São Roque (São Paulo)

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Município da Estância Turística de
São Roque
"Cidade do vinho"
Centro de São Roque

Centro de São Roque
Bandeira da Estância Turística de São Roque
Brasão da Estância Turística de São Roque
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 16 de agosto
Fundação 16 de agosto de 1657 (356 anos)
Gentílico são-roquense
Prefeito(a) Daniel de Oliveira Costa (PMDB)
(2013–2016)
Localização
Localização da Estância Turística de São Roque
Localização da Estância Turística de
São Roque em São Paulo
Estância Turística de São Roque está localizado em: Brasil
Estância Turística de
São Roque
Localização da Estância Turística de
São Roque no Brasil
23° 31' 44" S 47° 08' 06" O23° 31' 44" S 47° 08' 06" O
Unidade federativa  São Paulo
Mesorregião Macro Metropolitana Paulista São Paulo/2014<http://saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia.php?id=236960
Microrregião Sorocaba IBGE/2008[1]
Região metropolitana Sorocaba
Distância até a capital 62 km[2]
Características geográficas
Área 307,553 km² [3]
População 78 873 hab. Censo IBGE/2010[4]
Densidade 256,45 hab./km²
Altitude 771 m
Clima subtropical cwa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,82 muito alto PNUD/2000[5]
PIB R$ 1 040 799,311 mil IBGE/2008[6]
PIB per capita R$ 15 380,74 IBGE/2008[6]
Página oficial

São Roque é um município brasileiro do estado de São Paulo, situado na Região Metropolitana de Sorocaba, na Mesorregião Macro Metropolitana Paulista e na Microrregião de Sorocaba. Localiza-se a uma latitude 23º31'45"Sul e a uma longitude 47º08'07" Oeste, estando a uma altitude de 771 metros. De acordo com os dados do IBGE, relativos ao ano de 2010, a população corresponde a 78 873 habitantes.[7]

Estância turística[editar | editar código-fonte]

São Roque é um dos 29 municípios paulistas considerados estâncias turísticas pelo Estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual. Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar junto a seu nome o título de Estância Turística, termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais.

História[editar | editar código-fonte]

Fundada na segunda metade do século XVII pelo bandeirante Pedro Vaz de Barros - mais conhecido como Vaz-Guaçu - a cidade surgiu de uma enorme fazenda e uma capela por ele erigida no local. A capela - então erigida onde hoje é a Praça da Matriz - foi levantada em devoção a São Roque. A fazenda tinha por objeto o cultivo de vinhedos e de trigais, utilizando-se mão-de-obra indigena forcada e mais tarde, de escravizados negros. Pouco depois da criação dessa fazenda, o irmão de Pedro Vaz - Fernão Paes de Barros, também veio a se instalar em São Roque, nos mesmos moldes que seu irmão, fundando uma fazenda e uma capela, contudo em louvor a Santo Antonio.[8]

A capela original a São Roque, bem como as igrejas barrocas que a sucederam no Largo da Matriz foram derrubadas e sucessivamente "modernizadas", assim como todo o entorno paisagístico do Largo da Matriz. Ao que consta, até a década de 1940, o Largo da Matriz era formado por um conjunto arquitetônico barroco, tendo a sua volta casarões.

Antes de ter sido elevado à condição de vila em 1832, o povoado foi declarado freguesia de Santana de Parnaíba, no ano de 1764.Em 1864, é elevado à categoria de município. Entre 1872 e 1875, é inaugurada a Santa Casa de Misericórdia e a estação da Estrada de Ferro Sorocabana. No final do século XIX, tem sua economia impulsionada pela chegada de imigrantes italianos.[8]

Em 08.04.1834, é criado o I Cartório de Protesto de Notas e Títulos. O fórum judicial é criado em 15.04.1873, com a instalação de dois ofícios judiciais. Um ano depois, é criado o 1º Cartório de Registro de Imóveis. Em 01.01.1889, é instalado o Primeiro Ofício do Registro Civil das Pessoas Naturais. Em 1893, é instalado o 2º Cartório de Protesto de Notas e Títulos.[9]

Ao que consta, essas melhorias foram levadas a cabo em função da influência político do Sr. Antônio Joaquim da Rosa, o Barão de Piratininga, importante personalidade sanroquense, e ao que consta, amigo pessoal do Imperador D. Pedro II.[10] O Barão de Piratininga chegou, inclusive, a ser nomeado presidente da província de São Paulo no ano de 1869.[11]

