São Gonçalo (Rio de Janeiro)

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Município de São Gonçalo
"Manchester Fluminense"
Bandeira de São Gonçalo
Brasão de São Gonçalo
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 22 de setembro de 1890 (121 anos)
Gentílico gonçalense
Prefeito(a) Maria Aparecida Panisset (PDT)
(20092012)
Localização
Localização de São Gonçalo
Localização de São Gonçalo no Rio de Janeiro
São Gonçalo (Rio de Janeiro) está localizado em: Brasil
Localização de São Gonçalo no Brasil
22° 49' 37" S 43° 03' 14" O22° 49' 37" S 43° 03' 14" O
Unidade federativa  Rio de Janeiro
Mesorregião Metropolitana do Rio de Janeiro IBGE/2008 [1]
Microrregião Rio de Janeiro IBGE/2008 [1]
Região metropolitana Rio de Janeiro
Municípios limítrofes Niterói, Maricá e Itaboraí
Distância até a capital 25 km
Características geográficas
Área 249,142 km² [2]
População 1 008 064 hab. (RJ: 2º/BRA: 16º) –  censo IBGE/2010[3]
Densidade 4 046,14 hab./km²
Altitude 19 m
Clima Tropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH 0,782 (RJ: 22º) – médio PNUD/2000 [4]
PIB R$ 9 610 000,869 mil (BR: 46º) – IBGE/2009[5]
PIB per capita R$ 8 327,65 IBGE/2008[5]
Pescador na Praia das Pedrinhas, no bairro Boa Vista
Parque Ecológico da Praia das Pedrinhas, no bairro Boa Vista
Capela da Luz, da primeira metade do século XVII[6], no bairro de Itaoca[7].

São Gonçalo é um município brasileiro do estado do Rio de Janeiro. Localiza-se a 22º49'37" de latitude sul e 43º03'14" de longitude oeste, a uma altitude de dezenove metros. Sua população, em 2011, é de 1 008 064[3], sendo a segunda cidade mais populosa do estado do Rio de Janeiro e décima sexta mais populosa do país. Integra a Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Índice

[editar] História

Em 6 de abril de 1579 (a data é polêmica, sendo alvo de debates entre historiadores da cidade), o nobre Gonçalo Gonçalves recebeu, do governador da Capitania do Rio de Janeiro, a sesmaria localizada às margens do Rio Imboaçu, com o dever de construir uma capela e um povoado no período de três anos. Ele construiu uma capela com o santo de sua devoção, São Gonçalo do Amarante. Presume-se que o local tenha sido onde hoje está a Igreja Matriz de São Gonçalo, no bairro Zé Garoto. A Praça Estefania de Carvalho, cedida pelo comerciante filho de imigrantes portugueses Mário Alves de Azevedo(popularmente conhecido como Zé Garoto) seria o marco-zero da cidade, pois a Vila de São Gonçalo existia onde agora está o município homônimo.

Nos seus inícios, no século XVI, a região onde hoje está São Gonçalo era habitada pelos índios tamoios na região de Itaoca. Seu desmembramento, iniciado no final do século XVI, foi efetuado pelos jesuítas que, no começo do século XVII, instalaram uma fazenda na área conhecida como Colubandê, às margens da atual rodovia RJ-104. A sede da fazenda foi preservada e hoje é sede do batalhão de polícia florestal da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.

Em 1646, foi alçada à categoria de paróquia, já que, segundo registros da época, a localidade-sede ocupava uma área de 52 km², com aproximadamente 6 000 habitantes, sendo transformada em freguesia. Visando à facilidade de comunicação, a sede da sesmaria foi, posteriormente, transferida para as margens do Rio Imboaçu, onde foi construída uma segunda capela, monumento atualmente restaurado. O conjunto de marcos históricos remanescentes do século XVII inclui a Fazenda Nossa Senhora da Boa Esperança, em Ipiíba e a propriedade do capitão Miguel Frias de Vasconcelos, no Engenho Pequeno. A Capela de São João, em Porto do Gradim e a Fazenda da Luz, em Itaoca, são lembranças do passado colonial em São Gonçalo.

