São Domingos (Goiás)

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Município de São Domingos
"Mãe dos pobres"
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 14 de outubro
Fundação Fins do século XVII Emanc.14/10/1854
Gentílico dominicano
Prefeito(a) Etélia Vanja Moreira Gonçalves (PDT)
(2013–2016)
Localização
Localização de São Domingos
Localização de São Domingos em Goiás
São Domingos está localizado em: Brasil
São Domingos
Localização de São Domingos no Brasil
13° 23' 52" S 46° 19' 04" O13° 23' 52" S 46° 19' 04" O
Unidade federativa  Goiás
Mesorregião Norte de Goiás = IBGE/2008 [1]
Microrregião Vão do Paranã IBGE/2010 [2]
Municípios limítrofes Campos Belos, Divinópolis de Goiás, Monte Alegre de Goiás, Nova Roma, Iaciara, Guarani de Goiás, Correntina (BA) e São Desidério (BA).
Distância até a capital 585 (Via Alto Paraíso de Goiás) km
Características geográficas
Área 3 295,558 km² [3]
População 11 236 hab. Censo IBGE/2010[4]
Densidade 3,41 hab./km²
Altitude 677 m
Clima Tropical úmido Tu
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,597 baixo PNUD/2010 [5]
PIB R$ 38,874,762 mil IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 3,459 84 IBGE/2010[6]
Página oficial

São Domingos é um município brasileiro do estado de Goiás, com sua população estimada em 10.996 habitantes, de acordo com o censo 2010[7] . Localiza-se na região Norte do estado de Goiás, mas precisamente na porção conhecida como Nordeste Goiano (divisa com o estado da Bahia) e faz parte da Microrregião do Vão do Paranã.

Surgiu como povoado em fins do século XVII, início do século XVIII: O primeiro povoado que existiu no local era conhecido pela denominação de Arraial Velho, provavelmente situado a 2 km da atual cidade. Nada mais existe no local. Tendo sido promovido a distrito em 23 de junho de 1835 e a município em 14 de outubro de 1854.

História[editar | editar código-fonte]

Segundo a tradição oral local, os primeiros colonizadores foram dois irmãos portugueses, Domingos e José Valente, vindos de Salvador - Bahia em busca de ouro, trazendo dentre outras coisas, uma imagem de São Domingos de Gusmão. Conta-se que a imagem foi trazida no lombo de um muar por uma escrava que em troca recebeu a carta de alforria. A imagem deu origem aos nomes do principal rio da região e do próprio município.

Pesquisas recentes comprovam que a região foi ocupada primeiramente por criadores de gado, que chegaram ao local em busca de animais que fugiam dos currais localizados em fazendas próximas ao Rio São Francisco, em busca da vasta alimentação existente nas verdes planícies às margens do Rio Paranã. Entretanto, esses criadores nunca chegaram a fundar um centro urbano. Assim, a região onde se localiza o município, entre os rios São Francisco e o rio Paranã (rio Tocantins), passou por um processo de ocupação diferente do ocorrido em outras partes de Goiás.

Foi vila de Arraias (atualmente Tocantins) até 1854, quando da sua emancipação política. São Domingos deu origem a outros municípios como Posse (Goiás). Iaciara, Divinópolis de Goiás e Guarani de Goiás. Os padres jesuítas também tiveram sua parcela de colaboração na formação do povoado. Foram eles os responsáveis pela construção da primeira escola no povoado. Em 1937 foi construído o Seminário da cidade, prédio restaurado pelo patrimônio histórico do município. A Igreja da Matriz de São Domingos (Construída provavelmente em 1907), situada na parte antiga da cidade, também constitui um dos símbolos mais marcantes da história da cidade.

Cultura local[editar | editar código-fonte]

Assim como municípios vizinhos, São Domingos possui características peculiares como a forte presença cultural nordestina, motivada sobretudo pela proximidade com a Região Nordeste do Brasil. Diferentemente do Sul goiano onde a colonização foi iniciada por paulistas e mineiros que buscavam novos locais para realizar a mineração, São Domingos foi ocupado inicialmente por nordestinos, principalmente baianos e pernambucanos, devido à proximidade geográfica das regiões.

