São Cristóvão de Futebol e Regatas

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São Cristóvão
Escudo do São Cristóvão.gif
Nome São Cristóvão de Futebol e Regatas
Alcunhas Cadetes
Mascote Carneiro
Fundação 12 de outubro de 1898 (113 anos)
Estádio Figueira de Melo
Capacidade 1.000 (8.000 no passado)
Presidente Brasil Alfredo Maciel Filho
Treinador Brasil Danielo Leal
Competição
(Futebol)
Rio de Janeiro Campeonato Carioca - Série B
Website Site oficial


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Uniforme
titular
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São Cristóvão de Futebol e Regatas é uma agremiação esportiva, da cidade do Rio de Janeiro, capital do estado do Rio de Janeiro, fundada a 12 de outubro de 1898, considerando o clube de remo que viria a se fundir em 13 de outubro de 1943 com o clube de futebol, este fundado em 5 de julho de 1909.

Índice

[editar] História

Equipe profissional do São Cristóvão em 2011

Foi fundado no bairro de São Cristóvão, inicialmente um clube de regatas, com a denominação Club de Regatas São Christóvão, em 12 de outubro de 1898. Fundiu-se, em 15 de julho de 1909, ao São Christóvão Athletic Club, que se restringia apenas ao futebol, e disputava o campeonato metropolitano. A união de ambos deu origem ao atual São Cristóvão de Futebol e Regatas, em 13 de fevereiro de 1943, um novo clube, que herdou do clube de futebol a fama conseguida nos campos, já campeão carioca e com bom desempenho nos gramados.

A primeira partida do São Cristóvão foi disputada em 1 de agosto de 1909 contra o Piedade F.C., com o São Cristóvão tendo saido vencedor pelo placar de 5 a 1.[1]

O São Cristóvão possui um cartel que inclui 124 partidas internacionais, tendo a sua primeira partida internacional ocorrida contra marinheiros do cruzador inglês Orotawa, com vitória dos alvos por 4 a 1, em 17 de julho de 1917. No mesmo ano, em 19 de novembro, nova vitória, agora contra marinheiros do couraçado uruguaio Uruguay, por 6 a 1, tendo a sua primeira excursão ao exterior ocorrido em 1937 e as mais vitoriosas, à Europa e África, ocorridas na década de 1950.

Além de ter sido campeão do Torneio Início do Rio de Janeiro em 1918, 1928, 1933 e 1937, foi ainda vice-campeão em outras seis ocasiões: 1920, 1925, 1927, 1938, 1940 e 1964, num total de dez decisões disputadas neste tradicional torneio.

Em 2 de julho de 1919, o São Cristóvão goleou o Mangueira por 11 a 1, com o seu jogador, Bras de Oliveira, marcando nove gols, recorde no Campeonato Carioca até os dias de hoje, compartilhado com Gilberto Hime, do Botafogo.[2]

O seu maior momento adveio quando conquistou o Campeonato Carioca da Primeira Divisão em 1926. Com uma campanha irretocável, conseguiu catorze vitórias, dois empates e apenas duas derrotas em dezoito jogos, goleando adversários expressivos, como Flamengo (5 a 0 e 5 a 1), Fluminense (4 a 2) e Botafogo (6 a 3).[3]

Outro grande momento do São Cristóvão foi o vice-campeonato carioca de 1934, que demonstra a força da agremiação no início do século XX, suplantando grandes forças do futebol carioca.

Em 1937, quando disputava o Campeonato Carioca pela antiga Federação Metropolitana de Desportos (FMD), ao lado do Vasco, Botafogo e Bangu, entre outros, houve a pacificação do futebol do Rio de Janeiro, dividido em ligas, e os clubes da FMD se juntaram aos outros para a disputa do Campeonato Carioca já pacificado. O São Cristóvão liderava disparado o campeonato da FMD, sem poder ser alcançado por nenhum outro clube, mas esta liga foi dissolvida abruptamente sem declarar o São Cristóvão campeão, o que foi uma grande injustiça, por não ter refletido oficialmente a superioridade do time do São Cristóvão sobre os outros concorrentes.

