São Joaquim da Barra
| Município de São Joaquim da Barra | |||||
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| Hino | |||||
| Aniversário | 30 de Maio | ||||
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| Fundação | 30 de maio de 1898 (113 anos) | ||||
| Gentílico | joaquinense | ||||
| Lema | É bom viver aqui | ||||
| Prefeito(a) | Maria Helena Borges Vannuchi (Partido dos Trabalhadores (PT)) (2009–2012) |
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| Localização | |||||
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| Unidade federativa | |||||
| Mesorregião | Ribeirão Preto IBGE/2008[1] | ||||
| Microrregião | São Joaquim da Barra IBGE/2008[1] | ||||
| Municípios limítrofes | Guará (N); São José da Bela Vista (E); Orlândia (S); Morro Agudo (SO), Ipuã (O) | ||||
| Distância até a capital | 396 km | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 412,271 km² [2] | ||||
| População | 46 524 hab. Censo IBGE/2010[3] | ||||
| Densidade | 112,85 hab./km² | ||||
| Altitude | 625 m | ||||
| Clima | Tropical Semi-úmido Verão 30 35°, Inverno 15 10° | ||||
| Fuso horário | UTC−3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,81 elevado PNUD/2000[4] | ||||
| PIB | R$ 721 873,166 mil IBGE/2008[5] | ||||
| PIB per capita | R$ 15 767,62 IBGE/2008[5] | ||||
São Joaquim da Barra é um município brasileiro do estado de São Paulo. Localiza-se a uma latitude 20º34'53" sul e a uma longitude 47º51'17" oeste, estando a uma altitude de 625 metros. Sua população estimada em 2004 era de 44.472 habitantes.
Índice |
[editar] História
O município já se chamou Jussara, São Joaquim de Oiçaí, São Joaquim de Nuporanga, Capão do Meio e São Joaquim, acrescentou-se da Barra ao nome por causa do córrego da Barra divisor dos municípios de Ipuã e São Joaquim da Barra. Pouso habitual de viajantes e tropeiros no percurso entre Ipuã e Nuporanga.
O município surgiu no início do século XIX, devido ao êxodo dos moradores do sul da Província de Minas Gerais, atraídos pela riqueza da terra, pelo clima agradável e boas aguadas. Nascia o povoado de São Joaquim quase 100 anos depois disto, em 1898. Trilhos da Companhia Mogiana e da primeira casa de comércio na estrada que ligava Batatais e Nuporanga a Sant’Ana dos Olhos d’Água(hoje Ipuã) foram motivos do crescimento do município.
Moradores entre os quais Manoel Gouveia de Lima e seu irmão João Miguel de Lima, João Batista da Silveira e Francisco de Lima,espalhados pelas beiras de córregos e riachos sentiram a necessidade de maior convívio social e organizaram uma comissão para obter fundos e adquirir algumas terras que constituíssem patrimônio de uma povoação. José Esteves de Lima arrematou em leilão público, na comarca de Nuporanga, em 21 de janeiro de 1895, uma área situada na fazenda “São Joaquim”.
Um dos desbravadores está o grande e abastado fazendeiro, criador de gado e capitalista, Francisco Garcia Borges ou Francesco Borgese que com sua contribuição, fundaram a primeira capela no então criado povoado. Nascido na Calábria em 1844 em uma rica, tradicional e poderosa família de latifundiários de origem calabresa radicados em São Paulo pertencentes à aristocracia rural, de grandes cafeicultores. Formavam o topo da elite do Império, tendo sua família ajudado mesmo a financiar as despesas do Brasil com a Guerra do Paraguai. Fez seus estudos na Europa onde tinha parentes. Aprendeu francês e piano com a mãe, a aristocrata Theodora Borgese. Conhecido como "Chico Lucas" , altíssimo, muito claro, longa cabeleira caída sobre os ombros e brancos desde jovem, olhos conspícuos e oblongos, próprios da raça, tinha qualquer coisa das figuras do antigo testamento. O sobrenome Lucas ter-lhe-ia vindo do prenome paterno. Casou-se duas vezes. Do primeiro casamento teve 2 filhos, do segundo teve 10 filhos. Deixou numerosa descendência da qual exercia tremenda autoridade sobre até a idade adulta. Orgulhoso do nome e do prestígio de sua família, defendia-na de todos. Depois de uma briga, matou um delegado de polícia local e toda sua família para não ter retaliação, por terem invadido sua fazenda e ofendido moralmente a honra dos Garcia Borges. Vivia de juros, concentrava todo seu interesse no dinheiro. Tinha a obsessão da posse. Francisco Borges era conhecido por ser extremamente irascível, temperamento