São Gonçalo do Amarante (Rio Grande do Norte)

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Município de São Gonçalo do Amarante
"São Gonçalo"
"Terra de Mártires"
"Aerotrópolis"
Bandeira de São Gonçalo do Amarante
Brasão de São Gonçalo do Amarante
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 11 de dezembro de 1958 (56 anos)
Fundação 1710 (304 anos)
Gentílico gonçalense ou são-gonçalense
Padroeiro(a) São Gonçalo de Amarante
Prefeito(a) Jaime Calado Pereira dos Santos
(2013–2016)
Localização
Localização de São Gonçalo do Amarante
Localização de São Gonçalo do Amarante no Rio Grande do Norte
São Gonçalo do Amarante está localizado em: Brasil
São Gonçalo do Amarante
Localização de São Gonçalo do Amarante no Brasil
05° 47' 34" S 35° 19' 44" O05° 47' 34" S 35° 19' 44" O
Unidade federativa  Rio Grande do Norte
Mesorregião Leste Potiguar IBGE/2008[1]
Microrregião Macaíba IBGE/2008[1]
Região metropolitana Natal
Municípios limítrofes Natal (a leste); Macaíba (ao sul); Ceará-Mirim e Extremoz (ao norte) e Ielmo Marinho (a oeste)
Distância até a capital 13 km[2]
Características geográficas
Área 249,124 km² [3]
População 95 218 hab. (RN: 4º) –  IBGE/2013[4]
Densidade 382,21 hab./km²
Altitude 15 m (RN: 151º)
Clima Tropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,661 (RN: 17°) – médio PNUD/2010[5]
PIB R$ 953 855 mil IBGE/2010[6]
PIB per capita R$ 10 876 34 IBGE/2010[6]
Página oficial
Prefeitura www.saogoncalo.rn.gov.br
Câmara www.cmsga.rn.gov.br

São Gonçalo do Amarante é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Norte, situado na mesorregião do Leste Potiguar e microrregião de Macaíba. Sua população, de acordo com o censo nacional de 2010, era de 95 218 habitantes, o que o classifica como o quarto município mais populoso do estado. Está distante treze quilômetros da capital, com o qual encontra-se em processo de conurbação, e integra a Região Metropolitana de Natal e o Polo Costa das Dunas.

O município foi palco de um dos eventos mais significativos de toda a história do Rio Grande do Norte, o Massacre de Uruaçu, ocorrido em 1645, quando os holandeses mataram oitenta pessoas. Ao longo de sua história, São Gonçalo do Amarante chegou a perder sua autonomia algumas vezes, até conseguir sua emancipação definitiva em 1958, quando se desmembrou de Macaíba. Nos dias atuais, o município conta com uma rica tradição cultural, possuindo vários lugares históricos e monumentos, como o Monumento aos Mártires, inaugurado no lugar do massacre de 1645 e um dos principais pontos de visitação religiosa do Rio Grande do Norte.

Com uma temperatura média anual de 25,6ºC, São Gonçalo do Amarante possuía, em 2009, 35 estabelecimentos de saúde. A taxa de urbanização é de 84,5% e seu Índice de Desenvolvimento Humano, cujo valor era de 0,661 em 2010, é o décimo sétimo melhor do estado. Sua principal fonte de renda é o setor terciário, tendo o comércio como importante atividade econômica. O município abriga o Aeroporto Internacional Governador Aluísio Alves, inaugurado em maio de 2014 e projetado para ser um dos maiores do mundo.

História[editar | editar código-fonte]

Retrato de Felipe Camarão, por Victor Meirelles de Lima.

Antes, o território que corresponde ao atual município de São Gonçalo do Amarante era habitado pelos índios potiguaras, entre os quais destaca-se Poti, conhecido por Felipe Camarão, originário de uma comunidade de Extremoz.[2] [7] [8]

São Gonçalo do Amarante teve seus primeiros habitantes apenas no século XVII,[8] os membros da família de Estevão Machado de Miranda, logo sacrificados pelos holandeses no massacre de Cunhaú e Uruaçu, em 1645. Somente em 1689, teriam ocorrido as expedições que deram origem ao repovoamento do local, vindas de Pernambuco, após a expulsão dos invasores.[2] [7] [8]

No século XVIII, em 1710, próximo ao Engenho Potengi, vieram de Pernambuco e instalaram-se, às margens do rio homônimo, Paschoal Gomes de Lima e Ambrósio Miguel Sirinhaém, naturais de Portugal, junto com suas famílias. Após a instalação, ambos construíram suas residências e foram responsáveis por construir uma capela, tendo como padroeiro o santo Gonçalo de Amarante. No altar dela, uma imagem do santo feita de pedra foi colocada, dando origem ao topônimo do município.[8]

Em 11 de abril de 1833, durante o governo de Manoel Lobo de Miranda Henrique, foi criado o município de São Gonçalo do Amarante. Em 1856, durante o governo de Antônio Bernardes de Passos, São Gonçalo do Amarante foi atingida por uma epidemia de cólera, que matou um total de 171 pessoas. Em 1868, por meio de uma lei provincial sancionada pelo governador Gustavo Augusto de Sá, o município perdeu sua autonomia, sendo anexado ao município de Natal, capital da província do Rio Grande do Norte. Somente seis anos mais tarde a vila foi desmembrada e novamente elevada à condição de município.[2] [7]

