Síndrome de alienação parental
A chamada Síndrome de Alienação Parental (abreviada como SAP) é um termo cunhado por Richard A. Gardner no início de 1980 para se referir ao que ele descreve como um distúrbio no qual uma criança, numa base contínua, deprecia e insulta um dos pais sem qualquer justificativa, devido a uma combinação de fatores, incluindo a doutrinação pelo outro progenitor (quase exclusivamente como parte de uma disputa da custódia da criança) e as tentativas da própria criança denegrir um dos pais.[1] Gardner introduziu o termo em um documento de 1985, descrevendo um conjunto de sintomas que tinha observado durante o início de 1980.[1]
A Síndrome de Alienação Parental não é reconhecida como uma desordem pelas comunidades médica e jurídica e a teoria de Gardner, assim como pesquisas relacionadas a ela, têm sido amplamente criticadas por estudiosos de saúde mental e de direito, que alegam falta de validade científica e fiabilidade.[2][3][4][5][6] No entanto, o conceito distinto, porém relacionado, de alienação parental - isto é, o estranhamento de uma criança por um dos pais - é reconhecido como uma dinâmica em algumas famílias durante o divórcio.[2][7][8]
A admissibilidade da SAP foi rejeitada por um painel de peritos e o Tribunal de Apelação da Inglaterra e País de Gales, no Reino Unido, e o Departamento de Justiça do Canadá desaconselham seu uso. Entretanto, a admissibilidade ocorreu em algumas Varas de Família nos Estados Unidos.[9][10] Gardner retratou a SAP como bem aceita pelo judiciário, havendo estabelecido uma série de precedentes, mas a análise jurídica dos verdadeiros casos indicam que sua alegação estava incorreta.[6]
Não obstante a inicial controvérsia quando do DSM-IV, que motivou a não inclusão da SAP naquela edição e que o primeiro esboço do DSM-V não a tenha contemplado, hoje existe vasta publicação a seu respeito e muitas autoridades renomadas na psicologia e psiquiatria defendem sua inclusão no DSM-V e no CID-11, ambos a serem publicados.
Índice |
[editar] Descrição inicial
Síndrome de alienação parental foi um termo cunhado pelo psiquiatra infantil Richard A. Gardner, que tomou como base suas experiências clínicas desde o início de 1980.[1] O conceito de um dos pais tentar separar a criança do outro progenitor como um castigo por um divórcio tem sido descrito pelo menos desde a década de 1940,[2][8] mas Gardner foi o primeiro a definir uma síndrome específica. Em um artigo de 1985, ele definiu a SAP como "... um distúrbio que surge principalmente no contexto de disputas de custódia da criança. Sua manifestação primária é a campanha do filho para denedrir progenitor, uma campanha sem justificativa. A desordem resultada da combinação da doutrinação pelo progenitor alienante e da própria contribuição sa criança para o aviltamento do progenitor alienado"[1], afirmando também que a doutrinação pode ser deliberada ou inconsciente por parte do progenitor alienante.[11][12] A SAP foi originalmente desenvolvida como uma explicação para o aumento do número de relatos de abuso infantil nos anos 1980.[13][14] Gardner acreditava inicialmente que um dos progenitores (geralmente a mãe) fazia falsas acusações de abuso contra o outro progenitor (geralmente o pai), a fim de evitar contato entre ele e a criança. [15][16] Embora Gardner tenha de início descrito que a mãe era o alienante em 90% dos casos, ele mais tarde declarou que ambos os pais tinham a mesma probabilidade de alienar.[13][17][18] Ele também afirmou, mais tarde, que, segundo sua experiência, na grande maioria dos casos de SAP não estavam presentes acusações de abuso.[14] O primeiro trabalho foi auto-publicado por Gardner mas, posteriormente, revistas científicas revisadas por colegas publicaram seus artigos.