típico da sua raça. Em 1888, quando ouve a abolição da escravatura, possuia no total 900 escravos, dos quais 70% eram africanos e 30% negros nascidos no Brasil. Grande escravocrata, não concordou com a abolição e ateou fogo nas senzalas de suas fazendas com vários escravos trancados, pois muitos já haviam fujido, e ele não aceitara perder suas "peças" sem ser indenizado, já que a abolição lhe traria uma perda econômica e financeira imensa. Depois disso, participou ativamente junto com outros fazendeiros a favor do regime republicano derrubando a monarquia do Império do Brasil. Com a morte do seu pai e fiel protetor, Lucas Borgese em meados de 1885, Chico Lucas herdou uma imensa fortuna de 3.000 contos de réis. Hoje em dia os pesquisadores consideram R$ 150 milhões. Seu pai oriundo de uma tradicional família do sul da Itália, tranferiu-se para o Brasil onde foi um grande fazendeiro e capitalista. Diziam os relatos da época que seu pai era conhecido por sua altivez, pois a soberba era característica dos Borgese/Borges que conseguiam o que queriam de um jeito ou de outro usando da influência e do dinheiro que dispunham; e de sempre impor sua vontade, caso fosse contrariado, logo puxava uma arma da cintura e resolvia a seu "modo". As coisas eram como ele impunha e pronto. O poder e autonomia do fazendeiro era muito grande. Chegou a ponto de dizer para uma autoridade local: " No Brasil manda o imperador, nesta redondeza e nas minhas terras mando eu." Chico Lucas tinha laços de amizades com importantes figuras do império, como o barão Geraldo de Resende, visconde de Tremembé, avô do escritor Monteiro Lobato, barão de Dourados, José Luis Borges, com o barão de Ubá, primeiro barão com grandeza de Capivari, e com Francisco da Cunha Bueno, visconde de Cunha Bueno. Tinha antiga relação de amizade com a família Almeida Prado. Possuia propriedades na capital paulista e na Europa. Era proprietário da Fazenda São Joaquim, localizado hoje na área que é a cidade de São Joaquim da Barra. Possuia grandes fazendas no Oeste Paulista, Vale do Paraíba e no sul de Minas Gerais com extensas plantações de café e criação de gado. Foi um inovador da cafeicultura e pioneiro na griação de gado europeu no interior paulista. Faleceu em julho de 1907 aos 55 anos de artériosclerose generalizada na sede de sua fazenda deixando uma enorme fortuna a sua mulher, a rica espanhola Marianna Francisca da Rocha Garcia e aos 12 filhos no monte-mor de 70 milhões de réis. Estava entre os mais ricos e poderosos fazendeiros do seu tempo. Todo o poder, riqueza, terras e cafezais dos Lucas Garcia Borges não foram suficientes para se contrapor à decadência que os descendentes passaram com a Grande Depressão da crise de 1929 e para manter os familiares na Europa. Encontra-se sepultado no semitério de São Joaquim da Barra ao lado de sua mulher. Seus desdendentes passaram assinar Borges. No Livro do Dr. Antônio de Almeida Prado, pág.68, há citações sobre a vida deste grande desbravador.
A 30 de maio de 1898, José Esteves de Lima sua mulher Maria Theodora da Conceição assinaram a escritura de doação para o patrimônio de uma capela de São Joaquim. Inúmeras pessoas chegaram então de territórios vizinhos ou distantes, entre elas italianos, espanhóis e portugueses.
Em 1901, começou a construção da primeira capela que teve como padroeiro, São Joaquim e o Distrito de São Joaquim foi criado pela Lei Estadual nº 859, de 6 de dezembro de 1902.
Em 19 de dezembro de 1906 foi levado a categoria de vila pela lei nº 1038. Criado o município pela lei estadual nº 1588 de 16 de dezembro de 1917, com território desmembrado de Orlândia, elevando sua sede à categoria de cidade.
Em 30 de novembro de 1944, pelo Decreto Lei Estadual nº 14374, o nome foi mudado para São Joaquim da Barra.
[editar] Geografia
Possui uma área de 412,271 km².
A topografia do município apresenta-se ondulada, em baixadas e espigões, cujas altitudes variam entre 400 a 625 metros.
O relevo faz parte do planalto Meridional do Brasil.
A altitude máxima é de 625 metros acima do nível do mar.
[editar] Solo
É composto por terrenos areníticos-basálticos (vulcânicos), por isso em seus solos predominam a terra roxa, com grande fertilidade para a agricultura que se desenvolveu inicialmente com o café, o algodão, a soja e a cana-de-açúcar.
