Ruy Barbosa (Bahia)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Wikitext.svg
Este artigo ou seção precisa ser wikificado (desde Fevereiro de 2008).
Por favor ajude a formatar este artigo de acordo com as diretrizes estabelecidas no livro de estilo.
Município de Ruy Barbosa
"orobó"
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 28 de agosto
Fundação 28 de agosto de 1922 (92 anos)
Gentílico ruibarbosence
Prefeito(a) José Bonifácio Marques Dourado (PT)
(2013–2016)
Localização
Localização de Ruy Barbosa
Localização de Ruy Barbosa na Bahia
Ruy Barbosa está localizado em: Brasil
Ruy Barbosa
Localização de Ruy Barbosa no Brasil
12° 17' 02" S 40° 29' 38" O12° 17' 02" S 40° 29' 38" O
Unidade federativa  Bahia
Mesorregião Centro Norte Baiano IBGE/2008[1]
Microrregião Itaberaba IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Itaberaba, Boa Vista do Tupim, Lagedinho, Andarai e Redenção.
Distância até a capital 321 km
Características geográficas
Área 2 128,936 km² [2]
População 29 869 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 14,03 hab./km²
Altitude 368 m
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,61 médio PNUD/2010[4]
PIB R$ 108 490,362 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 3 578,65 IBGE/2008[5]
Página oficial

Ruy Barbosa[nota 1] é um município brasileiro do estado da Bahia. Localiza-se na Microrregião de Itaberaba e na Mesorregião do Centro-Norte Baiano, estando a uma altitude de 368 metros. A cidade está aos "pés" da linda Serra do Orobó (950 m), muitas vezes já utilizada como rampa de asa delta e para a prática do ecoturismo. Sua população estimada em 2004 era de 28 500 habitantes. A sua economia é voltada para a pecuária de corte. Possui uma área de 2137,27 km²[6] .

História do município[editar | editar código-fonte]

Primórdios[editar | editar código-fonte]

As primeiras penetrações do território do atual município de Ruy Barbosa decorreram das entradas de bandeirantes paulistas, chefiadas, entre outros, por Brás Rodrigues de Aragão, que, chegando a Salvador em agosto de 1671, logo se transferiram para Cachoeira, onde fixaram a base de operações contra os índios que, localizados na Serra do Orobó, desciam sobre os estabelecimentos portugueses do recôncavo. Derrotados e subjugados, os indígenas se dispersaram pelas matas do sul da capitania.

Mais tarde, livres das invasões dos índios, essas terras se integraram nos vastos domínios, cento e sessenta léguas, do mestre de campo Antônio Guedes de Brito, que foi um dos primeiros a iniciar a criação de gado e a estabelecer currais a partir da margem baiana do rio São Francisco.

O desenvolvimento da pecuária nas regiões do sertão foi estimulado pela Carta Régia de 1701 que só permitia a criação de gado para além de uma faixa de dez léguas da costa: com isto, foram procuradas as terras do mestre de campo, que aforava "Sítios" de uma légua de extensão, a dez mil réis por ano.

Pelo alvará de 7 de agosto de 1768, o Conde de Avintes e 2º Marquês de Lavradios, D. Luís Antônio de Almeida Portugal, resolvendo litígio entre o conselheiro Joaquim Inácio da Cruz e sua sogra, dona Maria da Encarnação Correia, contra a viúva de Guedes Brito, foi-lhes passada a carta de arrematação, sendo doadas e concedidas sesmarias, em nome de el-rei, doze sítios dessas terras, citadas na jurisdição da Freguesia de Nossa Senhora do Rosário do Porto da Cachoeira e compreensão entre os rios Capivari e das Piranhas e as serras do Orobó e do Tupim.

O conselheiro Joaquim Inácio da Cruz e sua sogra tomaram posse das referidas terras em 19 de junho de 1769 seguindo auto lavrado pelo tabelião Antônio Nunes Bandeira. Gaspar de Araújo Pinto, segundo escritura pública lavrada em outubro de 1772 na cidade de Salvador, adquiriu os ditos sítios por cem mil réis.

