Sérgio Paranhos Fleury

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Sérgio Fernando Paranhos Fleury (Niterói, 19 de Maio de 1933Ilhabela, 1 de Maio de 1979) foi um delegado do DOPS de São Paulo. Ficou notoriamente conhecido devido ao seu papel exercido no Regime Militar.

É defendido por aqueles que combatiam os movimentos da esquerda radical, sendo responsável pela captura e morte de Carlos Marighella. Por outro lado, seus críticos afirmam que ele exercia a tortura durante os interrogatórios que comandava para obter confissões na época do regime militar no Brasil[1].

Índice

[editar] Carreira

Bacharel em Direito, delegado (1966), atuou no serviço de radiopatrulhamento da cidade de São Paulo, ganhando notoriedade no combate violento ao crime e ao lenocínio da boca do lixo.

Em 1968, foi requisitado pelo Departamento da Ordem Política e Social (DOPS) para lutar contra os movimentos armados de esquerda. Lutando ao lado do Regime Militar, perseguiu os que defendiam a instauração de um regime socialista no Brasil.

[editar] Atividades

Participou da prisão dos estudantes da UNE (Congresso de Ibiúna, 1968); foi acusado de determinar o extermínio de militantes em São Paulo (1968-1969); colaborou intimamente com a Operação Bandeirantes (OBAN); chefiou a captura e fuzilamento de Carlos Marighella (1969) e de buscas visando a prender diversos opositores ao regime ditatorial militar ligados a Carlos Lamarca (1971).[2]

[editar] Prisões revogadas

Várias vezes foi acusado de prática de tortura contra presos políticos, foi indiciado e condenado por crimes como dirigente do Esquadrão da Morte. No entanto, não chegou a cumprir pena, sendo sempre absolvido ou tendo suas prisões revogadas. Condecorado pelo governador Abreu Sodré (1969), foi escolhido delegado do ano em duas oportunidades (1974 e 1976).

[editar] Anistia política

Em 1978, na convenção da Arena em São Paulo, apoiou a candidatura do coronel Erasmo Dias à Câmara dos Deputados. Opôs-se à anistia política promulgada em 1979.

Uma lei que facultava a liberdade aos réus primários e com residência fixa ficou conhecida como lei Fleury.[3]


Morreu em circunstâncias misteriosas após ter caído do seu luxuoso iate. Seu corpo foi enterrado sem ser autopsiado o que levantou a suposição de que ele teria sido eliminado por seus antigos companheiros do Esquadrão da Morte.

Referências

Ferramentas pessoais
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