Mas cinco anos depois (1879), a população de São Gonçalo do Amarante foi vitimada por um golpe que transferiu a sede do governo municipal para a vila de Macaíba, antes denominada Cuité. Em 1890, alguns meses após o episódio da proclamação da república, o vice-presidente do estado do Rio Grande do Norte, José Inácio Fernandes Barros, elevou a vila de São Gonçalo do Amarante, que pertencia a Macaíba, à condição do município.[2] [7]

Com o decreto-lei estadual nº 268 de 1943, São Gonçalo do Amarante mais uma vez perdeu sua autonomia política, voltando de novo a ser distrito de Macaíba, com o nome de Felipe Camarão, e perdendo parte de suas terras, que deram lugar ao atual município de São Paulo do Potengi. Foi somente com a sanção da lei estadual nº 2324, de 11 de dezembro de 1958, que o distrito obteve definitivamente sua emancipação política, e com seu nome alterado, de Felipe Camarão para seu nome atual, São Gonçalo do Amarante.[2] [7]

Geografia[editar | editar código-fonte]

São Gonçalo do Amarante (em vermelho) e municípios limítrofes (em azul).

São Gonçalo do Amarante está localizado no estado do Rio Grande do Norte, na mesorregião do Leste Potiguar e microrregião de Macaíba.[1] A área do município é 249,124 km².[3] A distância até a capital do estado é de treze quilômetros.[2] Integra ainda a Região Metropolitana de Natal (criada pela lei complementar estadual nº 152, de 16 de janeiro de 1997,[9] que reúne, além de São Gonçalo do Amarante, outros nove municípios do Rio Grande do Norte) e o Polo Costa das Dunas (instituído pelo decreto nº 18 186 de 14 de abril de 2005 e reúne dezoito municípios do litoral leste do estado).[10] Limita-se com Ceará-Mirim e Extremoz a norte, Macaíba a sul, Natal a leste e Ielmo Marinho a oeste.[11]

Em uma altitude de dez metros acima do nível do mar, no município predomina um relevo de planícies fluviais, formadas por terrenos planos e baixos compostos por argila, de cor amarela e/ou vermelha. Em sua formação, pode-se notar a presença de sedimentos costeiros, próximo às várzeas do Rio Potenji e nos terraços de tabuleiros do Grupo Barreiras. O solo predominante é o aluvial, também chamado "solo de várzea", além dos solos de mangue (também chamado podzólico vermelho-amarelo) e dos latossolos vermelho-amarelo distróficos.[2] [11]

A bacia hidrográfica predominante, que cobre 82,65% do território do município, é a do Rio Potenji. Os 17,35% restantes estão situados na bacia hidrográfica do Rio Doce. O principal rio que corta o município é o rio Potenji, que nasce em Cerro Corá, na Serra de Santana, e possui um curso de 176 quilômetros, até desaguar no Oceano Atlântico, em Natal. Outros rios importantes que cortam São Gonçalo do Amarante são o da Prata e o de Camaragibe. As principais lagoas são Bela Vista, o Córrego dos Guajirus, Onça, Santo Antônio, Serrinha e Tapará. A cobertura vegetal é formada por manguezais e matas de várzea, situadas no estuário do rio Potenji, além de algumas áreas de Mata Atlântica, floresta subperifólia, floresta subcaducifólia e tabuleiros litorâneos.[2] [11]

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima de São Gonçalo do Amarante é tropical chuvoso (do tipo As na classificação climática de Köppen-Geiger), com temperaturas médias superiores a dezoito graus em todos os meses do ano e precipitação inferior a sessenta milímetros em um ou mais meses.[12] A temperatura média anual é de 25,7 ºC, sendo fevereiro o mês mais quente (temperatura média de 27 ºC) e julho o mais frio (média de 23,9 ºC). A precipitação média anual é de 1 252 milímetros (mm), sendo abril o mês mais chuvoso (204 mm) e novembro o mais seco (16 mm).[13] A umidade relativa do ar é de 76% e a insolação chega a 2 700 horas por ano.[11]

Segundo dados da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), referentes ao período a partir de 1993, o maior acumulado de chuva em 24 horas registrado em São Gonçalo do Amarante (Base Física da EMPARN) foi de 206 mm em 30 de julho de 1998.[14] Outros grandes acumulados de chuva foram de 160 mm em 2 de julho de 2008,[15] 159 mm em 14 de julho de 2004[16] e 150 mm em 16 de maio de 2005.[17] O maior volume mensal no mesmo período foi de 682,8 mm em julho de 1998.[18]

Nuvola apps kweather.svg Dados climatológicos para São Gonçalo do Amarante Weather-rain-thunderstorm.svg
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima média (°C) 31,9 31,9 31,4 30,7 29,8 28,7 28,3 28,8 29,8 31 31,4 31,6 30,4
Temperatura média (°C) 26,9 27 26,7 26,3 25,5 24,5 23,9 24,1 24,8 25,6 26 26,5 25,7
Temperatura mínima média (°C) 21,9 22,1 22,1 21,9 21,3 20,4 19,6 19,4 19,9 20,3 20,7 21,4 20,9
Chuva (mm) 57 98 184 204 179 194 159 80 40 17 16 24 1 252
Fonte: Climate Data.[13]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Crescimento populacional
Censo Pop.
1900 11 742
1920 17 231 46,7%
1940 20 353 18,1%
1960 16 785
1970 18 826 12,2%
1980 30 797 63,6%
1991 45 461 47,6%
2000 69 435 52,7%
2010 87 668 26,3%
Fonte: IBGE (1872-2010).[19]

