São Sepé

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Município de São Sepé
"Ouro de Terra"
Bandeira desconhecida
Brasão de São Sepé
Bandeira desconhecida Brasão
Hino
Fundação 29 de abril de 1876 (138 anos)
Gentílico sepeense
Prefeito(a) Leo Carlos Girardello (PP)
(2013–2016)
Localização
Localização de São Sepé
Localização de São Sepé no Rio Grande do Sul
São Sepé está localizado em: Brasil
São Sepé
Localização de São Sepé no Brasil
30° 09' 39" S 53° 33' 54" O30° 09' 39" S 53° 33' 54" O
Unidade federativa  Rio Grande do Sul
Mesorregião Centro Ocidental Rio-grandense IBGE/2008[1]
Microrregião Santa Maria IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Santa Maria, São Gabriel, Caçapava do Sul, Formigueiro, Vila Nova do Sul, Restinga Seca, Cachoeira do Sul
Distância até a capital 270 km
Características geográficas
Área 2 188,832 km² [2]
População 23 798 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 10,87 hab./km²
Altitude 85 m
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,775 alto PNUD/2000[4]
PIB R$ 329 065,738 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 13 487,96 IBGE/2008[5]
Página oficial

São Sepé é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul.

História[editar | editar código-fonte]

O território do atual município de São Sepé fez parte da Vila de Rio Pardo, um dos quatro primeiros municípios da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul, desde sua criação em 1809 até 1819, quando a antiga freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Cachoeira é elevada à condição de vila, a quem seu território passa pertencer. Com a elevação de Caçapava do Sul a vila, em 1831, parte do atual território de São Sepé ficou pertencendo à administração daquele município.

A tão sonhada construção da Capela de Nossa Senhora da Conceição ocorreu quando da criação da freguesia, autorizada pela Resolução n.66 de 6 de junho de 1846. A emancipação de São Sepé veio após muitas lutas, no ano de 1876, quando a Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de São Sepé foi elevada a vila.

Com o crescimento do povoado, São Sepé elevou-se à categoria de Vila pela Lei Provincial n.1209 de 29 de abril de 1876, sendo instalado o município em 15 de março de 1877, formando-se com territórios de Caçapava do Sul e de Cachoeira do Sul.

Pelo Decreto nº 7.199, de 31 de março de 1938, São Sepé é elevada à categoria de Cidade, confirmando uma posição regional de destaque.

Origem do nome[editar | editar código-fonte]

Existem duas versões a respeito da origem do nome São Sepé. A popular diz que o nome do município é uma homenagem à memória do valente guerreiro Sepé Tiaraju, que nasceu, viveu e combateu nos Sete Povos das Missões, na época pré-açoriana. Os missionários ensinavam que ganhariam o céu aqueles que tombassem em luta pela defesa das Reduções Cristãs contra os exploradores. Por esse motivo, segundo a tradição, o guerreiro morto passou a ser invocado como São Sepé, tornando-se assim símbolo do sentimento indígena de libertação.

Historiadores asseguram que no território do hoje município de São Sepé, havia um conjunto de aldeias da tribo dos Guaranis, da qual Tiaraju seria cacique, originando-se assim, a referência póstuma feita ao índio Sepé, de tanto simbolismo na memória popular.

Outra versão afirma que São Sepé teve origem em uma estância missioneira já existente em 1751, chamada San Sepé e que o nome São Sepé que se atribuiu ao município não em relação direta com o índio Sepé Tiaraju.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localiza-se a uma latitude 30º09'38" sul e a uma longitude 53º33'55" oeste, estando a uma altitude de 85 metros. Sua população estimada pelo IBGE em 2007 era de 23.578 habitantes. Fica perto da cidade de Santa Maria.

Economia[editar | editar código-fonte]

A economia do município é baseada nas atividades agropastoris, com destaque para as culturas do arroz, soja (mais expressivas) e milho. Na pecuária destacam-se as criações de gado de corte e leite. São Sepé assiste a uma debandada populacional para os centros maiores, especialmente por parte dos jovens que buscam formação profissional nas universidades das cercanias.

São Sepé não vive mais seu apogeu. Pelo contrário, agora, devido a grande quantidade de pessoas idosas e ao número também enorme de crianças, a população ativa deste município acabou bastante reduzida, logo, a arrecadação da cidade não é suficiente para assegurar as necessidades mais emergenciais.

Turismo[editar | editar código-fonte]

As atrações turísticas de São Sepé ainda não têm expressão econômica, mas podem seduzir os visitantes para que vejam um fogo-de-chão, permanentemente aceso há mais de 200 anos. São seis gerações que alimentam as chamas durante 24 horas, há mais de 200 anos. A Gruta do Marco, entre Tupanci e Cerrito, faz homenagem à índia Pulquéria que teria estado ali. A Fonte da Bica, a Praça das Mercês e a Igreja de Nossa Senhora das Mercês são outros atrativos a incrementar o turismo do município.

Fogo de Chão[editar | editar código-fonte]

Na Fazenda Boqueirão, em São Sepé, o fogo de chão é mantido aceso desde o início do século XIX - há mais de 200 anos, portanto. Ao redor desse fogo, os gaúchos que lidavam com o gado se aconchegavam contra o frio, passavam o chimarrão de mão em mão e tomavam decisões. A família Simões Pires, agora na sexta geração, mantém esse fogo de chão permanentemente aceso, alimentado por toras de madeira de lei chamadas guarda-fogo. Localizada no hoje distrito de Vila Block, a propriedade rural de São Sepé é o centro de romarias nativistas e tradicionalistas para cultuar essa chama que não se apaga.

Mídia[editar | editar código-fonte]

Circulam atualmente no município de São Sepé três jornais semanais impressos: "A Fonte", "A Palavra", "O Guia", além de um jornal eletrônico, o "Jornal do Garcia" (disponível somente na internet). Entre os jornais que já circularam anteriormente cita-se "O Centenário" e "A Cidade", editado nos municípios de São Sepé e Caçapava do Sul. Existem ainda duas rádios, uma em AM e outra em FM.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]