Comprovando que era de fato um grande time, ainda chegou ao vice-campeonato do Torneio Municipal de 1938, perdendo o título para o Fluminense, mas tendo nove vitórias, dois empates, cinco derrotas, trinta e seis gols pró e trinta contra.

Já na segunda edição do Torneio Municipal, em 1943, sagrou-se campeão, com nove vitórias, sete empates e apenas uma derrota, com 29 gols a favor e dezessete contra, desta vez, tendo o Fluminense como vice. Em 1951, seria o terceiro colocado.

Até o ano de 1946 o retrospecto do São Cristóvão no Campeonato Carioca era positivo, com mais vitórias do que derrotas, com o clube cadete vindo a cair de produção desde então [4] , tendo nos dias de hoje, 38,50% de aproveitamento, com 370 vitórias, 264 empates, 670 derrotas, 1961 gols pró e 2.742 gols contra, no total de 1.304 partidas disputadas em 71 participações, sendo o 7º clube no quesito número de campeonatos cariocas disputados.[5]

Em 1950, o São Cristóvão sagrou-se campeão do Torneio Quadrangular Cidade de Campinas, disputado contra Guarani, Ponte Preta e o America Football Club, do Rio de Janeiro.

No dia 22 de fevereiro de 1953, o São Cristóvão recebeu a visita do Dínamo de Zagreb em seu estádio, tendo o resultado final da partida sido um empate por 3 a 3.

Em pesquisa de torcidas realizada pelo Ibope e divulgada pelo Jornal dos Sports em 31 de dezembro de 1954, na página 5, figurava como a sétima maior torcida do Rio de Janeiro com 1% da preferência, ou 2% se considerarmos apenas os torcedores do sexo masculino [1].

A maior atuação do São Cristóvão no Maracanã foi em 29 de março de 1975, quando enfrentando o Clube de Regatas Flamengo, de Zico, quando começou perdendo por 2 a 0 e numa reação sensacional venceu o partida por 3 a 2, inclusive com 2 gols anotados pelo ex-jogador flamenguista Fio Maravilha. No campeonato de 1978 ocorreu a última boa campanha do São Cristóvão, quando o time cadete venceu alguns jogos contra os grandes clubes.

Talvez outro último grande momento do clube cadete no futebol tenha sido o vice-campeonato da Copa Rio, em 1998, quando perdeu a decisão para o Fluminense. Em 2011, voltou a disputar uma final, desta vez de um torneio amistoso: a Copa Yasmin Verão, que reuniu sete clubes da Série C e apenas o São Cristóvão, oriundo Série B. O time sagrou-se campeão, jogando em casa, ao vencer, no dia 4 de fevereiro, o Arraial do Cabo por 2 a 0.

O São Cristóvão teve ainda os artilheiros dos campeonatos cariocas de 1919 (Braz de Oliveira, 24 gols), de 1926 (Vicente, 26 gols), de 1928 (Vicente, 20 gols) e de 1943 (João Pinto, 26 gols).

Sua torcida é conhecida como "Torcida Cadete", pela proximidade do clube com instalações do Exército brasileiro.

Manda jogos no Estádio Figueira de Melo (conhecido como "Figueirinha"), com capacidade para 1.000 espectadores (8.000 no passado).

[editar] Símbolos

O uniforme oficial do São Cristóvão é composto por camisa branca, calção branco e meias brancas. O time de futebol possui apenas o uniforme todo branco, não tendo, portanto, o fardamento número dois. A FIFA reconhece o São Cristóvão como o único clube a ter apenas um uniforme oficial. Porém, na falta da camisa branca, o clube deve atuar com camisas cor-de-rosa.