[editar] Características
Gardner descreveu a SAP como uma preocupação por parte da criança com a crítica e desaprovação de um dos pais[19], afirmando que . [19] Gardner afirma que ocorre, no contexto de disputas de custódia da criança, quando um progenitor - deliberada ou inconscientemente - tenta afastar a criança do outro.[20] De acordo com Gardner, a síndrome é caracterizada por um conjunto de oito sintomas que aparecem na criança. Estes incluem:
- Campanha de difamação e ódio contra o pai-alvo;
- Racionalizações fracas, absurdas ou frívolas para justificar esta depreciação e ódio;
- Falta da ambivalência usual sobre o pai-alvo;
- Afirmações fortes de que a decisão de rejeitar o pai é só dela (fenômeno "pensador independente");
- Apoio ao pai favorecido no conflito;
- Falta de culpa quanto ao tratamento dado ao genitor alienado;
- Uso de situações e frases emprestadas do pai alienante; e
- Difamação não apenas do pai, mas direcionada também para à família e aos amigos do mesmo.[12][17][21]
Apesar de freqüentes citações desses fatores na literatura científica, "o valor atribuído a eles ainda não foi explorado com profissionais da área"[22]
Gardner e outros divididem a SAP nos níveis leve, moderado e grave. O número e a severidade dos oito sintomas aumenta conforme o nível de gravidade da doença, e o manejo da síndrome varia de acordo com ela. Embora o diagnóstico de SAP seja feito com base na sintomatologia das crianças, Gardner afirma que qualquer mudança na custódia deve se basear essencialmente no nível dos sintomas do pai alienante.[23]
Em casos leves, existe alguma programação parental contra o progenitor-alvo, mas pouca ou nenhuma perturbação da visitas, e Gardner não recomenda a visitação judicial. Em casos moderados, há mais programação parental e uma maior resistência às visitas com o progenitor-alvo. Gardner recomendou que a custódia preliminar permaneça com o pai alienante, caso haja expectativa de interrupção da lavagem cerebral. Caso contrário, a custódia deve ser transferida para o pai alienado. Além disso, foi recomendada terapia com a criança, com objetivo de parar a alienação e corrigir o relacionamento danificado com o pai-alvo. Em casos graves, as crianças apresentam a maioria ou todos os 8 sintomas, e se recusam firmemente a visitar o pai-alvo, inclusive ameaçando fugir ou suicidar caso a visitação seja forçada. Gardner recomendou que a criança seja retirada da casa do pai alienante e permaneça em uma casa de transição antes de se mudar para a casa do pai alienado. Além disso, recomenda-se terapia.[1][21][23] A intervenção proposta por Gardner para os casos moderados e severos, que inclui transferência de custódia, multas e prisão domiciliar para o pai alienante, tem sido criticada por sua natureza punitiva e para o risco de abuso de poder e violação dos seus direitos civis do pai alienante.[24][25] Com o tempo, Gardner revisou suas opiniões, que passaram a expressar menos apoio ao emprego de estratégias agressivas.[24]
[editar] Recepção
A formulação original de Gardner, que tachava as mães quase exclusivamente como o genitor alienante, foi endossada por grupos de direitos paternos, já que possibilitava que os pais explicassem a relutância que seus filhos demonstravam em visitá-los, e permitia que culpassem suas ex-esposas.[24][26] Em constraste, grupos femininos criticaram a síndrome, preocupados com a possibilidade de que permitisse que agressores afirmassem que as acusações de abuso por parte da mãe ou da criança eram reflexo de lavagem cerebral.[24] O próprio Gardner enfatisou que a SAP só era aplicável em situações nas quais não havia abuso real ou não ocorresse negligência,[6][27] mas, em 1998, notou que o aumento da conscientização relativa à SAP havia levado a um aumento de seu mal emprego em manobras legais.[11]