Em 1890, o industrial italiano Enrico Dell'Acqua funda a BRASITAL, uma das primeiras indústrias têxteis do Brasil, a qual funcionou até meados dos anos 1970. Hoje, faz parte do patrimônio público municipal, abrigando um centro cultural e educativo, bem como a biblioteca municipal.[12]

A partir de 1880 que ressurgiu em São Roque a segunda fase da vitivinicultura, graças à iniciativa, quase simultânea, de três pioneiros: o lavrador José Casali, o engenheiro da Estrada de Ferro Sorocabana Dr. Eusébio Stevaux, francês de origem, e o sanroquense Antonio dos Santos Sobrinho, o Santinhos, como era conhecido. Dos três, apenas o Sr. Casali se dedicou à vinicultura com fins comerciais, mas todos eles tiveram seguidores. O município apresentava condições ideais para a cultura da vinha, mas os métodos empregados na vinicultura eram os mais empíricos, pois os que a este ramo se dedicavam, seguiam preceitos muito antiquados, conforme haviam aprendido de seus antepassados, e sem nenhum apoio dos poderes públicos. O cultivo da vinha, de fins do século XIX, até a primeira década do século XX, foi se desenvolvendo lentamente.

A primeira tipografia da cidade é criada pelos irmãos Boccato, que passam a editar um semanário chamado "O Democrata". O jornal foi fundado em 1 de maio de 1917.[13] O primeiro ginásio da cidade, a escola "Horácio Manley Lane" foi fundada em 1947.[14]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Possui uma área de 308,35 km².

Está situada a cerca de 55 quilômetros da capital do estado.

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima de São Roque é o subtropical Cwa, segundo a classificação climática de Köppen,com média no mês mais quente, fevereiro, de 23,1 °C e média no mês mais frio, julho, de 15,5 e a média de precipitação anual é de 1352mm, geadas ocorrem em praticamente todos os invernos, em julho de 2000, São Roque registrou uma temperatura de -3 °C, segundo o governo do estado de São Paulo.

Gráfico climático para São Roque
J F M A M J J A S O N D
 
 
278
 
28
16
 
 
137
 
29
16
 
 
136
 
29
16
 
 
48
 
27
14
 
 
55
 
24
10
 
 
27
 
25
9
 
 
81
 
23
8
 
 
27
 
25
10
 
 
72
 
26
11
 
 
115
 
27
13
 
 
152
 
27
14
 
 
219
 
28
15
Temperaturas em °CPrecipitações em mm
Fonte: Ciiagro

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

  • Rio Aracaí
  • Rio Carambeí
  • Rio Guaçu

Transporte público[editar | editar código-fonte]

A Viação São Roque é a empresa que opera as linhas de ônibus no município. Todas as rotas municipais saem no terminal urbano localizado aos fundos da Estação Rodoviária, e atendem toda a zona urbana e os bairros rurais, além de Mailasqui, São João Novo e Canguera.

A cidade também conta com vários pontos de táxis localizados na área central e na Estação Rodoviária.

Já o transporte suburbano é operado por quatro empresas: Viação São Roque Ltda. (para Mairinque, Alumínio e Ibiúna), Rápido Luxo Campinas Ltda. (para Sorocaba), Viação Piracicabana (para Itapevi, Araçariguama,Pirapora do Bom Jesus, Jandira, Barueri, Carapicuíba, Osasco, Vargem Grande Paulista e Cotia) e Viação Cometa (para São Paulo, Sorocaba e Itapetininga). Todas as linhas operam em um terminal suburbano localizado ao lado da Estação Rodoviária.

Rodovias[editar | editar código-fonte]

O município é ligado à capital do estado por meio de duas rodovias, a Raposo Tavares SP-270 e a Castelo Branco SP-280. A primeira também liga São Roque a Sorocaba, o centro econômico regional mais importante da região. Existe uma ferrovia ligando São Roque a São Paulo e a Sorocaba: trata-se da antiga "linha sorocabana".

