Síndrome de Cotard

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A Síndrome de Cotard também chamada de delírio de Cotard, síndrome do cadáver ambulante[1] , delírio niilista ou delírio de negação é uma síndrome rara de fundo psicológico onde a pessoa acredita estar morta, não reagindo a estímulos exteriores nem a outras pessoas. Também pode acreditar que está com seus órgãos internos podres ou apodrecendo. [2]

Foi o neurologista francês Jules Cotard quem primeiro descreveu a síndrome, em 1880.

Geralmente o tratamento envolve o uso de antidepressivos com sessões de eletroconvulsoterapia.

Pode estar relacionada à Síndrome de Capgras.

Sinais e sintomas[editar | editar código-fonte]

O sintoma central na síndrome de Cotard é o delírio de negação. Aqueles que sofrem desta doença muitas vezes negam sua própria existência ou que uma certa parte do seu corpo existe.A síndrome de Cotard costuma ter três etapas distintas. Na primeira etapa - Germinação - os pacientes sofrem crises de depressão psicótica e sintomas hipocondríacos . A segunda etapa - Florescimento- é caracterizada pelo desenvolvimento completo e explosivo da síndrome e os delírios de negação. A terceira etapa - Crônica - é caracterizada por delírios graves e depressão crônica [3]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Kudlur, S., George, S. & Jaimon, M. (2007). "An overview of the neurological correlates of Cotard syndrome". In: Eur. J. Psychiat., 21 (2):99–116.
  • Nicolato, Rodrigo et al. "Síndrome de Cotard associada ao uso de ecstasy" (2007). In:J. bras. psiquiatr., 56 (1).

Referências

  1. InfoEscola. Visitado em 9/6/2012.
  2. Rede de Psicologia. Visitado em 9/6/2012.
  3. Yarnada, K., Katsuragi, S. and Fujii, I. (1999). "A case study of Cotard's syndrome: stages and diagnosis". In: Acta Psychiatrica Scandinavica, 100: 396–398