A SAP já foi citada em divórcios altamente conflituosos e em casos de disputa de custódia de crianças, particularmente como defesa contra acusações de violência doméstica e abuso sexual.[4][21] O status de síndrome - e, por consequência, sua admissibilidade no testemunho de peritos - tem sido tema de controvérsias sobre a extensão em que a SAP é aceita por profissionais da área, assim como sobre uma metodologia científica que seja passível de validação, testada, dotada de uma taxa de erro conhecida, e que seja publicada.[21]
A SAP não foi aceita por peritos em psicologia, direito infantil, pelos estudos de abuso infantil[5] ou por estudiosos do direito.[6] A síndrome tem sido largamente criticada por membros da comunidade legal e médica, que afirmam que a SAP não é admissível em audiências, no que se refere tanto à ciência quando à lei.[2][4][5][21][28] A SAP não é reconhecida pela Associação Médica Americana, nem pela Associação Americana de Psiquiatria.[6][14][15][29] A Associação Americana de Psicologia se recusou a adotar uma posição sobre a SAP, mas levantou preocupações acerca da falta de dados acerca da síndrome e da maneira com a qual o termo é empregado[30] e a Força-Tarefa Presidencial em Violência e Família, promovida em 1996 por essa mesma associação, expressou a procupação de que os avaliadores de custódia utilizem a SAP como forma de dar a guarda das crianças ao pai, apesar de um histórico de violência, precupação essa que também é compartilhada por outros comentadores.[4][31][32] O Conselho Nacional Americano de Varas de Família e da Juventude rejeitou a SAP, recomendando que não fosse usada nas considerações de questões de custódia de menores.[26]
[editar] Ausência do DSM
A SAP não está incluída no Manual de Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais (DSM-IV) da Associação Americana de Psiquiatria.[6][14][15][29] Gardner e outros tentaram sua inclusão na próxima revisão do manual,[17][33] Em 2001, Gardner afirmou que quando o DSM-IV foi lançado a pesquisa acerca da SAP era insuficiente para que a síndrome fosse incluída, mas desde então houve bastante publicação científica e atenção sobre o tema e a SAP tem mérito para ser encarada com seriedade.[17] Uma pesquisa com avaliadores de custódia norte-americanos publicada em 2007 concluiu que metados dos entrevistados discordava de sua inclusão, enquanto que um terço acreditava que deveria ser considerada.[12] Uma expressão relacionada, o transtorno de alienação parental, também foi proposto e foi sugerido que a inclusão da SAP no DSM-V promoveria pesquisa acerca de seu tratamento adequado, bem como a redução de seu mal uso.[2] Quando um esboço do DSM-V foi lançado em 2010, a SAP não estava incluída,[33] ainda que o transtorno de alienação parental apareça como uma "Condição Proposta por Fontes Externas" a ser revisada por um grupo de trabalho.[34]
Não obstante a inicial controvérsia quando do DSM-IV, que motivou a não inclusão da SAP naquela edição e que o primeiro esboço do DSM-V não a tenha contemplado, hoje existe vasta publicação a seu respeito e muitas autoridades renomadas na psicologia e psiquiatria defendem sua inclusão no DSM-V e no CID-11, ambos a serem publicados.
