Síndrome de angústia respiratória do adulto

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A síndrome de angústiahi respiratória do adulto é uma síndrome inflamatória na membrana alveolocapilar, de início súbito, com aumento da permeabilidade capilar, caracterizada por hipoxemia, presença de infiltrado pulmonar bilateral do RX de tórax e ausência de achados clínicos de falência cardíaca esquerda.

As principais causas são choque, infecção, trauma, inalação de toxinas, doenças hematológicas, doenças metabólicas e queimadura.

O quadro clínico se divide nas seguinte fases segundo Moore:

- Fase I: clínica, Raio X e pO2 normais
- Fase II: discreta dificuldade respiratória, pCO2 baixa e Raio X pouco alterado
- Fase III: insuficiência respiratória, pO2 <60mmHg e o Raio X mostra indfiltrados intersticiais
- Fase IV: insuficiência respiratória terminal, com hipóxia, hipercapnia

O tratamento deve ser feito com hidratação criteriosa, monitorização hemodinâmica, gasometria, oximetria, ventilação mecânica, deve ser feita uma profilaxia trombótica

SARA - Síndrome da Angústia Respiratória Aguda

A síndrome da angústia respiratória aguda (também denominada síndrome da angústia respiratória do adulto) é um tipo de insuficiência pulmonar provocado por diversos distúrbios que causam acúmulo de líquido nos pulmões (edema pulmonar). Essa síndrome é considerada uma emergência médica que pode ocorrer mesmo em pessoas que anteriormente apresentavam pulmões normais. Apesar de algumas vezes ser denominada síndrome da angústia respiratória do adulto, esse distúrbio também pode ocorrer em crianças.

Causas

A causa pode ser qualquer doença que, direta ou indiretamente, produz lesão pulmonar. Aproximadamente um terço dos indivíduos com a síndrome a desenvolvem devido a uma infecção disseminada e grave (sépsis). Quando os alvéolos e os capilares pulmonares são lesados, ocorre um escape de sangue e de líquido para os espaços interalveolares e, finalmente, para o interior dos alvéolos. A inflamação subseqüente pode acarretar a formação de tecido cicatricial. Como conseqüência, os pulmões não conseguem funcionar normalmente.

Sintomas e Diagnóstico

Normalmente, a síndrome da angústia respiratória aguda ocorre 24 ou 48 horas após a lesão ou a doença original. Inicialmente, o indivíduo apresenta falta de ar, quase sempre acompanhada por uma respiração superficial e rápida. Com o auxílio de um estetoscópio, o médico pode auscultar sons crepitantes ou sibilos nos pulmões. Devido aos baixos níveis de oxigênio no sangue, a pele pode tornar-se moteada ou azulada e a função de outros órgãos, como o coração e o cérebro, pode ser comprometida.

A gasometria arterial revela baixos níveis de oxigênio no sangue e as radiografias torácicas revelam a presença de líquido nos espaços que deveriam estar cheios de ar. Às vezes, é necessária a realização de outros exames para se confirmar que a causa do problema não é a insuficiência cardíaca.

Causas da Síndrome da Angústia Respiratória Aguda

  • Infecção disseminada e grave (septicemia)
  • Pneumonia
  • Hipotensão arterial grave (choque)
  • Aspiração de alimento para o interior no pulmão
  • Múltiplas transfusões de sangue
  • Lesão pulmonar decorrente de concentrações elevadas de oxigênio
  • Embolia pulmonar
  • Lesão torácica
  • Queimaduras
  • Afogamento
  • Cirurgia de derivação (bypass) cardiopulmonar
  • Inflamação do pâncreas (pancreatite)
  • Dose excessiva de algum tipo de droga, como heroína, metadona, propoxifeno ou aspirina

Complicações e Prognóstico

A falta de oxigênio provocada por essa síndrome pode produzir complicações em outros órgãos logo após o início do quadro ou, quando não ocorre melhora do quadro, ao longo de dias ou semanas. A falta prolongada de oxigênio pode causar complicações graves como, por exemplo, a insuficiência renal. Sem um tratamento imediato, a privação grave de oxigênio provocada pela síndrome causa a morte em 90% dos pacientes.

No entanto, com um tratamento adequado, cerca de 50% dos indivíduos afetados sobrevivem. Como os indivíduos com síndrome da angústia respiratória aguda são menos resistentes às infecções pulmonares, eles comumente desenvolvem pneumonia bacteriana em algum momento no curso da doença.

Tratamento

Os pacientes com síndrome da angústia respiratória aguda são tratados na unidade de terapia intensiva. A oxigenoterapia é fundamental para a correção dos baixos níveis de oxigênio. Se o oxigênio administrado com o uso de uma máscara facial não corrigir o problema, um ventilador deverá ser utilizado. Este fornece oxigênio sob pressão através de um tubo inserido na narina, na boca ou na traquéia. Essa pressão ajuda a forçar a passagem do oxigênio ao sangue.

A pressão é ajustada para ajudar a manter abertas as vias aéreas pequenas e os alvéolos, e para garantir que os pulmões não recebam uma concentração excessiva de oxigênio. Isto é importante, pois uma concentração excessiva de oxigênio pode lesar os pulmões e agravar a síndrome da angústia respiratória aguda. Também é importante a instituição de outros tratamentos adjuvantes, como a administração de líquido ou nutrientes através da via intravenosa, pois a desidratação ou a desnutrição aumentam a probabilidade de interrupção do funcionamento de diversos órgãos (falência múltipla de órgãos).

Tratamentos adicionais cruciais para o sucesso dependem da causa subjacente da síndrome da angústia respiratória aguda. Por exemplo, antibióticos são administrados para combater uma infecção. Os pacientes que respondem normalmente ao tratamento, recuperam-se bem com pouca ou nenhuma alteração pulmonar a longo prazo. Para aqueles pacientes cujo tratamento depende de longos períodos sob respiração assistida (com o auxílio de um ventilador), a possibilidade de formação de cicatrizes pulmonares é maior. No entanto, essas cicatrizes podem melhorar alguns meses após o paciente ter deixado de utilizar o ventilador.

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