A primeira vez que o Santos usou a sua camisa atual (neste dia usou shorts pretos e como o campo estava elameado, trocou de camisa no decorrer do jogo) foi no amistoso de inauguração do Campo da Rua Figueira de Melo, contra o São Cristóvão, em 1916, e inspirado neste clube, que já usava o branco. Durante muito tempo, a partir desta data, o Santos pintou o escudo do São Cristóvão nos muros da Vila Belmiro e associados destes dois clubes podiam usufruir das respectivas sedes, mutuamente.

O escudo do São Cristovão serviu de fonte de inspiração direta a outros clubes brasileiros, como o São Raimundo do Amazonas e o Villa Nova de Minas Gerais, uma vez que, na época de fundação destes clubes, o São Cristovão gozava de grande prestígio tanto no futebol fluminense como nacional.

O escudo do São Cristóvão possui seis listras pretas na vertical e cinco listras brancas, também na vertical, na parte inferior. Na parte superior, catorze listras (sete pretas e sete brancas), tendo ao redor um círculo salmão com um leme de navio, e no meio do escudo, a denominação SÃO CRISTÓVÃO F.R., numa faixa diagonal branca.

[editar] Presidentes

[editar] Treinadores

[editar] Títulos

[editar] Estaduais

[editar] Municipais

[editar] Outros Campeonatos Estaduais

  • Bandeira Estado RiodeJaneiro Brasil2.svg Campeonato Carioca da Sub-Liga (LCF): 1933.
  • Bandeira Estado RiodeJaneiro Brasil2.svg Campeonato Carioca da Federação Metropolitana de Futebol (FMD): 1937.
  • Bandeira Estado RiodeJaneiro Brasil2.svg Campeonato Carioca de Futebol de Segundos Quadros: 1935.
  • Bandeira Estado RiodeJaneiro Brasil2.svg Campeonato Carioca de Futebol de Terceiros Quadros: 2 vezes (1927 e 1929).
  • Bandeira Estado RiodeJaneiro Brasil2.svg Campeonato Carioca de Segundos Quadros da Segunda Divisão: 1911.

[editar] Outras Conquistas

[editar] Torneios Amistosos Nacionais

[editar] Torneios Amistosos Estaduais

  • Rio de Janeiro Torneio Abellard França: 1975;
  • Rio de Janeiro Torneio ECO: 1992;
  • Rio de Janeiro Copa Yasmin Verão: 2011;

[editar] Categorias de Base

[editar] Outras Campanhas de Destaque

[editar] Torcidas organizadas

Ativas:

  • Torcida Garra Jovem do São Cristóvão - TGJ fundada em 2006;
  • Torcida Jovem Cadete - TJC fundada em 1991;
  • Torcida Jovem do São Cristóvão - TJSC fundada em 2007;

[editar] O São Cristóvão na Seleção Brasileira

  • Roberto, nascido em Niterói no dia 20 de junho de 1912, passa a ser o único jogador que, com o passe preso ao São Cristóvão, marcou gol durante uma Copa do Mundo. Nessa mesma Copa, a seleção brasileira contava também com o meia-esquerda Afonsinho e o técnico Ademar Pimenta, ambos do São Cristóvão. Pelo clube, Roberto jogou entre 1936 e 1942, marcando 81 gols.
  • Na história o São Cristóvão forneceu 11 jogadores para a Seleção Brasileira, tendo tido eles, 53 participações, estando o clube cadete ainda em 2010, entre os vinte clubes brasileiros que mais forneceram jogadores para a seleção canarinho.

Referências

  1. [Livro Vai dar Zebra, de Raymundo Quadros e José Rezende (2010)]
  2. [Jornal EXTRA, caderno JOGO EXTRA, página 11, edição de 15 de janeiro de 2011]
  3. [Livro São Cristóvão - Memorias da Conquista, por Gustavo Côrtes e Raymundo Quadros (2006)]
  4. [Livro Chuva de Glórias - A trajetória do São Cristóvão de Futebol e Regatas (2004)]
  5. [Livro História dos Campeonatos Cariocas de Futebol 1906/2010 (2010)]

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

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