São José do Norte

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Município de São José do Norte
SaoJosedoNorte.jpg

Bandeira de São José do Norte
Brasão de São José do Norte
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 25 de outubro
Fundação 1831 (183 anos)
Gentílico nortense
Lema Mui Heróica Villa (homenagem do Império à resistência nortense)
Prefeito(a) Zeny dos Santos Oliveira (PSDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de São José do Norte
Localização de São José do Norte no Rio Grande do Sul
São José do Norte está localizado em: Brasil
São José do Norte
Localização de São José do Norte no Brasil
32° 00' 54" S 52° 02' 31" O32° 00' 54" S 52° 02' 31" O
Unidade federativa  Rio Grande do Sul
Mesorregião Sudeste Rio-grandense IBGE/2008 [1]
Microrregião Litoral Lagunar IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Norte: Tavares
Distância até a capital 372 km
Características geográficas
Área 1 117,873 km² [2]
População 25 523 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 22,83 hab./km²
Altitude 4 m
Clima temperado Cfb
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,703 alto PNUD/2000 [4]
PIB R$ 194 459,839 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 7 502,02 IBGE/2008[5]
Página oficial

São José do Norte é um município brasileiro localizado no extremo sul do estado do Rio Grande do Sul, banhado pelo Oceano Atlântico e pela Lagoa dos Patos. Tem sua economia baseada na agricultura, pecuária, pesca e extrativismo vegetal.

História[editar | editar código-fonte]

Matriz de São José do Norte

Esta restinga conhecida, antigamente, por "Península de Pernambuco" - fazendo parte do território mais tarde chamado de Capitania del Rei, Província do Rei, Capitania do Rio Grande, Capitania do Rio Grande de São Pedro, entre outros, hoje estado do Rio Grande do Sul, - era primitivamente habitada por índios carijós, charruas, e minuanos.

Os desbravadores desta região foram Cristóvão Pereira de Abreu, considerado por muitos como fundador e João de Magalhães, com sua célebre frota.

Cristóvão Pereira de Abreu chegou, na região, entre 1720 e 1725. Era tropeiro, mais tarde tornou-se estancieiro e sua importância para a região foi marcada por designações, como: ponta de Cristovão Pereira, "língua" de terra que avança na Laguna dos Patos, dentro da gleba chamada, hoje, de "Rincão de Cristóvão Pereira", atual município de Mostardas. É ele também relacionado com a origem da freguesia de Mostardas.

Brito Peixoto, governador de Laguna, mandou seu genro João de Magalhães e seus homens, os quais formavam a conhecida "Frota de Magalhães", estabelecer um posto de vigilância na margem setentrional do canal, na chamada "Barranca do Norte", no local da atual cidade de São José do Norte, para assegurar a posse da barra, impedir a entrada de espanhóis e garantir o comércio de gado francamente praticado por dezenas de tropeiros. Estes conduziam centenas de cabeças de gado, ao longo do litoral, rumando a São Paulo, de onde as reses seriam dirigidas para o trabalho nas áreas de mineração. Permaneceu João de Magalhães neste local de 1725 a 1733.

Foi o primeiro posto de vigilância no Rio Grande do Sul e marcou, sem duvida, o início da ocupação no local, já que serviu de apoio a uma série de pousos e currais entre a Barra do Rio Grande e o Rio Tramandaí.

Os primitivos habitantes do município foram os índios carijós, charruas e minuanos, cuja antiga presença é lembrada em histórias que o povo conta e por utensílios usados pelos índios que são trazidos á luz pelo arado do lavrador ou desenterrados pelo vento que sopra na região.

Depois de 1732, as terras do Rio Grande do Sul começaram a atrair os povoados que se tornaram os primeiros fazendeiros. Eram os lagunistas de Brito Peixoto que vinham descendo e e povoando as terras virgens do Rio Grande do Sul. Vieram, também, alguns paulistas e mineiros, na sua maioria, tropeiros.