A ferrovia, contudo, hoje em dia, somente é usada para o transporte de carga, já que o transporte de passageiros foi extinto no ano de 1999, após a privatização da companhia proprietária da linha férrea, a companhia estadual FEPASA.[15] Assim, por meio de transporte coletivo, somente é possível chegar à cidade por meio de ônibus, o qual é operado por duas companhias. O trajeto da rodoviária de São Roque até a rodoviária da Barra Funda é percorrido de uma hora a quarenta a cinco minutos a duas horas, dependendo da fluência do trânsito nas Marginais do Tietê e Pinheiros.

Turismo[editar | editar código-fonte]

São Roque abriga a "Casa e a Capela do Sítio Santo Antonio", um bem cultural de relevância nacional, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional IPHAN no ano de 1941. A casa-grande foi edificada no século XVII, no ano de 1681, pelo bandeirante Fernão Paes de Barros. Trata-se de conjunto arquitetônico de natureza singular, formado por uma casa-grande e uma capela feitas em taipas de pilão, sendo a mais antiga da região. Um dos primeiros a reconhecer seu valor arquitetônico e histórico foi o escritor modernista Mário de Andrade- cuja família doou o imóvel ao Patrimônio Histórico Nacional após sua morte, conforme desejo do escritor.[16]

Digna de ser visitada é a reserva ecológica conhecida localmente como "Mata da Câmara", um parque municipal no qual se pode admirar a vegetação natural da Mata Atlântica, com suas típicas orquídeas, bromélias, etc. A área faz parte do chamado "cinturão verde da Mata Atlântica", reconhecido como patrimônio natural da humanidade pela UNESCO.[17]

A cidade é, ao lado de Jundiaí, uma das poucas do estado de São Paulo que produzem vinho, pelo que é também conhecida. As vinícolas sanroquenses (VINHOS DE SÃO ROQUE), contudo, não produzem a própria uva. Situadas próximas à zona urbana, distribuídas a partir do km 60 da Rodovia Raposo Tavares e pela Estrada do Vinho, elas costumam receber turistas aos fins-de-semana.</ref>

Curioso é que a cidade, apesar de estar situada entre os Trópicos de Câncer e o de Capricórnio, disponha de uma "estação de esqui". Trata-se de uma pista artificial - feita de plástico - situada em um parque privado.

Administração[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Erro de citação: Tag <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs chamadas IBGE_DTB_2008
  2. Distâncias entre a cidade de São Paulo e todas as cidades do interior paulista. Página visitada em 26 de janeiro de 2011.
  3. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  4. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  5. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  6. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  7. Título não preenchido, favor adicionar.
  8. a b Confederação Nacional dos Municípios Brasileiros: http://www.cnm.org.br/municipio/historia.asp?iIdMun=100135568. Última visita em 08.08.2008.
  9. Ministério da Justiça, Cadastro de Cartórios do Brasil: http://www.mj.gov.br/CartorioInterConsulta/consulta.do
  10. Kliass, Rosa: Meu São Roque (já citado); São Roque, do Vinho Ao Turismo, Camara Municipal dos Vereadores de São Roque:http://www.camarasaoroque.sp.gov.br/srturismo.asp. Última visita em 08.08.2008.
  11. Relatorio com que s. exc. o sr. senador barão de Itauna passou a administração da provincia ao exm. sr. commendador Antônio Joaquim da Rosa, 3.o vice-presidente. São Paulo, Typ. Americana, 1869.:http://brazil.crl.edu/bsd/bsd/1009/000002.html. Última visita em 08.08.2008.
  12. Prefeitura Municipal de São Roque: http://www.saoroque.sp.gov.br/saoroque/homesite/site.asp?pag=288&nivel=2
  13. Jornal "O Democrata": http://www.odemocrata.com.br/250708/. Última visita em 08.08.08.
  14. Jornal "O Democrata", 26.11.2007: http://www.odemocrata.com.br/261007/omatilde.asp. Última visita em 08.08.2008.
  15. GIESBRECHT, Ralph Menucci, Estações ferroviárias do Brasil: http://www.estacoesferroviarias.com.br/s/sroque.htm. Última visita em 07.08.2008
  16. Arquivo Noronha Santos do IPHAN:http://www2.iphan.gov.br/ans/inicial.htm. Última visita em 07.08.2008.
  17. Cf.: http://www.unesco.org/mabdb/br/brdir/directory/biores.asp?mode=all&code=BRA+01. Última visita em 07.08.2008.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]