.625
2004 4 0 7 6 11 6 0.545
2005 1 0 8 5 9 5 0.556
2006 2 2 3 1 5 3 0.6
2007 1 0 4 2 5 2 0.4
2008 2 1 3 2 5 3 0.6
2010 0 0 3 1 3 1 0.333
2011 1 0 2 1 3 1 0.333
Total 28 6 42 29 70 35 0.5

Títulos[editar | editar código-fonte]

PSV Eindhoven
Manchester United
Real Madrid

Prêmios individuais[editar | editar código-fonte]

Real Madrid vs Bayern Munich.jpg

Artilharias[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. http://pt.wikipedia.org/wiki/Fernando_Torres
  2. Trivela.com: Van Nistelrooy deixa Real Madrid e acerta com o Hamburg.
  3. Record.xl.pt: Hat-trick de Nistelrooy abate Ajax.
  4. globoesporte.globo.com Van Nistelrooy anuncia aposentadoria Acessado em 15/04/2012.
  5. a b lancenet.com.br Van Nistelrooy anuncia sua aposentadoria Acessado em 14/05/2012.
  6. espn.estadao.com.br Após classificar Málaga à Champions, artilheiro Van Nistelrooy anuncia sua aposentadoria Acessado em 14/05/2012.
  7. Football : Ruud van Nistelrooy (em inglês) FootballDatabase.eu. Visitado em 14 de maio de 2012.
  8. Player - Ruud van Nistelrooy (em inglês) National Football Teams. Visitado em 14 de maio de 2012.
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Ruud van Nistelrooy

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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