A população de São Gonçalo do Amarante de acordo o censo brasileiro de 2010 era de 87 668 habitantes, sendo o quarto município mais populoso do Rio Grande do Norte e o 65º do Nordeste, apresentando uma densidade populacional de 351,91 km².[20] Desse total, 74 099 habitantes viviam na zona urbana (84,52%) e 13 569 na zona rural (15,48%). Ao mesmo tempo, 44 489 pessoas eram do sexo feminino (50,75%) e 43 179 do sexo masculino (49,25%), tendo uma razão de sexo de 97,06.[21] [22] Quanto à faixa etária, 23 823 pessoas tinham menos de 15 anos (27,17%), 59 217 entre 15 e 64 anos (67,55%) e 4 628 possuíam 65 anos ou mais (5,28%).[23]

Ainda segundo o censo de 2010, 51 972 habitantes eram pardos (59,28%), 27 321 eram brancos (31,16%), 7 184 eram pretos (8,19%), 1 152 eram amarelos (1,31%) e 39 eram indígenas (0,04%).[24] Os são-gonçalenses, até os dias atuais, têm influência dos povos europeus, principalmente de espanhóis, franceses, holandeses e portugueses, além da origem genética dos indígenas potiguaras.[2]

Considerando-se a nacionalidade, 87 644 habitantes eram brasileiros (99,97%), sendo 87 632 natos (99,96%) e doze naturalizados (0,01%), e 24 eram estrangeiros (0,03%).[25] Em relação à região de nascimento, 85 455 eram nascidos na Região Nordeste (97,48%), 1 354 no Sudeste (1,54%), 177 no Centro-Oeste (0,2%), 125 no Norte (0,14%), 75 no Sul (0,09%) e outros 444 sem especificação (0,51%). 81 813 habitantes eram naturais da Rio Grande do Norte (93,32%) e, desse total, 39 796 eram nascidos em São Gonçalo do Amarante (45,39%). Entre os naturais de outras unidades da federação, a Paraíba era o estado com maior presença, com 1 853 residentes (2,11%), seguido por Pernambuco, com 993 (1,13%), e por São Paulo, com 754 (0,86%).[26] [27] No mesmo ano, havia 87 emigrantes internacionais, sendo 72 oriundos de países europeus (82,76%), seis da América do Norte (6,9%), quatro da África (4,6%), três da América do Sul (3,45%) e dois da Ásia (2,3%). Os países com o maior número de emigrantes no município eram a Itália, com 29 (33,33%), seguido pelos Países Baixos, com quatorze (16,09%), e Portugal, com treze (14,94%).[28] Para 2013, a estimativa populacional é de 95 218 habitantes.[4]

O Índice de Desenvolvimento Humano do município é considerado médio, de acordo com dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Segundo dados do relatório de 2010, divulgados em 2013, seu valor era de 0,661, sendo o décimo sétimo maior do Rio Grande do Norte e o 2 870 º do Brasil. Considerando-se apenas o índice de longevidade, seu valor é de 0,819, o valor do índice de renda é de 0,619 e o de educação é de 564.[5] Em 2003, o índice de pobreza era de 34,22% (o índice subjetivo era de 47,92%).[29] De 2000 a 2010, a proporção de pessoas com renda domiciliar per capita de até R$ 140 reduziu em 52,8%. Em 2010, 78,8% da população vivia acima da linha de pobreza, 12,7% encontrava-se entre as linhas de indigência e de pobreza e 8,5% estava abaixo da linha de pobreza. No mesmo ano, o índice de Gini era de 0,44 e a participação dos 20% da população mais rica da cidade no rendimento total municipal era de 48,63%, valor pouco mais de dez vezes superior à dos 20% mais pobres, que era de 3,76%.[23] [30]

Religião[editar | editar código-fonte]

Monumento aos Mártires, inaugurado em dezembro de 2000 no lugar do massacre de Uruaçu.
Monumento aos Mártires, inaugurado em dezembro de 2000 no lugar do massacre de Uruaçu.
Capela dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, situada ao lado do Monumento aos Mártires.
Capela dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, situada ao lado do Monumento aos Mártires.

Conforme censo brasileiro de 2010, a população de São Gonçalo do Amarante era formada por 61 756 católicos apostólicos romanos (70,44%), 17 708 evangélicos (20,2%), 445 Testemunhas de Jeová (0,51%), 196 espíritas (0,22%), 147 mórmons (0,17%), 120 umbandistas e candomblecistas (0,14%) e 56 católicos ortodoxos (0,06%). Outros 6 872 não tinham religião (7,84%), dentre os quais 238 eram ateus (7,57%), 175 pertenciam a outras religiosidades cristãs (0,2%), 162 não souberam (0,19%) e 34 tinham religião não determinada ou possuíam múltiplo pertencimento (0,04%).[31]

A religiosidade no município está diretamente ligada com o papel dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, mortos no massacre de 3 de outubro de 1645, pelo crime de amor contra a pátria e pela sua resistência em combater os holandeses. Também chamados de flamengos, os holandeses invadiram o território correspondente ao atual nordeste brasileiro, para cobrar dos portugueses as dívidas deixadas pela construção de engenhos na colônia. Como resultado desse episódio, poucos sobreviveram e cerca de oitenta pessoas morreram, sendo levadas para comunidades vizinhas e para o Castelo de Keulen, atual Fortaleza dos Reis Magos. Somente em 1989 as vítimas do massacre foram reconhecidas como mártires e beatificadas pelo Papa João Paulo II em 5 de março de 2000. No local desse massacre foi erguido o Monumento dos Mártires, inaugurado nove meses depois.[32]