Com a chegada de Silva Paes e a fundação oficial do Rio Grande, em 1737, toda a região foi beneficiada. Um dos primeiros atos do Brigadeiro foi a criação da Fazenda Real de Bujuru, em 1738, atualmente, 3º distrito do Município de São José do Norte, com a finalidade de criar gado. Proveniente das Ilhas do Açores, vieram os casais açorianos que se fixaram no Estreito e em Mostardas, para desenvolverem a agricultura.

Quando a Vila do Rio Grande, em 1763 foi tomada pelos espanhóis, a restinga recebeu os refugiados. Mas os espanhóis atravessaram o canal e ocuparam a "Barranca do Norte" e com isso, os restantes penetraram mais para o interior, surgindo as primeiras freguesias: Mostardas e Estreito. A povoação de Nossa Senhora da Conceição do Estreito foi elevada á freguesia em 1765. Com a criação do Município de Mostardas, em 1963, passa a ser considerada, como primeiro núcleo de povoação do Município de São José do Norte, a localidade do Estreito.

A capela do Estreito serviu de Matriz e a Igreja de São José do Norte era uma dependência desta Matriz. A Carta Régia de 18 de Abril e a Provisão Eclesiastica de 11 de Março de 1822 elevam a Capela de São José do Norte à categoria de freguesia, consequência lógica do desenvolvimento da localidade. Por Decreto Regencial s/n, de 25 de Outubro de 1831, foi criada a Vila de São José do Norte como sede do município de mesmo nome. A instalação do Município deu-se em 15 de agosto de 1832.

Pelo Decreto nº 7199, de 31 de Março de 1938, São José do Norte foi elevada à categoria de cidade. Com a criação do Município de Mostardas, em 26 de dezembro de 1963, o Município perdeu os antigos distritos de Mostardas e São Simão

Origem do Nome: São José do Norte[editar | editar código-fonte]

Na noite de 6 de junho de 1767, as tropas portuguesas, após violentos combates, expulsam os espanhóis que haviam dominado o território e novamente as terras ficam sob o domínio de Portugal.A bandeira lusa volta a ser hasteada e por ser o aniversário do Rei D. José I, o município até então chamado de Norte, Arraial do Norte e Povo do Norte, recebeu o nome de São José do Norte O nome apresenta duas versões: a primeira, vem da crendice de que os primeiros habitantes da região depositavam crença em São José e que os historiadores acrescentaram o nome "do Norte", por que era Município que ficava ao norte do município do Rio Grande; A segunda é que o nome "São José" era em homenagem ao Rei de Portugal, D. José I.

Participação na Guerra dos Farrapos[editar | editar código-fonte]

Homenagem aos Farrapos

O Município teve participação decisiva na Guerra dos Farrapos. Em 1836, a vila de São José do Norte foi sitiada pelas forças revolucionarias do Coronel Onofre Pires da Silveira Canto. Na Estância Real de Bujuru, essas forças se abasteceram dos gados preciosos para sua manutenção, assim como, em 1840, quando foi novamente sitiada pelos Farroupilhas, sob o Comando do General Bento Gonçalves da Silva. A batalha decisiva deu-se na madrugada de 15 para 16 de julho de 1840, quando as tropas imperiais comandadas pelo mostardeiro Coronel Antônio Soares de Paiva, travam luta contra as tropas farroupilhas comandadas diretamente pelo General Bento Gonçalves e José Garibaldi. Os combates tiveram início nos arredores da então vila de São José do Norte, na madrugada do dia 16 de julho, cujo local era considerado ponto estratégico para as tropas que conseguissem a vitória e consequentemente, pudessem se apossar do porto de mar que dominava a barra do Rio Grande. As trincheiras naturais da região que eram oferecidas pelos comodôros de areia favoreceram a posse do porto. Depois de terem as tropas invasoras dominado praticamente a Vila houve uma reação violenta por parte do Coronel Antonio Soares de Paiva que havia recebido reforços do Rio Grande através de dois lanchões postados no canal. Com esses lanchões atacavam os Farrapos, aliados ao combate por terra. Eram, então, nove horas da manhã, quando Bento Gonçalves, que tomava a Vila com cerca de 1.200 homens contra 600 e que ao final já estava enfrentando uma força numericamente superior, determinou a retirada. Garibaldi deu a ideia para Bento Gonçalves de incendiar a vila. Bento preferiu recuar do que sacrificar a vida de civis. Os farrapos retiram-se definitivamente, vendo frustradas todas as suas tentativas de conquista deste posto avançado que, no momento, representava a defesa do Império Brasileiro.