Em 1860, trinta engenhos de cana-de-açúcar já estavam exportando através dos portos de Guaxindiba, Boaçu, Porto Velho e Pontal de São Gonçalo. Dessa época, as fazendas do Engenho Novo e Jacaré (1800), ambas de propriedade do Barão de São Gonçalo, o Cemitério de Pachecos (1842) e a propriedade do Conde de Baurepaire Rohan, na Covanca (1820), são os elementos mais importantes. São Gonçalo contava até o século XX com cerca de doze portos que exportavam produtos do estado do Rio de Janeiro para a corte.

Em 22 de setembro de 1890, o Distrito de São Gonçalo foi emancipado politicamente e desmembrado de Niterói, através do decreto estadual nº 124. Em 1892, o decreto nº 1, de 8 de maio, suprimiu o município de São Gonçalo, reincorporando-o a Niterói pelo breve período de sete meses, sendo restaurado pelo decreto nº 34, de 7 de dezembro do mesmo ano. Em 1922, o decreto 1797 concedeu-lhe novamente foros de cidade, revogada em 1923, fazendo a cidade baixar à categoria de vila. Finalmente, em 1929, a Lei nº 2335, de 27 de dezembro, concedeu a categoria de cidade a todos as sedes do município.

Em 1943, ocorre nova divisão territorial no estado do Rio de Janeiro e, dessa vez, São Gonçalo perdeu o Distrito de Itaipu para o município de Niterói, restando-lhe apenas cinco distritos, quais sejam: São Gonçalo (sede), Ipiíba(fr,sv), Monjolo, Neves e Sete Pontes, que permanecem até os dias atuais.

Nesse mesmo período, nas décadas de 1940 e 1950, iniciou-se a instalação, em grande escala, de grandes fábricas e indústrias em São Gonçalo. Seu parque industrial era o mais importante do estado do Rio de Janeiro, o que lhe valeu o apelido de Manchester Fluminense.

[editar] Setor industrial

Em 17 de abril de 1925, a Companhia Brasileira de Usinas Metalúrgicas (CBUM) instalou-se no município. Posteriormente, essa usina foi incorporada ao grupo Hime, que, além da fundição e da cerâmica, desenvolvia a produção de fósforo da marca SOL , com uma fábrica denominada Companhia Brasileira de Fósforo, que funcionava dentro de sua área metalúrgica. O Hime, também, mantinha, na Rua Doutor Alberto Torres, uma escola primária, dirigida pelo professor Êneas Silva e uma escola de corte e costura. Criou o Campo do Metalúrgico, que deu grande impulso e incentivo ao esporte no município. A construção de vilas operárias em terras dessa companhia, para seus funcionários, também não pode ser esquecida. Recentemente, o Hime foi adquirido pelo Gerdau.

Em 2 de dezembro de 1937, o gaúcho José Emílio Tarragó fundou, com a razão social Tarragó, Martinez e Cia Ltda., a futura indústria de conservas de peixe Coqueiro. A mudança do nome da empresa deveu-se à mudança do ramo de negócio. A primeira atividade dessa indústria era relacionada à exploração do tamarindo. Ao mudar para o ramo de conservas de peixe, a indústria teve que mudar de nome. A nova empresa prosperou e a marca Coqueiro projetou-se nacional e internacionalmente. Em 1973, a Quaker Oats comprou a fábrica e consolidou a marca Coqueiro, além de ampliar sua liderança no mercado.

Em 9 de fevereiro de 1941, José Augusto Domingues fundoua a Fábrica de Artefatos de Cimento Armado, produzindo paralelepípedos e meios-fios.

Em 5 de outubro de 1941, instalou-se, no distrito de Neves, a Indústria Reunidas Mauá, que produzia vidros e porcelanas.

Em 16 de novembro de 1941, foi fundada a Companhia Vidreira do Brasil - COVIBRA. Foi a primeira no Brasil e a maior na América do Sul no fabrico mecânico de vidro plano, com exportação para o Egito, Índia, República Popular da China e África do Sul. Com o tempo, mudou de proprietários e de nome para Vidrobrás e, atualmente, Electrovidro. A matéria-prima dessa indústria provinha de Maricá.

Em 22 de novembro de 1941, instalou-se a Fábrica de Enlatados de Sardinha Netuno, próxima ao Porto do Gradim.

Em 10 de maio de 1942, foi fundada a Fábrica de Fogos Santo Antônio, localizada na Rua Oliveira Botelho nº 1 638, em Neves.