[editar] Vegetação
Floresta tropical com áreas de cerrado que foram substituídas pela agropecuária deste o século passado, restando pequenos capões e matas ciliares.
[editar] Hidrografia
Córregos: Da Barra, São Pedro, Lajeado, Santa Fé, São Joaquim, Olaria e Santo Antônio.
Ribeirão do Rosário (afluente do rio Pardo) que recebe os córregos: Sucuri, São Luís, Marimbondo, Milho Vermelho.
Completam o sistema hidrográfico municipal as lagoas: Feia, Redonda e Lagoinha.
[editar] Transporte
[editar] Educação
A rede municipal de Pré-Escola atende mais de 2.000 alunos (2006).
Também existem cinco escolas infantis particulares. EMEIS (Escola Municipal de Educação Infantil) em vários bairros; salas de aula em creches municipais e particulares, 4 CEIS e 14 pré-escolas, Ensino Supletivo-EJA (Alfabetização de Jovens e Adultos), Escola Técnica de Artes Municipal Fabiano Lozano, Biblioteca.
Seis escolas particulares (FEAM-COC, OBJETIVO, ANGLO, Colégio Iara, Colégio Iang, Liceu Paulo Freire). Cursos e atividades particulares livres como: línguas, informática, música, artes, esportes e dança. Encontra-se instalada uma Unidade do Centro Estadual Tecnológico Paula Souza, a Etec Pedro Badran que oferece cursos técnicos ao município e região, o município conta com uma unidade de ensino superior (FACIG) Faculdade de Ciências Gerenciais, com três cursos: Administração, Ciências Contábeis e Turismo.
[editar] Saúde
Na área da saúde conta com os seguintes serviços de Saúde: S.U.S., com atendimento a crianças, gestantes e adultos; Santa Casa de Misericórdia, com 135 leitos, é a proprietária do plano de Saúde "Santa Casa Saúde"; e diversas clínicas de especialidades médicas.
[editar] Ação social
O Fundo Social de Solidariedade forma o trabalho de Assistência Social de São Joaquim da Barra.
Diariamente são atendidas pessoas nos diferentes programas: manicure, cabeleireiro, corte, costura, tricô, pintura em tecido e bordado, atendimento à gestante.
[editar] Economia
Destacam-se a transformação de ferro, siderurgia e laminação, fabricação de peças para máquinas agrícolas, de fabricação de calçados, e de esmagamento de soja para óleo comestível. As usinas de açúcar e álcool também são parte da economia do município. O comércio destaca-se pela variedade de atividades, tornando o município um ponto de referência para a região.
[editar] Agricultura
De um total de 39.900 ha, o município tem uma área agricultável de 32.000 ha, sendo 23.000 ha de cultura de cana, 4.000 ha de cultura de soja, 2.600 ha de cultura de milho e 3.000 ha de pastagens.
[editar] Pecuária
Leite: o município possui aproximadamente 2.500 cabeças sendo a maioria gado cruzado e produz 1.500 litros de leite por dia e 45.000 litros por mês.
Corte: aproximadamente 4.600 cabeças e produção de 73.600 arrobas de carne por ano.
Suínos: a média se mantém 600 cabeças que são abatidas em torno de 150 cabeças/800 arrobas anuais.
Avicultura: produção anual de 500.000 aves por ano e peso de 900.00K/ano.
[editar] Turismo
- Não é o ponto forte da cidade, pois não existe nenhum lugar para ir.
[editar] Festas
Em maio, no final do mês acontece a tradicional "Festa da Soja".
[editar] Religião
No mês de novembro (18 a 27 de novembro) acontece a novena em ação de graças a Nossa Senhora das Graças. No mês de julho, comemora-se a Festa do Padroeiro - São Joaquim, no dia 26, e posteriormente a tradicional Festa do Senhor Bom Jesus da Lapa, com 83 anos de existência.
[editar] Filhos ilustres
- Ana Maria Braga
- Aníbal Pereira dos Reis
- Carlos Alberto Bianchesi
- Paulo de Tarso Vannuchi
- Rolando Boldrin
- Roberto Parizotti
[editar] Administração
- Prefeito: Maria Helena Borges Vannuchi (PT) (2009/2012)
- Vice-prefeito: Marcelo de Paula Mian (PT)
- Presidente da câmara: Rodrigo Borges Nicolau(PT) (2011/2012)
- Vice-Presidente da câmara: Eduardo Malheiros Dudu Fortes (PPS)
Referências
- ↑ a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
- ↑ Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
- ↑ Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
