Síndrome HELLP

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Síndrome HELLP é um síndrome laboratorial[1] definido por três sinais cujas iniciais dos termos em língua inglesa formam HELLP:


Em 1954 Pritchard descreveu a Toxémia gravídica na sua segunda fase, a eclâmpsia, no estádio mais grave onde predomina a coagulação intravascular disseminada (CIVD) e notou que havia um padrão laboratorial ligeiramente diferente, com presença predominante de hemólise. A descrição que Pritchard fez assemelha-se muito ao que é conhecido em hematologia por anemia hemolítica microangiopática.[2] A alteração dos enzimas hepáticos, é secundária à destruição celular (são enzimas intra-celulares que saem da célula em caso de ruptura da membrana celular), não são específicos de lesão hepática apesar de haver insuficiência deste órgão na CIVD em estádio avançado; qualquer lesão, cardíaca ou muscular eleva esses enzimas.[3] [4]

Em 1982 Louis Weinstein esta tríade laboratorial de síndrome HELLP acrónimo que reune as primeiras letras de cada um dos principais sinais clínicos em inglês (Hemolysis, Elevated Liver enzymes, Low Platelet count) e que descreve rapidamente o síndrome laboratorial que acompanha a eclâmpsia no auge da sua gravidade[5] [6]

Sendo um síndrome laboratorial não constitui por definição uma patologia mas sim um conjunto de três sinais laboratoriais, entre muitos outros, existentes na situação de eclâmpsia e que podem estar presentes em outras situações patológicas como a coagulação intravascular disseminada originada por outras causas como secundária a uma septicémia por exemplo.

Os outros sinais, assim como os sintomas associados, serão os da patologia à qual este síndrome laboratorial está associado

Referências