Mais recentemente a região atravessou uma nova fase no que diz respeito à exploração da terra e à cultura: o crescimento significativo da presença de sulistas (paranaenses, catarinenses e gaúchos) que chegaram à região na década de 1980 atraídos pelo baixo custo das terras. Dessa forma, São Domingos firma-se como uma região de fronteira com presença dos mais variados tipos de brasileiros: goianos, baianos, mineiros, cearenses, paranaenses, catarinenses, pernambucanos, paraibanos, etc.

Anualmente no mês de agosto entre os dias 1º a 4, é celebrado a festa do padroeiro da cidade de São Domingos (São Domingos de Gusmão) onde a cidade fica repleta de pessoas para a "levantada do mastro" (poste de madeira onde é colocada uma bandeira do santo em seu topo) em homenagem ao santo espanhol.

Entre os dias 05, 06, 07 ocorre a Festa do Bom Jesus da Lapa de Terra Ronca, é uma tradição do início do século e reúne moradores das cidades vizinhas e romeiros de Goiás, Tocantins e Bahia. São realizadas romarias com mais de 10 mil pessoas que acreditam nos poderes milagrosos da gruta. Barracas com bebidas, comidas típicas e artesanato cobrem a estrada que leva à caverna.

Todo ano no período da Semana Santa, ocorre a malhação do Judas, fato que acontece em todo Brasil. Em São Domingos é tradição confeccionar um boneco de pano com as características de alguma pessoa da cidade. Na madrugada de sábado (Sábado de aleluia), um grupo de pessoas escolhe um determinado local onde são amontoados objetos, carros, plantas etc., com um mastro de madeira no meio onde é pendurado o boneco do Judas. Quando amanhece o dia, mais ou menos por volta das 09:00 horas, um aglomerado de pessoas se faz presente e é realizada a leitura do Testamento do Judas para a distribuição dos objetos, momento esse onde são narrados os fatos (em forma de versos críticos/cordel) ocorridos durante o ano com vários habitantes da cidade -“Testamento do Judas”. Após a leitura do testamento, ocorre a malhação do Judas, momento em que os moradores destroem o boneco de forma quase ritualística.

Alguns elementos marcantes no imaginário da comunidade do município: Igreja da Matriz (fundada em 1907), a Rua 7 de Setembro, a Rua das Flores (situadas na parte antiga da cidade) e o Morro do Moleque, elevação de traços chamativos localizada na Formação Serra Geral, na atual entrada leste do município.

Economia[editar | editar código-fonte]

O município tem como principal atividade econômica a agropecuária, com destaque para a pecuária bovina e à agricultura de subsistência. O potencial turístico do município, ainda pouco explorado, é outro elemento importante para a economia local, incentivado principalmente pelas riquezas naturais existentes ali: Complexos de cavernas (Parque Estadual Terra Ronca) , áreas de preservação ambiental (Floresta Nacional da Mata Grande), nascentes, rios, cachoeiras e o belo lago que circunda a sede do município.

Existe uma forte dependência da economia local em relação às fazendas agrícolas instaladas pelos sulistas na Serra Geral, divisa com os municípios baianos de São Desidério e Correntina, geradoras de empregos para boa parcela da população dominicana. O município é rico em reservas minerais. São importantes fontes de renda de São Domingos: mineração de jazidas de calcário, ouro, cassiterita e, recentemente, a geração de energia hidroelétrica. Em São Domingos está o maior polo turístico da região, o ecossistema da Serra Geral de Goiás, local que esconde grutas, cavernas, rios e montanhas.

São Domingos gera cerca de 95% da energia consumida pela região Nordeste goiano através da Usina Hidrelétrica de São Domingos, que deu origem ao Lago de São Domingos, uma grande atração turística da cidade.

Conhecida internacionalmente pelas suas grutas e cavernas, a região guarda encantos que atraem turistas do mundo inteiro. Destacam-se as grutas de Terra Ronca, Angélica e São Mateus consideradas as maiores.

Referências

  1. Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. Erro de citação: Tag <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs chamadas IBGE_DTB_2010
  3. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  4. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  5. {{citar web |url=http://www.pnud.org.br/atlas/ranking/IDH-M%2091%2000%20Ranking%20decrescente%20(pelos%20dados%20de%202000).htm |titulo=Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil |data=2010 |obra=Atlas do Desenvolvimento Humano|publicado=Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) |acessodata=30 de julho de 2013}
  6. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  7. Erro de citação: Tag <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs chamadas IBGE_Pop_2008
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