São Mauro

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São Mauro
São Bento ordena a São Mauro que resgate São Plácido. Fra Filippo Lippi, ca.1445.
Nascimento  em Nórcia (Úmbria, Império Bizantino)
Morte século VI
Veneração por Igreja Católica
Festa litúrgica 5 de outubro, 15 de janeiro no Brasil
Atribuições muleta; balança; jovem rapaz levado por um monge, segurando a cruz e a espada de um abade.
Padroeiro alejados; evocado contra o reumatismo, epilepsia, gota, rouquidão, resfriado; Açores; queimadores de carvão; sapateiros (que consertam sapatos); artesãos de cobre; fabricantes de sapatos
Gloriole.svg Portal dos Santos

São Mauro ou Santo Amaro, como é igualmente conhecido de Portugal, foi o primeiro discípulo de São Bento de Núrsia. Ele é mencionado na biografia de São Gregório o Grande do segundo como o primeiro oblato; oferecido ao mosteiro por seus nobres pais romanos como um jovem rapaz a ser trazido para a vida monástica. Quatro histórias envolvendo São Mauro recontadas por Gregório formam um padrão para a formação ideal de um monge Beneditino. A mais famosa dessas envolve o resgate, feito por São Mauro, à São Plácido, um jovem menino oferecido a São Bento na mesma época de São Mauro. O incidente vem sendo reproduzido em muitas pinturas medievais e Renascentistas.

São Mauro e São Plácido são venerados juntos no em 5 de outubro.[1]

São Mauro Abade de Glanfeuil[editar | editar código-fonte]

Uma longa Vida de São Mauro aparece no fim do século IX°, segundo a tradição, composta por um dos contemporâneos de São Mauro. De acordo com este relato, o bispo de Le Man, no oeste da França enviou uma delegação solicitando à São Bento que um grupo de monges viajasse da nova abadia Beneditina de Monte Cassino para estabelecer vida monástica na França, de acordo com a Regra de São Bento. A Vida reconta a longa jornada de São Mauro e seus companheiros da Itália à França, acompanhada por muitas aventuras e milagres como São Mauro é transformado de um obediente discípulo de São Bento em um poderoso santo milagreiro da sua própria maneira. Após a grande jornada, São Mauro fundou a Abadia de Glanfeuil como o primeiro mosteiro Beneditino na França. Ela se localiza no banco sul do Rio Loire, a alguns poucos quilômetros a leste de Angers. A Nave de sua igreja do décimo terceiro século e algumas vinhas permanecem até hoje (de acordo com a tradição, o vinho chenin foi primeiramente cultivado neste mosteiro). Do mosteiro, resta apenas uma parede com uma cruz, conhecida por cruz de São Mauro.

Referências

  1. Martyrologium Romanum (Libreria Editrice Vaticana 2001 ISBN 88-209-7210-7)

Fontes[editar | editar código-fonte]

  • Rosa Giorgi; Stefano Zuffi (ed.), Saints in Art (Los Angeles: Getty Publications, 2003), 272.
  • John B. Wickstrom: "Text and Image in the Making of a Holy Man: An Illustrated Life of Saint Maurus of Glanfeuil (MS Vat. Lat. 1202), Studies in Iconography 14(1994), 53-85.