Com a morte deste, que teve o inventário julgado em 1778, na vila de Cachoeira, pelo juiz José Antônio Álvares de Araújo, as terras foram entregues á sua viúva, dona Inês Maria de Oliveira e seus cinco filhos, sendo que na divisão, foi adjudicar à viúva, entre outros a Fazenda "Brejo Grande da Serra do Orobó".

Ao capitão Inácio de Araújo Pinto coube por testamento de dona Inês Maria de Oliveira a sucessão das terras da Fazenda Orobó Grande, onde iniciou com seus irmãos, juntamente com o senhor Estevão de Azevedo, a construção de uma capela, a qual deu por pronta o senhor Felix Alves de Andrade, muito devoto de Santo Antônio, este cidadão.

Esta capela ainda existia até pouco tempo no centro da Praça Castro, tendo sido demolido pela situação de ruína em que se encontrava.

Por morte do capitão Inácio Araújo Pinto, ocorrida em Cachoeira, em 1882, passaram as terras aos sobrinhos, dentre os quais, dona Maria Carolina de Oliveira Almeida, casada com Manuel de Oliveira Mendes, visconde de Itapicuru de Cima, a quem coube a fazenda "Orobó Grande".

Esta Propriedade foi vendida a Antônio Francisco Pamponet, que passou a sisa em Camisão, a 25 de agosto de 1858, e, por, e, por morte deste e de sua esposa, os filhos a dividiram, vendendo a diversos compradores.

De um ponto de pouso de viajantes que demandavam as lavras Diamantinas, surgiu a fazenda "Orobó Grande", uma rancheira, e em torno dela, uma pequena povoação que conservou esse mesmo topônimo.

Já em 1884 foi essa povoação elevada à freguesia com denominação de Santo Antônio dos Viajantes do Orobó Grande, criado o distrito de paz de Orobó Grande, pela lei provincial 2.476, de 26 de agosto do mesmo ano e canonizada em novembro pelo arcebispo D. Luiz Antônio dos Santos, data de 9 de dezembro de 1884. O desmembramento dessa freguesia de Nossa Senhora do Rosário do Orobó é de 11 de janeiro do ano seguinte à posse de seu primeiro vigário, o padre Ventura Esteves. Não foi rápido o seu crescimento, pois só a 25 de junho de 1914, pela lei 1022-a, é que foi criado o município de Orobó, desmembrando de Itaberaba, e a povoação elevada a categoria de vila. Deu-se a instalação oficial em 6 de outubro, constituído o município de único distrito.

Séculos XX e XXI[editar | editar código-fonte]

Em 28 de agosto de 1922, por força da lei 1.601, a vila Orobó foi elevada à cidade com o nome de Ruy Barbosa, que foi entendido do município pela cidade a lei 1637, de 13 de agosto de 1923.

Pelo decreto 7.909, de 31 de dezembro de 1931, foram criados os distritos de Lagedinho e Morro das Flores. É assim que na divisão administrativa do Brasil, relativa a 1933 e nas divisões territoriais de 1936 e 1937, bem como nos decretos-lei estaduais 10.724, de 30 de março de 1938, o município se apresenta constituído por quatro distritos: Ruy Barbosa, Lagedinho, Morro das Flores e Paraíso. Conservada essa divisão no decreto-lei estadual 141, de 31 de dezembro de 1931, retificado pelo decreto estadual 12.978, de 1º de junho de 1944 apenas com a mudança de distrito de Paraíso para Tapiraípe.

Em 1962, o distrito de Lagedinho foi emancipado e tornou-se município.

Atualmente o município de Ruy Barbosa compõe-se dos distritos Sede, Santa Clara e Tapiraípe (Paraíso), povoados de Riacho Dantas, Zuca, Morro das Flores, Caldeirão do Morro, Humaitá e Nova Conquista (Colobró).

Notas

  1. Sua denominação é uma homenagem ao político e jurista Ruy Barbosa.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Visitado em 23 de agosto de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.
  6. Sobre Ruy Barbosa (em português) CityBrazil. Visitado em 06 de junho de 2012.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre municípios do estado da Bahia é um esboço relacionado ao WikiProjeto Nordeste do Brasil. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.