Geografia[editar | editar código-fonte]

O município, localizado em uma península, é banhado ao sul pelo estuário da Lagoa dos Patos (conhecido popularmente como Canal da Barra), ao oeste pela Lagoa dos Patos e ao leste pelo Oceano Atlântico.

Praia do Mar Grosso

É uma cidade litorânea, com mais de 100 km de praias na costa do Oceano Atlântico. A maior parte do município é composta por campos, com vegetação rasteira e herbácea da costa do litoral do sul do Brasil. Também há pequenos bosques com árvores plantadas (eucaliptos e pinhos). Dunas de areia relativamente altas são encontradas em toda a área municipal. Localiza-se na Planície Litorânea a qual se estende por toda costa Leste do Brasil. Essa restinga é uma alongada faixa arenosa, estendendo-se de Torres até o limite do Canal do Rio Grande. É dominado pelas areias lagunares-marinhas em formação de Dunas. Em alguns trechos, como na Ponta Rasa, há algumas formações de areia misturadas com partículas de argila vermelha, que o vento trouxe dos barrancos.

Acidentes[editar | editar código-fonte]

Enquanto a costa do Atlântico apresenta as mesmas características do Litoral Sul-brasileiro, sendo retilínea, sem acidentes,monótona a se perder no horizonte, sem enseadas nem ancoradouros, a costa da Lagoa dos Patos abre-se em vastas enseadas, formada por diversos "pontais", ou seja, pontas arenosas que sobressaem no litoral oeste: pontal Leste da Barra, ponta dos Pescadores, ponta do Retiro, ponta Rasa, ponta dos Lençóis, ponta de Bujuru, entre outros. Entre os poucos acidentes geográficos, destacam-se, na Lagoa dos Patos: a ilha dos Ovos, a ilha da Saragonha e a ilha do Arvoredo. Podemos mencionar, ainda, a barra do Estreito, durante o inverno.

Relevo[editar | editar código-fonte]

A denominação restinga está relacionada com a formação dos terrenos que constituem o território onde se localiza o Município. Esses terrenos são de formação recente, isto é, formados por sedimentos retirados do continente e sedimentos de origem marinha. Isso significa dizer que esse cordão arenoso, localizado paralelamente a costa, teve formação geológica posterior à do continente. Do ponto de vista estrutural, as restingas litorâneas serão definidas a partir das grandes acumulações sedimentares de origem recente: marinha e continental. Situada na planície costeira, a restinga encontra-se 4 metros acima do nível do mar. O relevo é plano e aparecem as dunas muito comuns na paisagem local. As rochas são sedimentares: areia e argila.

Clima[editar | editar código-fonte]

Localizado na zona temperada do sul, abaixo do trópico de Capricórnio, o clima de São José do Norte é temperado oceânico (Cfb), cujas temperaturas se apresentam brandas, com as estações do ano razoavelmente bem definidas e as chuvas bem distribuídas ao longo do ano, não havendo estação seca. O município apresenta essas características, apesar das diferenças locais em relação à altitude do relevo (localiza-se na planície) e à proximidade do mar (situa-se entre o Oceano Atlântico e a Lagoa dos Patos).

Nas planícies, os invernos são menos rigorosos do que nas áreas mais elevadas. A presença do mar influencia nisto, pois este tem a função de regulador térmico. Nas regiões litorâneas, também se destacam alguns fenômenos típicos como as brisas, os nevoeiros e elevado grau de umidade.