De acordo com a divisão feita pela Igreja Católica, São Gonçalo do Amarante pertence à Província Eclesiástica de Natal, mais precisamente à Arquidiocese de Natal. Essa arquidiocese foi inicialmente criada como diocese em 1909 e elevada à categoria de arquidiocese em 1952, com sede na Catedral Metropolitana de Natal, e hoje se divide em 73 paróquias, dez áreas pastorais e treze zonais.[33] Seu atual arcebispo é, desde 2012, Dom Jaime Vieira Rocha.[34] O município pertence à 12ª zonal da arquidiocese e é sede de três paróquias: a de São Gonçalo do Amarante (a mais antiga, criada em 28 de março de 1835), a de São Lucas (criada em 18 de outubro de 1997) e a de Santo Antônio (a mais recente, criada em 11 de fevereiro de 2007).[33]

São Gonçalo do Amarante também possui os mais diversos credos protestantes ou reformados. Do total de evangélicos, 13 731 pertenciam às igrejas evangélicas de origem pentecostal (15,66%), 1 620 às evangélicas de missão (1,85%) e os 2 356 restantes a outras evangélicas não determinadas (2,69%). Entre as evangélicas de origem pentecostal, 586 eram adventistas (0,67%), 539 batistas (0,62%), 315 presbiterianos (0,36%), 98 luteranos (0,11%), 54 metodistas (0,06%) e 28 congregacionais (0,03%). Entre as evangélicas de missão, 10 513 pertenciam à Assembleia de Deus (11,99%), 1 034 à Igreja Universal do Reino de Deus (1,18%), 219 à Congregação Cristã (0,25%), 207 Igreja Deus é Amor (0,24%), 144 à Comunidade Evangélica (0,16%), 56 à Casa da Bênção (0,06%), 51 ao Evangelho Quadrangular (0,06%), 43 à Igreja O Brasil para Cristo (0,05%) e treze à Igreja Cristã Maranata (0,01%) e 1 451 a outras igrejas evangélicas pentecostais (1,66%).[31]

Política[editar | editar código-fonte]

O poder executivo do município de São Gonçalo do Amarante é representado pelo prefeito e seu gabinete de secretários, em conformidade ao modelo proposto pela Constituição Federal de 1988. O atual prefeito municipal é Jaime Calado Pereira dos Santos,[35] do Partido da República, eleito nas eleições de 2008[36] e reeleito em 2012.[37] Há ainda o vice-prefeito, que é eleito junto com o prefeito e substitui este em caso de ausência por licença ou outro impedimento. O atual vice-prefeito de São Gonçalo do Amarante é Francisco Potiguar Cavalcanti Neto, conhecido como Poti Neto.[35] Em complementação ao processo legislativo e ao trabalho das secretarias, existem também alguns conselhos municipais em atividade; são eles: Conselho de Alimentação Escolar, Conselho de Assistência Social, Conselho do Direito da Criança e do Adolescente, Conselho de Educação, Conselho da Mulher e Conselho de Saúde.[11]

O poder legislativo é constituído é exercido pela Câmara Municipal, formada por dezessete vereadores eleitos para mandatos de quatro anos.[38] A atual sede da câmara é o Palácio Poti Cavalcanti, que foi instalado em 1º de abril de 1960 e funciona no local da antiga cadeia pública.[39] Seu primeiro presidente foi Francisco Potiguar Cavalcanti, entre 1960 e 1964,[40] e o atual é Geraldo Veríssimo, do Partido da República (PR).[41] A composição atual da Câmara é de três cadeiras do Partido da República (PR), três do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), três do Partido Republicano Brasileiro (PRB), duas do Partido da Mobilização Nacional (PMN), duas do Partido Democrático Trabalhista (PDT), duas do Partido Socialista Brasileiro (PSB), uma do Partido Progressista (PP) e uma do Partido dos Trabalhadores (PT).[42]

O poder judiciário é representado pela comarca, de segunda entrância, instalada no Fórum Desembargador Ivan Meira Lima. É formada por três promotores e duas varas cíveis. A lei estadual 2 323 de 1958, além de criar o município de São Gonçalo do Amarante, também criou o termo judiciário de mesmo nome, subordinada à comarca de Macaíba. Somente três anos depois, em 1961, o município ganhou a comarca atual, tendo José Gosson como o primeiro juiz. Antes da última extinção do município em 1943, São Gonçalo do Amarante possuía apenas um cartório judiciário, formado por três titulares. Em 1956, quando ainda era distrito de Macaíba, foi recriado o primeiro cartório judiciário, e o segundo, somente em 1961, já como município.[39]

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, São Gonçalo do Amarante possuía, em abril de 2013, 65 500 eleitores, o que representa 2,779% do total do eleitorado do Rio Grande do Norte.[43]

Economia[editar | editar código-fonte]

O Produto Interno Bruto de São Gonçalo do Amarante em 2010 era R$ 953 855 mil, enquanto o PIB per capita era R$ 10 876,34.[6]

O setor primário contribui com menos de 2% do produto interno bruto municipal (R$ 18 052 mil).[6] Destaca-se a prática da agricultura de subsistência, com o cultivo voltado à produção de frutas e legumes. Na pecuária, destacam-se os bovinos (voltados à produção do leite), os caprinos e os ovinos. Na pesca, destaca-se a criação de crustáceos e moluscos, principalmente camarão, marisco, ostra e sururu. São Gonçalo do Amarante possui ainda dois apiários, um onde se criam abelhas e outro para a produção de mel.[44]

