Síndrome de Dressler
A síndrome de Dressler é um distúrbio causado pela inflamação do miocárdio, resultado de uma lesão anterior do músculo cardíaco, o que acarreta a ter sangue no saco pericárdico. É caracterizada por dores do tipo pleuropericárdica e febre. Ocorre geralmente de três a quatro semanas depois do paciente ter um infarto agudo do miocárdio.
Sinais e sintomas: O quadro caracteriza-se por dor torácica (dor no peito) pleurítica (que piora com a respiração) e febre. Um atrito pericárdico (um tipo de ruído na ausculta cardíaca), costuma estar presente, podendo ser detectado também um derrame pleural (líquido na pleura dos pulmões), causando dispnéia (falta de ar).
Diagnóstico: O exame clínico (história e exame clínico), eletrocardiograma, ecocardiograma e, se necessário, raio x de tórax, são úteis para o diagnóstico da síndrome de Dressler. O exame mais elucidativo, é o ecocardiograma.
Tratamento: O tratamento pode ser com medicamentos ou com uma cirurgia. Os antiinflamatórios são úteis para o tratamento, no entanto, os corticóides poderão ser necessários para o adequado controle dos sintomas. O tempo médio de tratamento da doença é de cerca de 1 a 4 semanas. O tratamento cirúrgico pode ser necessário quando for detectado um derrame pericárdio (líquido no pericárdio) volumoso, que comprometa a dinâmica (funcionamento) cardiopulmonar.
Prognóstico: É uma doença que costuma ser autolimitada, com baixas taxas de complicações graves (derrames pericárdicos volumosos são raros, mas quando presentes necessitam intervenção cirúrgica precoce).