O clima é ameno, com temperaturas máximas em torno de 25 °C, e mínimas de aproximadamente 12 °C, obtendo, esta faixa do litoral, médias anuais em torno de 18 °C. O vento Minuano sopra com bastante intensidade, principalmente no inverno (rebojo). Na maior parte do ano, registram-se temperaturas amenas, caindo bastante durante os meses de maio, junho, julho e agosto. Os verões não são muito quentes e, a partir da primavera, acentua-se a presença de um vento que sopra do nordeste, denominado nordestão.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

O solo do município é constituído de rochas sedimentares (areia e argila). A vegetação é modesta, do tipo rasteira, com árvores esparsas, como: eucalipto, figueira, coqueiro e alguns arbustos como: maricá, aroeira e outros. Na região, ainda podem ser avistados bosques com vegetação nativa conhecidos como capões. As árvores nativas mais abundantes são figueira (branca e vermelha), curunilha, rebenqueiro, coqueiro, butiazeiro, goiabeira, maria-mole. O reflorestamento com "Pinus Elliottii" ocupa grandes extensões no Município. Trata-se de cultura com fins lucrativos. No trecho final da Laguna, aparecem os canais: do Norte e do Rio Grande que vão se encontrar próximos à barra do Rio Grande, levando águas lagunares ao encontro das águas oceânicas. A cidade que é porto natural, contou no passado com uma alfândega que fazia a inspeção e fiscalização das embarcações que trafegavam na região. Com o passar do tempo, o porto foi desativado ficando, para a vizinha cidade do Rio Grande, todas as atividades portuárias da região.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

O município apresenta algumas lagoas interiores que recebem nomes locais como: lagoa do Tesoureiro, lagoa das Capivaras, lagoa do Estreito e lagoa do Bujuru. Temos, ainda. a lagoa do Moinho, localizada na Arroio do Inhame, a lagoa da Tuneira situada no Retovado, a lagoa do Juncal, em Bujuru. Os arroios e pequenos córregos também fazem parte da paisagem local e adquirem maior volume de água durante a estação chuvosa. Devido à baixa altitude do relevo, a restinga apresenta ainda: sangas, banhados e terrenos úmidos chamados chape-chape. A Laguna dos Patos banha toda a costa oeste da restinga de São José do Norte e na região compreendida entre a linha da Feitoria e a embocadura do canal do Norte, constitui-se em um grande estuário. Este complexo hidrográfico descarrega cerca de 70% das águas continentais do Rio Grande do Sul no Oceano Atlântico. As águas da Laguna dos Patos são de fundamental importância para os moradores do Município tanto como via de acesso no transporte marítimo como para a alimentação através da Pesca.

Economia[editar | editar código-fonte]

A economia do município tem como piliares principais a Agricultura, o Extrativismo Vegetal, a Pesca e a Pecuária. A pesca, a agricultura e a pecuária acompanham a economia do município desde de os tempo em que ainda era vilam, ja o extrativismo tem seu papel na movimentação da economia municipal no últimos anos.

Agricultura[editar | editar código-fonte]

A Agricultura do município baseia-se em dois pilares: o cultivo de arroz e o de cebola. O cultivo de arroz encontra-se distribuído por todo o município, mas a maior quantidade do produto é produzida próxima à vila de Bujuru, perto da Lagoa dos Patos, onde alguns latifundiários utilizam uma reserva de água ligada à lagoa, abastecida em épocas em que a água está doce. O cultivo de cebola também se distribui por todo o município, que tem nos 2º e 3º distritos pequenas lavouras para sustento próprio, já que a mão de obra para este fim é pouca. Já no 3º Distrito, graças à proximidade com a cidade e à grande mão de obra, encontram-se grandes plantações. Também são grandes as plantações nas proximidades da Praia do Mar Grosso.

Extrativismo vegetal[editar | editar código-fonte]

Extração de resina de Pinus

O extrativismo vegetal no município de São José do Norte, baseia-se na extração de resina de Pinus Elliotti, árvore plantada em larga escala ao longo da costa do oceano atlântico já para esse determinado fim, e no corte e venda da madeira dessa mesma árvore. ia. O extrativismo passou a ser parte significante na economia do município nos últimos anos quando as empresas que já tinha anteriormente feito o reflorestamento com Pinus Elliotti retornaram ao município para realizar a fase final de seus investimentos, que incluem a extração de resina e corte e beneficiamento da madeira da mesma. Assim que chegou ao município as primeiras empresas para extração de resina surgiram empregos consideráveis nessa área, proporcionando a muitas pessoas melhorias nas condições de vida. Por hora o extrativismo ainda emprega muitas pessoas mais este e um mercado próximo do fim já que grande parte de arvore já foi colhida e até que as novas mudas recém plantadas estejam em época de colheita levara alguns anos.