O setor secundário é responsável pela segunda maior parcela do produto interno bruto de São Gonçalo do Amarante. Este setor é responsável por contribuir com quase um terço da economia do município (R$ 312 410 mil). A indústria mais abundante é a cerâmica, onde há o destaque na produção de tijolos. A dezoito quilômetros da sede, localiza-se a Comunidade Serrinha, onde é realizada a extração mineral por pedreiras, usadas na pavimentação de ruas e avenidas e na construção civil. As indústrias geram emprego e renda aos habitantes de São Gonçalo do Amarante e aos demais municípios da região metropolitana.[44] São Gonçalo do Amarante possui um distrito industrial, próximo à divisa com Natal, onde atuam dezessete empresas de diversos setores.[45]

O setor terciário é responsável por quase metade da economia do município (R$ 465 064 mil). Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, São Gonçalo do Amarante possuía, no ano de 2008, 691 unidades locais, 672 empresas e estabelecimentos comerciais atuantes e 24 214 trabalhadores, sendo 12 499 do tipo pessoal ocupado total e 11 715 do tipo ocupado assalariado. Salários juntamente com outras remunerações somavam 150 535 mil reais e o salário médio mensal dos trabalhadores era de 2,1 salários mínimos.[6] O comércio realizado em São Gonçalo do Amarante se destaca na venda de produtos alimentícios em estabelecimentos comerciais, como bares, lanchonetes, mercados, mercearias e supermercados. Além de produtos alimentícios, há também destaque para a comercialização de artefatos culturais, borrachas, materiais usados na construção, produtos farmacêuticos, roupas e tecidos.[44]

Além dos setores primário, secundário, terciário, também contribuiu para o Produto Interno Bruto o valor dos impostos sobre produtos líquidos de subsídios a preços correntes, que em 2010 era de R$ 158 329 mil.[6]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

São Gonçalo do Amarante possuía, em 2010, 24 451 domicílios particulares permanentes, sendo 20 825 na zona urbana (85,17%) e 3 626 na zona rural (14,83%). Quanto ao tipo de domicílio, 22 859 eram casas (93,49%), 1 226 eram casas de vila ou em condomínio (5,01%), 346 eram apartamentos (1,42%) e vinte eram habitações em casa de cômodos ou cortiços (0,08%). Quanto ao tipo de ocupação, 18 162 domicílios eram próprios (74,28%), sendo 16 993 já quitados (69,5%) e 1 169 em processo de aquisição (4,78%); 5 019 eram alugados (20,53%); 1 224 eram cedidos (5,01%), sendo 365 por empregador (1,49%) e 859 de outra maneira (3,5%) e os 46 restantes eram ocupados sob outras condições (0,19%).[46]

No quesito de abastecimento de água, 22 487 domicílios eram abastecidos pela rede geral (91,97%), 1 231 através de poços ou nascentes dentro da propriedade (5,03%), 442 por meio de poços ou nascentes fora da propriedade (1,81%), nove por meio de rios, açudes, lagos e/ou igarapés (0,04%) e 282 de outras maneiras (1,15%). Em relação à energia elétrica, 24 331 domicílios eram abastecidos (99,31%) e, na questão de destino do lixo, 22 319 domicílios destinavam-o à coleta (91,28%), sendo 21 259 por meio de serviço de limpeza (86,95%) e 1 060 por meio de caçambas (4,34%).[47]

Saúde[editar | editar código-fonte]

Em 2009, São Gonçalo do Amarante possuía, ao todo, 35 estabelecimentos de saúde, dos quais 27 eram públicos e oito eram privados, além de 29 deles serem vinculados ao Sistema Único de Saúde. Neles havia 67 leitos para internação, todos eles privados. Havia também um equipamento com estéreo-taxia, cinco equipamentos para eletrocardiografia e um equipamento de raio X. O município também conta com atendimento ambulatorial com atendimento médico em especialidades básicas, atendimento odontológico com dentista e presta serviço ao Sistema Único de Saúde.[6] No mesmo ano, existiam 167 médicos, 35 cirurgiões dentistas, 31 enfermeiros, dezoito fisioterapeutas, dois fonoaudiólogos, dezessete nutricionistas, dezoito farmacêuticos, nove assistentes sociais, sete psicólogos, 73 auxiliares de enfermagem e quatorze técnicos de enfermagem. Também no mesmo foram 4 099 internações. No ano de 2008 foram registrados 1 850 nascidos vivos e a taxa bruta de natalidade era de 23,2. Desse total de nascimentos, 3,2% eram prematuros e 28,6% eram partos cesáreos. Além disso, 24,9% das mães possuíam faixa etária entre dez e dezenove anos. No mesmo ano registrou-se um total de 231 óbitos, e a taxa de mortalidade infantil por mil nascidos vivos era 7,0.[48] Segundo dados do Ministério da Saúde, entre 1993 e 2012 foram registrados 87 casos de AIDS e, entre 2001 e 2010, houve 3 994 casos de doença transmitidas por mosquitos, sendo 3 968 de dengue, 22 de leishmaniose e quatro de malária.[30]

O Hospital Maternidade Belarmina Monte é uma instituição de caráter filantrópico vinculada ao Sistema Único de Saúde e mantido por recursos da Secretaria Municipal de Saúde. Foi construído em um terreno doado pelas irmãs Queiroz, sendo concluído e inaugurado em dezembro de 1976. Desde sua inauguração, o estabelecimento já passou por algumas reformas em sua estrutura, sendo dirigida, desde novembro de 2008, pela Sociedade Beneficente São Camilo. Esse hospital possui 64 leitos para internação e nele também são realizadas internações nas especialidades de clínica médica, clínica pediátrica, cirúrgica (geral, ginecológica ou urológica) e obstétrica.[49]

