Ryan Gracie
| Ryan Gracie | |
|---|---|
| Estatísticas | |
| Apelido | Gracie Bad Boy , Gracie Devil [O Demônio Gracie], Louco Brutal, pit bull |
| Altura | 1.75 m |
| Peso | 84 kg |
| Nacionalidade | |
| Data de nascimento | 14 de Agosto de 1974 |
| Cidade natal | Rio de Janeiro |
| Modalidade | Jiu Jitsu |
| Equipe/associação | Gracie Team |
| Cartel no MMA | |
| Total | {{{Total}}} |
| Vitórias | 5 |
| Por nocaute | 2 |
| Por finalização | 2 |
| Por decisão | 1 |
| Derrotas | 2 |
| Por decisão | 1 |
| Por outros | 1 |
Ryan Gracie (Rio de Janeiro, 14 de agosto de 1974 — São Paulo, 15 de dezembro de 2007), foi um lutador brasileiro de Jiu-Jitsu. Ryan era membro da família Gracie e neto de Carlos Gracie, um dos criadores do Brazilian Jiu-Jítsu. Ganhou cinco lutas no evento PRIDE, a Copa Company McDonald's de Judô, o Panamericano de Jiu-Jitsu em 1997, o Campeonato Brasileiro de 1997 e o Campeonato Sem kimono.
Ryan Gracie foi preso em 14 de dezembro de 2007, após ter roubado um carro e tentado roubar uma moto. Segundo o delegado, o lutador foi medicado e dopado no local e demonstrou tranquilidade. No dia seguinte foi encontrado morto na delegacia. [1]
Índice |
[editar] Gênio difícil
Ryan formou-se faixa preta de Jiu-Jitsu na Gracie Barra no Rio de Janeiro junto de seu irmão Renzo Gracie, e mudou-se para São Paulo para representar a equipe em 1994. Desde então construiu seu império na capital paulista, hoje a Gracie SP conta com cerca de 30 filiais.
De acordo com a polícia e os familiares, Ryan era uma pessoa de gênio bastante difícil, tendo sido preso diversas vezes. Em março de 2000, Gracie ficou dezoito dias preso no Rio de Janeiro, sua cidade natal, acusado de esfaquear um estudante durante uma briga que destruiu uma casa de festas na Barra da Tijuca.
Em 2005, foi preso em São Paulo, acusado de agredir fisicamente um policial civil e xingar uma delegada dentro do 78º DP, nos Jardins. Ryan também era envolvido com drogas. [2]
Numa de suas últimas lutas no Pride, Ryan xingou o juiz e o encarou demonstrando estar pronto para agredi-lo, por considerar errada a interrupção da luta que estava a seu favor. Os dois lutadores recomeçaram a luta em pé, e Ryan venceu seu adversário. Para seus fãs e espectadores, ficava claro que seu temperamento estava cada vez mais instável.
Hoje o responsável pelas aulas de Jiu-Jitsu na academia matriz da Gracie SP, no charmoso bairro do Itaim Bibi em São Paulo, é seu ex-aluno, tri-campeão mundial na faixa preta e atual vice-campeão mundial 2010, Celsinho Venícius. Outros faixas pretas de Jiu Jitsu que também estão na linha de frente da Gracie SP são: Carlos Russo, Fábio Leopoldo, Gabriel Vella, Viscardi Andrade, Luizinho Mello, Pitta Jr e Alexandre Nielsen.
[editar] Laudo médico
O laudo divulgado[3] em 18 de fevereiro de 2008 aponta a combinação de substâncias,inclusive as drogas que ele havia tomado antes de ser preso , na corrente sanguínea e a não remoção para o hospital como causas da morte do lutador. O promotor do caso pretende acusar o psiquiatra que atendeu Ryan por homicídio doloso.
| O que mais chama a atenção é a quantidade de drogas que foram usadas ao mesmo tempo. Uma interage com a outra, o que pode aumentar o número de efeitos colaterais. Nesse caso, principalmente os cardíacos. O coração pode começar a bater fora do ritmo e entrar num quadro mais grave, que pode levar a parada cardíaca. | — Marcelo Feijó De Mello, psiquiatra da Unifesp
|
[editar] Prosseguimento do inquérito
Em fevereiro de 2008, o advogado[4] Pedro Lazarini, que defende o psiquiatra, pediu a reconstituição do caso, sob a alegação de que a polícia impediu a remoção de Ryan para um hospital na noite de 15 de dezembro. Ao mesmo tempo, Sabino foi indiciado por homicídio culposo ( o promotor pretende modificar para doloso), com base no laudo médico, que apontou pelo menos sete substâncias ingeridas pelo lutador.
Em abril de 2008, Sabino Faria foi acusado[5] de corrupção passiva. Ele teria oferecido dinheiro para um carcereiro do 91º Distrito Policial, do Ceasa, na Zona Oeste de São Paulo, para que seu paciente tivesse regalias na carceragem da delegacia. A denúncia por corrupção contra o médico foi feita pelo Grupo de Atuação Especial e Controle Externo da Atividade Policial (Gecep). "A vantagem indevida oferecida e prometida deveria causar e, de fato, causou amplas facilidades para o médico na carceragem do distrito", disse a polícia.
[editar] Cartel no MMA
| Date | Result | Opponent | Event | Method | Round | Time | Notes |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 2004-12-31 | Vitória | PRIDE Shockwave 2004 | Submission (Armlock) | 1 | 8:33 | ||
| 2004-05-23 | Vitória | PRIDE Bushido 3 | Decision (Dividida) | 2 | 5:00 | ||
| 2003-10-05 | Vitória | PRIDE Bushido 1 | KO (Chute na cabeça) | 1 | 7:37 | ||
| 2002-09-29 | Vitória | PRIDE 22 | Technical Submission (Armlock) | 1 | 1:37 | ||
| 2001-07-29 | Derrota | PRIDE 15 | TKO (Lesão) | 1 | 4:51 | ||
| 2000-12-09 | Derrota | PRIDE 12 | Decision (Unânime) | 1 | 10:00 | ||
| 2000-08-27 | Vitória | PRIDE 10 | KO (Socos) | 1 | 2:16 |
[editar] Ver também
Referências
- ↑ Folha Online: Lutador Ryan Gracie é encontrado morto em delegacia de SP. Página visitada em 16 de dezembro de 2007.
- ↑ [http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u113170.shtml Folha Online: Ryan Gracie é acusado de agredir policial dentro de delegacia Reside atualmente em Barretos. Numa de suas últimas lutas no Pride, Ryan xingou o juiz e o encarou demonstrando estar pronto para agredi-lo, por considerar errada a interrupção da luta que estava a seu favor. Os dois lutadores recomeçaram a luta em pé, e Ryan venceu seu adversário. Para seus fãs e espectadores, ficava claro que seu temperamento estava cada vez mais instável. Teve muitas brigas fora de ringue com o lutador Jorge "Macaco" Patino, inclusive chegando a depredarem uma loja em uma dessas brigas. Por fim, tinha dependência com drogas químicas pesadas como maconha e cocaína, essa ultima que contribuiu para os seus últimos atos antes de ser preso.].
- ↑ Globo(sai laudo médico)
- ↑ Globo(médico é indiciado)
- ↑ Globo(médico é acusado de corrupção)