São João do Araguaia
| Município de São João do Araguaia | |||||
| "São João Forte do Tocantins" |
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Avenida principal de São João do Araguaia |
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| Hino | |||||
| Fundação | Não disponível | ||||
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| Gentílico | Não disponível | ||||
| Prefeito(a) | Marlene Correa Martins (PMDB) (2009–2012) |
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| Localização | |||||
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| Unidade federativa | |||||
| Mesorregião | Sudeste Paraense IBGE/2008 [1] | ||||
| Microrregião | Marabá IBGE/2008 [1] | ||||
| Municípios limítrofes | Bom Jesus do Tocantins (Pará) e São Pedro da Água Branca (Maranhão), ao norte; Esperantina (Tocantins) e Araguatins (Tocantins) a leste; São Domingos do Araguaia e Brejo Grande do Araguaia, a sul; Marabá, a oeste. | ||||
| Distância até a capital | 724 Km km | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 1 280,010 km² [2] | ||||
| População | 13 149 hab. IBGE/2010[3] | ||||
| Densidade | 10,27 hab./km² | ||||
| Altitude | 99 m | ||||
| Clima | Tropical quente e úmido. | ||||
| Fuso horário | UTC−3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,582 médio PNUD/2000 [4] | ||||
| PIB | R$ 39 883,678 mil IBGE/2008[5] | ||||
| PIB per capita | R$ 3 333,92 IBGE/2008[5] | ||||
São João do Araguaia é um município brasileiro do estado do Pará. Tem esse nome em alusão ao Rio Araguaia, que banha a cidade. Localiza-se a uma latitude 05º21'30" sul e a uma longitude 48º47'29" oeste, estando a uma altitude de 99 metros. Sua população estimada em 2004 era de 15 801 habitantes. Possui uma área de 1301,739 km².
Índice |
[editar] História
As ideias de colonização, no Alto Tocantins, do capitão-general José Tello de Menezes, determinaram a fundação em 1779, de um lugar situado à margem esquerda do Rio, com o nome de São Bernardo da Pederneira. Nas imediações desse lugar, havia um numeroso mocambo chefiado por Maria Aranha, que deu origem a um povoado em 1780. O engenheiro João Vasco Manuel de Braum denominou-o de Alcobaça, onde foi construído um forte chamado Nossa Senhora de Nazaré de Alcobaça, que foi destruído, posteriormente.
Em 1797, esse Forte foi reconstruído por Joaquim José Máximo, reunindo os habitantes de Alcobaça e Pederneira, fundando o Registro de Itaboca, que mudou de lugar duas vezes até que se situou à margem esquerda do rio Tocantins, com a denominação de São João do Araguaia. Com a decadência desse povoado, foi criada uma colônia militar e em 1850, o tenente Constâncio Dias Martins, juntamente com alguns praças e famílias da Colônia de Santa Teresa, fundada junto da Cachoeira de Itaboca, e o frei Mano el Procópio do Coração de Maria, mudaram-se para São João do Araguaia, contribuindo para a povoação do lugar. Além disso, as missões dominicanas, auxiliadas pelo governo do Estado e pela Associação de Catequese Paraense, tendo à frente frei Gil de Vila Nova, colaboraram para o desbravamento da região.
Com a Lei nº 783, de 4 de outubro de 1901, São João do Araguaia ganhou a categoria de povoado, instalado pelo Decreto nº 1.143, de 19 de fevereiro de 1902, foi instalado no dia 1º de janeiro de 1903. Durante o governo de Augusto Montenegro, através da Lei nº 1.069 de 5 de novembro de 1908, recebeu a categoria de vila, sendo o Município instalado oficialmente no dia 4 de fevereiro de 1909. A Lei nº 2.116, de 3 de novembro de 1922, extinguiu este Município e sua área foi anexada a do município de Marabá. Por volta de 1956 São João do Araguaia era distrito de Marabá, juntamente com Santa Isabel do Araguaia. Esta situação permaneceu até 1961, ocasião em que a Lei nº 2.460 de 29 de dezembro do referido ano, restabeleceu sua autonomia, com área desmembrada de Marabá.