Educação[editar | editar código-fonte]

O fator educação do Índice de Desenvolvimento Humano da Educação em 2010 foi de 0,564, conforme o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.[5] Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, das escolas públicas de 2009, era de 3,3 para estudantes de primeira à quarta série e 2,9 para estudantes de quinta à oitava série.[50]

Segundo o censo demográfico de 2010, 30 678 habitantes do município frequentavam a escola naquele ano; 46 800 não frequentavam, mas já haviam frequentado a escola alguma vez; e 10 190 afirmaram nunca terem frequentado. Ao mesmo tempo, 2 734 pessoas frequentavam o ensino pré-escolar, 1 427 estavam na alfabetização, 16 161 cursavam o ensino fundamental, 4 687 estavam cursando o ensino médio, 1 549 frequentavam cursos de graduação, setenta cursavam especialização de ensino superior, 51 estavam fazendo mestrado e outros 36 faziam doutorado. Entre os que frequentavam a escola, 22 826 estudavam no próprio município e 7 852 em municípios vizinhos. O censo educacional realizado no ano anterior apontou 54 escolas de ensino pré-escolar, 68 de ensino fundamental e apenas quatro de ensino médio. Nesses estabelecimentos havia um total de 837 professores (121 de ensino pré-escolar, 636 de ensino fundamental e oitenta de ensino médio) e 18 872 matrículas (sendo 2 283, 14 399 e 2 190 dos ensinos pré-escolar, fundamental e médio, respectivamente).[6]

Dentre as instituições de ensino superior, estão o câmpus avançado do Instituto Federal do Rio Grande do Norte[51] e uma unidade da rede de idiomas Wizard.[52]

Serviços e comunicações[editar | editar código-fonte]

O serviço de abastecimento de água de São Gonçalo do Amarante é operado pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto,[53] enquanto a distribuição de energia elétrica é realizada pela Companhia Energética do Rio Grande do Norte.[54] Segundo dados do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente, em 2007 foram consumidos 285 747 MWh de energia elétrica por 21 085 consumidores.[11] Ainda há serviços de internet discada e banda larga (ADSL) sendo oferecidos por diversos provedores de acesso gratuitos e pagos, como a Oi Velox.[55] O serviço telefônico móvel, por telefone celular, é oferecido por diversas operadoras. O código de área de São Gonçalo do Amarante é 084[56] e o Código de Endereçamento Postal é 59290-000.[57] No dia 10 de novembro de 2008 o município passou a ser servido pela portabilidade, juntamente com outras cidades de DDDs 33 e 38, em Minas Gerais; 44, no Paraná; 49, em Santa Catarina; além de outros municípios com código 84, no Rio Grande do Norte.[58]

Há transmissão de canais nas faixas Very High Frequency (VHF) e Ultra High Frequency (UHF). Em 2008, São Gonçalo do Amarante sediava duas emissoras de rádio, ambas em modulação em frequência (FM) e ainda possuía uma agência da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, além de outras seis agências comunitárias dos Correios. No mesmo ano, existiam seis jornais em circulação no município.[11]

Transporte[editar | editar código-fonte]

Vista do novo aeroporto de São Gonçalo do Amarante, inaugurado em maio de 2014.

A frota municipal em 2012 era de 14 106 de veículos, sendo 6 821 automóveis, 5 121 motocicletas, 687 caminhonetes, 366 caminhões, 353 camionetas, 250 ônibus, 156 motonetas, 105 micro-ônibus, 42 veículos utilitários, quarenta caminhões-trator e um trator de rodas; outros tipos de veículos incluíam 164 unidades.[6] Há ainda transporte público. Em 2008 apenas uma empresa fazia o serviço de transporte coletivo na zona urbana, que possuía quinze veículos em operação. Naquele ano, havia também uma empresa de transporte coletivo na zona rural, com cinco veículos operando.[11]

Um pequeno trecho da ferrovia que liga Macau a Natal, e este último a estados vizinhos, passa por dentro do território municipal. São Gonçalo do Amarante também é cortado por algumas rodovias em seu território, sendo elas a BR-406, rodovia federal que liga Natal a Macau; a BR-101, que começa em Touros (Rio Grande do Norte), passa por São Gonçalo do Amarante (servindo como limite entre o município e a zona norte de Natal e se estende até o extremo sul do Brasil; e a RN-160, que começa em Extremoz, chegando a coincidir com o trecho da BR-101 no limite com a zona norte da capital, e depois passando pela sede municipal, estendendo-se até Serrinha, no agreste potiguar. Há também rodovias estaduais planejadas (RN-311 e RN-312) e várias outras rodovias municipais, espalhadas por todo o território do município.[59] [60]

São Gonçalo do Amarante possui um complexo aeroportuário, o Aeroporto Internacional Governador Aluísio Alves, situado a quarenta quilômetros do centro de Natal e o primeiro aeroporto do Brasil a ser cedido do governo federal para a iniciativa privada.[61] [62] Administrado pelo Consórcio Inframérica,[63] foi inaugurado em 31 de maio de 2014,[64] para ser o sétimo maior aeroporto do mundo e o maior da América Latina.[65]

Cultura[editar | editar código-fonte]

A natalense Larissa Costa Silva de Oliveira representou o município de São Gonçalo do Amarante e foi eleita Miss Rio Grande do Norte em 2009, e depois Miss Brasil.