Pecuária[editar | editar código-fonte]

A pecuária marcou o início das atividades econômicas no município. O meio físico é o grande aliado da pecuária o que permite a continuidade desta atividade, pois apresenta condições muito favoráveis à criação de gado: a grande planície com vastas pastagens. A região também é abundante em águas: lagoas, sangas e banhados, tão necessários ao gado. No município de São José do Norte, existem rebanhos bovinos, equinos e ovinos, distribuídos nos três distritos. A exploração destes rebanhos ocorre de forma diferenciada nestes três distritos. O rebanho bovino concentra-se mais no distrito de Bujuru, onde se encontram os animais de melhor genética e de melhor manejo. No primeiro e no segundo distritos, a criação de bovinos é em nível de pequena propriedade e atende ao consumo próprio de leite e carne, funcionando como uma espécie de poupança, pois o produtor compra alguma rês, quando sobra algum dinheiro da cebola, e vende, quando vai mal na agricultura. O rebanho equino distribui-se uniformemente por todo o município, mas, no terceiro distrito, Bujuru, é onde se encontram os melhores animais. A maior parte desses fica dispersa pelas estradas, entre as propriedades e becos e serve, basicamente, para serviços de tração e para lides de campo. O rebanho ovino também se concentra no terceiro distrito. A exploração do rebanho é voltada para a produção de lã. O consumo de carne se dá na propriedade, não sendo vendida normalmente em açougues locais, a não ser em ocasiões especiais, como Natal, Páscoa e outros. Para o abate, são importados animais de outros municípios.

Pesca[editar | editar código-fonte]

Barcos de Pesca ancorados no cais novo

O município possui um grande potencial hidrográfico formado pelas águas da Laguna dos Patos e do Oceano Atlântico. Estas condições naturais lhe permitem plenas condições para o desenvolvimento da atividade pesqueira. A pesca industrial é realizada em alto-mar, além das três milhas, com barcos de grande porte, acima de 12 toneladas. São utilizadas extensas redes de arrasto o que proporciona maior produção. A pesca artesanal é praticada tanto na Laguna dos Patos como nas três milhas oceânicas destinadas a ela. É realizada por pescadores com embarcações de pequeno porte, embarcações de convés aberto (bote) com redes de menor tamanho do que as utilizadas na pesca industrial. Outra dificuldade que os pescadores do município enfrentam é quanto à comercialização, pois não existe um sistema definido, o que tem propiciado a instabilidade do mercado. A produção de São José do Norte é superior a da cidade vizinha Rio Grande, mas o produto da pesca local é quase que totalmente entregue às indústrias rio-grandinas que absorvem a produção. As principais espécies de pescado encontradas em nosso potencial hidrográfico são: camarão, tainha, corvina, anchova, bagre, castanha, pampo, linguado, miragaia, papa-terra, pescadinha, pescada olhuda, viola, cação, savelha, abrótea e outros. Existe, no litoral Atlântico, a pesca do marisco, praticada por turistas e moradores locais para o próprio consumo. O marisco apresenta-se em grandes quantidades, principalmente no verão, chegando à praia por ação das ondas onde freqüentemente se enterram, exigindo muitas vezes dos pescadores o uso de pás para desenterrá-los.

Estaleiro EBR[editar | editar código-fonte]

Com investimento de cerca de R$ 420 milhões para construção de plataforma de extração de petróleo bruto, do grupo Estaleiros do Brasil que se localizará no Cocuruto a cerca de 5 km da cidade, na estrada da barra, a economia municipal deverá passar por grande mudanças e a ter como principal fonte de emprego o polo naval. Assim toda a economia da cidade será alavancada, transformando a cidade em parte do grande polo naval do sul do estado.

Etnias[editar | editar código-fonte]

A principal imigração ocorrida no município foi a vinda de portugueses do arquipélago dos Açores, que influíram profundamente na cultura e na arquitetura da cidade.

Nortenses notáveis[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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