Século de humilhação

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O século de humilhação (chinês tradicional: 百年國恥, chinês simplificado: 百年国耻, pinyin: bǎinián guóchǐ), também referido como os cem anos de humilhação nacional e termos semelhantes, refere-se ao período de subjugação que a China sofreu sob o imperialismo, tanto ocidental como japonês.[1] Desde a ascensão do nacionalismo moderno na década de 1920, o Kuomintang e o Partido Comunista Chinês usam esses conceitos para caracterizar a experiência chinesa em perdas de soberania entre 1839 a 1949.

História[editar | editar código-fonte]

O início do século é geralmente datado a partir de meados do século XIX, às vésperas da Primeira Guerra do Ópio[2] e a dependência generalizada e o desenrolar político da China, que se seguiu. [3]

Outros grandes eventos citados como parte do século de humilhação são, os tratados desiguais de Whampoa e Aigun, a Rebelião Taiping, a Segunda Guerra do Ópio e o saque do Antigo Palácio de Verão, a Guerra Sino-Francesa, a Primeira Guerra Sino-Japonesa e, a invasão britânica do Tibete.[4] Nesse período, a China perdeu todas as guerras que combateu e teve que dar importantes concessões às grandes potências nos tratados posteriores.[5]

Prosseguiu no século XX com as Vinte e Uma Exigências pelo Império do Japão, durante a Primeira Guerra Mundial, e a Segunda Guerra Sino-Japonesa, durante a Segunda Guerra Mundial.

É geralmente considerado como encerrado com a expulsão das potências estrangeiras da China continental após a Segunda Guerra Mundial,[6] e o estabelecimento da República Popular da China em 1949. Alguns críticos consideram o século foi concluído com a reunificação de Hong Kong e Macau com a República Popular da China, como o fim da ocupação estrangeira do território chinês.[7] Outros vão mais longe ao dizer que o século não terminará até que Taiwan seja reunificada com o continente.[8] Observam também que algumas "humilhações" estrangeiras, como a anexação de Amur, não foram desfeitas, mas têm sido geralmente aceitas pelo povo chinês.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Alison Adcock Kaufman, "The “Century of Humiliation,” Then and Now: Chinese Perceptions of the International Order," Pacific Focus 25.1 (2010): 1-33.
  2. Paul A Cohen. China Unbound. London: Routledge, 2003. p. 148.
  3. Chang, Maria Hsia. Return of the dragon: China's wounded nationalism. [S.l.]: Westview Press, 2001. 69–70 pp. ISBN 978-0-8133-3856-9
  4. "China Seizes on a Dark Chapter for Tibet", by Edward Wong, The New York Times, August 9, 2010 (August 10, 2010 p. A6 of NY ed.). Retrieved 2010-08-10.
  5. Nike, Lan. "Poisoned path to openness", Shanghai Star, 2003-11-20. Página visitada em 2010-08-14.
  6. A L Friedberg. . "The Future of U.S.-China Relations: Is Conflict Inevitable?". International Security 2 (Fall 2005): pp 7–45, p 20 pp..
  7. Dong Wang. China's unequal treaties: narrating national history. Lanham, MD: Lexington Books, 2005. p. 78.
  8. Muthiah Alagappa. Taiwan's Presidential Politics. New York City: M. E. Sharpe, 2001. p. 33.