[editar] Status científico
A formulação de Gardner para SAP é criticada como carente de base científica,[35][36][37] e como uma hipótese da qual os proponentes falharam em encontrar provas científicas.[6][35][37] As primeiras publicações sobre a SAP foram realizadas pelo próprio autor, e não revisadas,[8] e, ainda que os artigos subseqüentes tenham sido publicãdos em periódicos revisados, a maioria consistiu em evidência anedótica sob a forma de estudo de caso.[38][39] Além disso, a pesquisa limitada sobre a síndrome apresenta falta de validade e de confiabilidade estatística.[4][5] A falta de pesquisas objetivas a de replicabilidade, falsificabilidade e publicação independente levaram à afirmação de que SAP se trata de pseudociência.[35][36][3] Proponentss da SAP concordam que grandes estudos controlados e sistemáticos sobre a validade e confiabilidade da SAP são necessários,[8][12][40] suplementando um único pequeno estudo de 2004 que sugeriu que o profissionais poderiam chegar a um consenso baseado em relatos escritos.[28]
A fundamentação teórica da SAP foi descrita como incompleta, simplista e errônea, por ignorar fatores múltiplos (incluindo o comportamento da criança, dos pais e de outros membros da família) que podem contribuir para a alienação parental, a disfunção familiar e o rompimento de vínculos entre o genitor e a criança.[8][13][31][38][41] Sob esse ponto de vista, a SAP confunde o desenvolvimento da reação da criança ao divórcio com uma psicose, superestima amplamente o número de falsas alegações de abuso sexual, ignora a literatura científica que sugere que a maioria das acusações de abuso sexual infantil são fundamentadas (logo, são tentativas bem-intencionadas de proteger a criança de um pai abusivo), exagera os efeitos danosos da alienação parental sobre as crianças e propôe uma solução que não tem bases e é potencialmente arriscada.[4][28] Já foram expressadas preocupações de que a SAP não tem base científica o suficiente para ser considerada uma síndrome, e de que Gardner promoveu a SAP como síndrome baseado em um conjunto vago de comportamentos.[8][15] Apesar dos questionamentos acerca da validade de testemunhos relativos à SAP, ela já foi inapropriadamente vista como confiável por juízes de varas de família.[6] Proponentes da SAP e outros concordam que empregar a designação de síndrome pode ser inapropriado, uma vez que implica uma legitimidade mais científica do que a que a SAP detém atualmente.[40][24][19]
Enquanto a SAP não é aceita como síndrome, a alienação parental é uma dinâmica de alguma forma menos controversa que também surgiu na literatura médica e legal.[22][24] Desde que Gardner propôs a SAP, outros pesquisadores da área sugeriram diminuir o foco no diagnóstico de uma síndrome e aumentá-lo no que foi descrito como a "criança alienada", e na dinâmica da situação que contribuiu para a alienação.[13][24]
[editar] Status clínico
A SAP foi criticada por tornar o trabalho clínico com crianças alienadas mais confuso[8] e a análise de Gardner foi criticada por atribuir toda a responsabilidade do comportamento da criança a um único progenitor, quando o comportamento infantil é frequentemente o resultado da dinâmica na qual ambos os pais e a própria criança exercem um papel.[25][41]
Gardner discordou da crítica que afirma que a SAP é simplista demais, afirmando que, enquanto existe uma variedade de causas pelas quais uma criança pode se tornar alienada de um dos pais, o fator etiológico primário no caso da SAP é o pai alienante. Caso contrário, o quadro não pode ser classificado como SAP.[11] Gardner também afirmou que aqueles que inicialmente criticaram a SAP por ser caricatural não estavam diretamente envolvidos com disputas familiares de custódia e que o criticismo dessa natureza desapareceu ao final da década de 1980, porque a desordem havia se alastrado.[1]
[editar] Gênero
A SAP foi criticada por seu sexismo, sendo empregada por pais para marginalizar temores legítimos e preocupações referentes a abuso, e grupos femininos e outros se opuseram à legitimidade da SAP, como um perigo às crianças.[31] Após suas publicações iniciais, Gardner revisou sua teoria, afirmando que pais e mães têm igual probabilidade de alienar ou ser doutrinadores e discordou que a identificação de SAP seja sexista. Gardner mais tarde indicou crer que homens tinham a mesma probabilidade de ser o genitor alienante na SAP.[11] Estudos com crianças e adultos tachados como portadores de SAP sugeriram que mães eram mais propensas a se tornar alienadoras do que pais.[12]
[editar] Nos tribunais
[editar] Brasil
No Brasil desde Agosto de 2010 a Lei 12.318/2010, conceitua e reconhece a ALIENAÇÃO PARENTAL (AP) e a SÍNDROME DA ALIENAÇÃO PARENTAL (SAP), inserindo-as no direito brasileiro e inclusive prevendo punições para seus praticantes. A iniciativa da lei, aprovada por unanimidade pelas comissões do congresso pelas quais tramitou, teve origem na organização político-social de centenas de genitores (pais / mães).