Pela Lei nº 5.448, de 10 de maio de 1988, o município de São João do Araguaia foi desmembrado para a criação do município de Brejo Grande do Araguaia, assim como, perdeu o distrito de São Raimundo do Araguaia que passou a fazer parte do novo Município. Com área desmembrada desse Município, foram criados, também, no mesmo mês, conforme o dispositivo da Lei nº 5.454, os município de Bom Jesus do Tocantins e São Domingos do Araguaia.
Em 1991, o Município de São João do Araguaia sofreu novo desmembramento de suas terras, desta vez para dar origem ao município de São Domingos do Araguaia. Atualmente, está constituído de dois Distritos: São João do Araguaia (sede) e Apinagés.
[editar] Economia
A economia de São João sempre teve forte ligação com o extrativismo vegetal, sobretudo a extração de Caucho e Castanha do pará. Atualmente, contudo diversas há atividades econômicas que compõem o produto interno bruto do município, em destaque, a atividade agropecuária, a extração e industrialização da madeira, a produção de carvão vegetal, o comércio e os serviços.
- Extrativismo vegetal e mineral.
Nos primórdios do povoado de São João, o florescimento da economia local foi dada pelo extrativismo, principalmente porquê a sede do município situa-se como um entroncamento fluvial entre os rios Araguaia e Tocantins. Os principais produtos extraídos e comercializados eram o caucho, a castanha do pará e a andiroba.
A extração do caucho que foi um dos grandes sustentáculos do município até o início da década de 1960, declinado vertiginosamente até se extinguir na década de 1990. A extração e comercialização da castanha do pará e da andiroba até o fim da década de 1980 foram os principais produtos agrícolas produzidos por São João, perdendo participação para a agropécuária desde a década de 1990. A extração e comercialização da castanha ainda permanece como atividade econômica do município, mas não figura mais como um ator principal do desenvolvimento econômico de São João.
A extração de gemas minerais nas rochas do leito do Rio Tocantins também foram importantes atividades econômicas do município da década de 1910 até a década de 1930. Eram principalmente encontradas rochas de diamante nos garimpos no leito do Tocantins.
- Atividade agropecuária, carvão vegetal e indústria madeireira.
O município de São João sofreu um forte impacto socioeconômico com a abertura da Rodovia Transamazônica. Com a abertura da rodovia em meados da década de 1970, o município teve toda a sua cadeia produtiva modificada, passando de uma localidade que tinha sua vida econômica focada basicamente no extrativismo, para ser um dos municípios integrantes da "Fronteira agrícola amazônica".
A agropecuária é responsável hoje por grande parte da composição do PIB municipal. As principais atividades desenvolvidas no território de São João são a criação e o abate de bovinos, a produção leiteira, a criação e o abate de aves, a produção e o beneficiamento de grãos (arroz, feijão e milho), a produção de mandioca e a produção de hortaliças.
A indústria madeireira foi uma atividade de grande importância para São João, sobretudo durante as décadas de 1980 e 1990. A extração e industrialização da madeira trouxe grande dividendos econômicos para o município, contudo provocou um passivo ambiental muito grande à São João, pois derrubava extensas áreas de floresta nativa. As indústrias do setor madeireiro foram gradualmente sendo fechadas, por trabalharem de forma irregular. Hoje restam algumas poucas indústrias madeireiras em funcionamento, operando a rigor da lei, de forma regular.
A produção de carvão vegetal é uma atividade econômica que ganhou expressão no município recentemente. O carvão vegetal começou a ser produzido em São João no início da década de 1990, crescendo sua produção muito rapidamente No entanto a atividade trazia, assim como a indústria madeireira, um grande passivo ambiental para o município pois desflorestava grandes áreas de floresta para ser produzido. Por força de lei as indústrias carvoeiras e as siderúrgicas sediadas em Marabá (que demandam o carvão), foram obrigadas a modificar seu modelo de produção, investindo em reflorestamento e produção de carvão através do coco da palmeira babaçu.
[editar] Galeria
Referências
- ↑ a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 de dezembro de 2010.
- ↑ Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
- ↑ Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 de dezembro de 2010.