No período da Segunda Guerra Mundial, São Gonçalo cresceu de forma meteórica. Com as grandes fazendas sendo desmembradas em sítios e chácaras, mão de obra barata e abundante, grandes áreas, além da proximidade com as então capitais federal (cidade do Rio de Janeiro) e estadual (Niterói), o que facilitava o escoamento da produção, São Gonçalo tornou-se solo fértil ao desenvolvimento.

No governo de Joaquim de Almeida Lavoura, o município teve sua grande arrancada para a urbanização, com calçamento das principais vias, ligando Niterói a Alcântara, passando pelo importante bairro Parada 40.

Lavoura, como é mais conhecido, governou São Gonçalo por três vezes (de 31 de janeiro de 1955 a 20 de janeiro de 1959, de 31 de janeiro de 1963] a 30 de janeiro de 1967 e de 31 de janeiro de 1973 a 12 de agosto de 1975).

[editar] Subdivisões

[editar] Geografia

Clima

O clima do Município de São Gonçalo é do tipo tropical atlântico, com chuvas de verão e inverno relativamente seco. As temperaturas variam relativamente ao longo do ano, tendo verões quentes e úmidos, com temperatura média de 28ºC, e picos de até 38 a 40ºC. Já o inverno é a época mais agradável na cidade, pois os dias são mais ensolarados e as temperaturas são mais amenas, ficando em média 25ºC durante o dia e 15ºC à noite. NO inverno, devido à presença da Massa Polar Atlântica, oriunda da Argentina, as temperaturas durante o dia podem ficar abaixo de 20ºC e ter temperaturas mínimas nas madrugadas próximas a 10ºC.

[editar] Educação

A cidade possui um campus universitário que se destaca: a Faculdade de Formação de Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Este é o maior polo especializado do estado em formação de professores, tendo como resultado mais visível a enorme quantidade de aprovados nos concursos públicos por todo o Brasil[carece de fontes?].

Foi criado, no Gradim, o Polo da Universidade Aberta do Brasil, que, no Consórcio Cederj, tem cursos da Universidade Federal Fluminense (ciências da computação), Universidade Federal do Rio de Janeiro (química) e Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (administração e turismo).

[editar] Saúde

São Gonçalo possui os seguintes hospitais: Hospital Estadual Alberto Torres; Hospital de Olhos de Niterói; Hospital Luiz Palmier; Hospital Barone de Medeiros; Hospital Infantil Darcy Silveira Vargas; Hospital dos Tapetes; Hospital Santa Maria.

[editar] Transportes

São Gonçalo possuía uma rede ferroviária que foi desativada e que consistia de três linhas de trem: uma ia de Niterói até Campos dos Goitacases (via Itaboraí), outra que ia de Neves (onde hoje é 16ª DEAC, da Polícia Civil) até Cabo Frio (passando por Vila Lage, Alcântara, Sacramento, Maricá e Araruama) e a menor das três ligava a antiga fábrica de cimento Mauá, em Guaxindiba, ao ponto de extração de matéria prima, em São José, Itaboraí (passando por Vista Alegre, Monjolos e Largo da Ideia). Nos próximos anos, a primeira (cujos trilhos estão sendo retirados), desativada completamente em 2006[8], será substituída pela Linha 3 do Metrô. A segunda foi desativada em 1962, mas há projeto de criação de um BRT, que ligará Gradim a Santa Izabel, passando perto de alguns bairros da Linha 3 e com integração com as barcas Rio-São Gonçalo.

Atualmente, a ligação de São Gonçalo com os outros municípios se faz, unicamente, por ônibus, provinientes das seguintes empresas:Rio Ita (Rio Ita, Rio Minho, Fagundes e Expresso Rio de Janeiro); Mauá (Viação Mauá, Alcântara, ABC e Icaraí); Viação Galo Branco; Coesa; Rio Ouro e Viação Asa Branca. Além disso, um barco faz a ligação entre Itaoca e a Ilha de Paquetá.

[editar] Personalidades

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. a b Censo Populacional 2011. Censo Populacional 2011. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  6. http://www.semeltur.com.br/inventarioturistico/html/f2at_capelansdaluz.htm
  7. http://www.saogoncaloemfoco.com.br/locais_visita.php
  8. http://www.estacoesferroviarias.com.br/trens_rj/niteroi-itaborai.htm

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