A responsável pelo setor cultural de São Gonçalo do Amarante é a Secretaria Municipal de Cultura,[66] que tem como objetivo planejar e executar a política cultural do município por meio da elaboração de programas, projetos e atividades que visem ao desenvolvimento cultural. Além da secretaria, há também a Fundação Cultural Dona Militana, órgão de administração direta vinculada ao gabinete do prefeito.[67]

O município tem uma posição destacada no Rio Grande do Norte quanto à sua produção e aos seus recursos culturais. Conta com o Teatro Municipal Prefeito Poti Cavalcanti, inaugurado em 2003 e com capacidade para 238 pessoas, além de ser considerado como o templo de cultura de todo o município, sediando vários tipos de evento.[68] São Gonçalo do Amarante também é a terra de algumas personalidades importantes, entre elas a senhora Militana Salustino do Nascimento, conhecida como Dona Militana, a maior romanceira do Brasil e ícone da cultura popular do Rio Grande do Norte.[69] [70] Além dela, destaca-se Larissa Costa que, apesar de ser natural de Natal, foi a Miss Rio Grande do Norte 2009 representando o município de São Gonçalo do Amarante, sendo também Miss Brasil naquele mesmo ano.[69]

São Gonçalo do Amarante sedia uma diversa quantidade de eventos todos os anos. Os principais são a festa de São Sebastião, comemorada em alguns povoados do município no dia 19 de janeiro; a festa de São Gonçalo, realizada em 28 de janeiro, feriado municipal; a Festa dos Motoristas no dia 30 de maio; a festa de Santo Antônio no distrito de Santo Antônio do Potengi em 12 de junho; a tradicional festa de Santa Terezinha realizada na comunidade de Guanduba e a corrida de jegues, ambos em setembro; a festas de São Francisco (realizada nas comunidades de Alagadiço Grande e Rio da Prata), de São Benedito, de Nossa Senhora do Ó (no povoado de Rego Moleiro) e a comemoração aos Mártires de Uruaçu, no mês outubro; a festa de São Judas nos povoados de Jacaré-Mirim e Uruaçu, em novembro e as festas de Santa Luzia (realizada na Igreja Nova e na comunidade Serrinha) e de emancipação política, em dezembro.[2]

Segundo o Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte, em 2008 São Gonçalo do Amarante contava com duas bibliotecas públicas, seis clubes sociais, 56 campos de futebol, quatro ginásios poliesportivos, dez associações beneficentes, um asilo/abrigo, dezoito estádios de futebol, quinze quadras de esporte e um centro cultural.[11] Seu principal clube de futebol é o São Gonçalo Futebol Clube, fundado em 1999.[71]

Artesanato e culinária[editar | editar código-fonte]

O artesanato é uma das formas mais espontâneas da expressão cultural gonçalense. Em várias partes do município é possível encontrar uma produção artesanal diferenciada, criada de acordo com a cultura e o modo de vida local. Alguns grupos reúnem diversos artesãos da região, disponibilizando espaço para confecção, exposição e venda dos produtos artesanais e feita com matérias-primas regionais, como argila, cipó, retalhos e sisal. Normalmente essas peças são vendidas em feiras, exposições ou lojas de artesanato, como o Mercado de Artesanato, localizado no distrito de Santo Antônio do Potengi às margens da rodovia estadual RN-160.[72] [73]

Na culinária de São Gonçalo do Amarante, são pratos típicos tradicionais o camarão, a galinha caipira e vários outros crustáceos. Na zona rural do município, está localizada a comunidade-referência na gastronomia da Região Metropolitana de Natal: a comunidade Pajuçara, que é pouco populosa, mas dispõe de vários estabelecimentos onde o camarão é o prato típico mais consumido. A partir deles, diversos pratos derivados são preparados, como o camarão gratinado e o pirão de camarão, combinado ainda com outras comidas. Além do camarão, também se destaca a produção de doces e licores com sabor de frutas tropiciais, na comunidade de Rio da Prata.[74] [75]

Monumentos e lugares históricos[editar | editar código-fonte]

Povoados

O povoado de Barreiros é um dos mais antigos do município, próximo ao estuário do rio Potenji, onde é realizada a prática da pesca. Na época do povoamento de São Gonçalo do Amarante, abrigava um porto fluvial que dava acesso a Natal.[76] O antigo povoado de Poço Limpo surgiu no decorrer da segunda metade do século XIX e foi palco de uma série de confrontos. Pertenceu ao município de São Gonçalo do Amarante até 1943 e corresponde ao atual município de Ielmo Marinho.[77]

O povoado de Rego Moleiro é palco de dois fatos marcantes ocorridos na história do município: o primeiro deles foi a morte de um dos defensores dos interesses holandeses na região, Jacob Rabbi, e o outro é a participação da primeira mulher presidente da Câmara de Vereadores de São Gonçalo do Amarante, Maria do Carmo Brito. Seu nome original era Rodrigo Moleiro, nome do proprietário de um antigo moinho de cereais. O povoado deveria se chamar Alberto Maranhão em 1910, por sua sugestão da intendência municipal, contudo tal mudança não chegou a acontecer.[77] No povoado situa-se a capela de Rego Moleiro, uma das mais edificações mais antigas de São Gonçalo do Amarante.[32]

O povoado de Santo Antônio dos Barreiros foi criado em 1885 como vila, e surgiu a partir do interesse de uma família latifundiária que habitava suas terras. Surgiu próximo à vila Barreiros, daí seu nome. Na década de 1970 foi elevado à categoria de distrito, com o nome Santo Antônio do Potengi, que vem passando pelo processo de urbanização e é o segundo distrito mais importante de São Gonçalo do Amarante, depois do distrito-sede. Guarda importantes marcos da história do município, como o antigo casarão da família Matoso e o engenho de São Francisco.[77]

Igrejas

A Capela de Utinga foi erguida por volta de 1730, segundo documentos oficiais, e é dedicada à Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. A capela serviu como rota para a ocupação holandesa no século XVIII e, desde 1989, é tombada pela Fundação José Augusto, do Rio Grande do Norte. Acreditava que a estrada mais antiga do estado, que ligava Baía da Traição, na Paraíba, até Natal, passava pela capela de Utinga. O termo Utinga, na língua indígena, significa água branca.[76] [77]

A Capela de Santo Antônio do Potengi foi construída em 1885 (ano que se encontra esculpido na fachada da capela até os dias atuais) e está situada numa região de altitude mais elevada, onde pode ser avistado um breve panorama da zona urbana de São Gonçalo do Amarante. Uma possível lenda afirma que a capela teria sido construída em honra a duas mulheres que descobriram uma imagem de Santo Antônio dentro de uma gruta. Elas teriam levado a imagem para casa, mas a mesma teria sumido e sido reencontrada na mesma gruta em que fora descoberta.[32]

A Igreja Matriz foi construída no século XVIII, em 1719, e concluída somente no século XIX. Possui várias imagens antigas feitas de madeira e esculpidas e altares com característica da arquitetura do movimento barroco. É considerado o monumento histórico mais representativo de São Gonçalo do Amarante, tendo sido, em 1963, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.[76]

A Igreja Nova foi fundada em 1867 por Joaquim Félix de Lima, e é dedicada à Imaculada Conceição. Também foi construída com o estilo barroco e é outro monumento representativo do município. Localiza-se em frente a uma praça, onde havia um cruzeiro antigamente usado na corrida de jegues.[77]

Outros monumentos

O Casarão Olho d'Água do Lucas foi construído na metade do século XIX, em 1853, e possui esse nome em homenagem à família Lucas, a primeira detentora do casarão. Hoje, o monumento possui escombros do engenho local e desenhos antigos feitos pelos escravos.[76]

O Cruzeiro dos Mártires está situado a cinco quilômetros da sede, no povoado de Uruaçu, e surgiu no início do século XVII, por volta de 1609. Serviu como resistência dos moradores do local contra os holandeses, onde os moradores do engenho Potengi lutaram pelo fim dos abusos cometidos pela administração holandesa. Em 3 de outubro de 1645, foi registrado dos fatos mais significantes da história do Rio Grande do Norte, o Massacre de Uruaçu, que ocorreu próximo de onde está situado o atual povoado de Uruaçu, que abriga o Monumento aos Mártires. A três quilômetros do local, está localizada a Capela dos Mártires, dedicada a São João Batista e que já passou por várias reformas em sua estrutura.[76] [77]

O Monumento aos Mártires é um altar de concreto inaugurado em 5 de dezembro de 2000 e construído para as possíveis celebrações de missas, contando com capacidade para trinta mil pessoas.[77] [76]

Feriados municipais[editar | editar código-fonte]

Além dos feriados nacionais e estaduais, em São Gonçalo do Amarante há três feriados municipais. São eles o dia 28 de janeiro, dia do padroeiro São Gonçalo; 29 de outubro, dia do patrono São Benedito e o dia 11 de dezembro, data da emancipação política do município.[78]

Referências

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  67. Secretarias do Município de São Gonçalo do Amarante Prefeitura. Visitado em 15 de maio de 2013. Cópia arquivada em 15 de maio de 2013.
  68. Teatro Municipal de São Gonçalo do Amarante: templo de nossa cultura. Prefeitura. Visitado em 15 de maio de 2013. Cópia arquivada em 15 de maio de 2013.
  69. a b Personalidades Portal São Gonçalo do Amarante. Visitado em 15 de maio de 2013. Cópia arquivada em 15 de maio de 2013.
  70. Dona Militana – A Romanceira do Brasil Prefeitura. Visitado em 15 de maio de 2013. Cópia arquivada em 15 de maio de 2013.
  71. São Gonçalo Futebol Clube. Visitado em 17 de maio de 2013. Cópia arquivada em 17 de maio de 2013.
  72. Nosso artesanato ganha prestígio nacional Prefeitura. Visitado em 15 de maio de 2013. Cópia arquivada em 15 de maio de 2013.
  73. Objetos feitos artesanalmente Portal São Gonçalo do Amarante. Visitado em 15 de maio de 2013. Cópia arquivada em 15 de maio de 2013.
  74. Gastronomia Prefeitura. Visitado em 15 de maio de 2013. Cópia arquivada em 15 de maio de 2013.
  75. Gastronomia Portal São Gonçalo do Amarante. Visitado em 15 de maio de 2013. Cópia arquivada em 15 de maio de 2013.
  76. a b c d e f Construções históricas Portal São Gonçalo do Amarante. Visitado em 15 de maio de 2013. Cópia arquivada em 15 de maio de 2013.
  77. a b c d e f g Comunidades Históricas Prefeitura. Visitado em 15 de maio de 2013. Cópia arquivada em 15 de maio de 2013.
  78. Anexo II - Feriados Municipais das Comarcas do RN. Visitado em 15 de maio de 2013.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • MINEIRO, Fernando. Natal em Perfil 1998. 2ª ed. rev. e atual. Natal: 1998.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]