[editar] Canadá
Inicialmente, alguns casos canadenses aceitaram opiniões de peritos sobre a SAP, usando o termo "síndrome" e concordando com a teoria de Gardner de que somente um dos pais era inteiramente responsável pela SAP. Gardner testemunhou em um caso (Fortin v. Major, 1996), mas a côrte não aceitou sua opinião, concluindo que a criança não estava alienada com base na avaliação de um perito indicado pela côrte que, diferentemente de Gardner, havia se encontrado com os membros da família.[24] Em casos mais recentes, ainda que seja aceito o conceito de alienação, a ausência de reconhecimento pelo DSM-IV foi notada e, em geral, a terminologia "síndrome" foi evitada, enfatizando que mudanças de custódia são estressantes para a criança e só devem ocorrer nos casos mais graves.[24] Uma relatório de pesquisa de 2006 do Departamento de Justiça do Canadá descreveu a SAP como "empiricamente não fundamentada" e favoreceu um modelo diferente, com mais embasamento científico, para lidar com questões de alienação.[42] Decisões sobre possível alienação parental são consideradas decisões legais, a serem determinadas por um juiz com base nos fatos do caso, ao invés do diagnóstico realizado por um profissional de saúde mental. Há reconhecimento de que a rejeição de um progenitor é uma questão complexa, e que uma distinção deve ser feita entre alienação patológica e o estranhamento razoável.[24]
[editar] Reino Unido
No Reino Unido, a admissibilidade da avaliação de SAP foi rejeitada tanto em uma revisão por peritos,[43] quanto em uma Côrte de Apelação.[9][10]
[editar] Estados Unidos da América
A SAP já foi citada nos EUA como parte do processo de determinação de custódia.[9] Baseadas da avaliação de SAP, côrtes norte-americanas determinaram a guarda total a alguns pais[6] e tem sido um desafio avaliar se a aceitação da condição pela comunidade científica permite que a SAP seja tratada como evidência científica.[6][44] Apesar de Gardner afirmar que a SAP era em geral aceita por estudiosos da área e já havia se tornado admissível como prova científica em dois estados,[11] uma análise feita em 2006 dos casos envolvendo SAP citados por Gardner concluiu que essas decisões não abriam precedente legal, que a SAP é vista com maus olhos pela maioria dos estudiosos do direito e que os trabalhos de Gardner não fundamentam a existência da SAP. De 64 casos, apenas duas decisões - ambas no estado de Nova York e em varas criminais - de fato abriram precedentes. As duas consideraram SAP inadmissível e em um dos casos a SAP falhou no teste que avalia se a doença tem aceitação na comunidade científica. Essa decisão foi mantida durante a apelação do caso. Gardner listou 50 casos em seu website que, segundo ele, abriram precedente para tornar a SAP admissível, mas nenhum deles de fato o fez: 46 dos casos não abriram precedente e não discutiram a admissibilidade da condição e os outros 4 casos eram problemáticos. Um deles afirmava que a SAP havia passado no teste de aceitação da comunidade científica, mas a apelação não discutia o teste e, na realidade, deixou de empregar a expressão "síndrome da alienação parental" e tomou como foco a "disposição e habilidade de cada um dos pais para facilitar e encorajar um relacionamentio entre os pais e a criança". No segundo caso, a côrte de apelação não discutiu a SAP. O terceiro caso decidiu especificamente não discutir a admissibilidade da SAP e o quarto caso não tomou qualquer decisão sobre a síndrome.[6]
[editar] Ligações externas
- Richard Gardner (2002). Síndrome da Alienação Parental (SAP).
Associações em Portugal que lutam contra este fenómeno:
- Associação Portuguesa para a Igualdade Parental e Direito dos Filhos.
- Pais para Sempre.
- Blog da Pais para Sempre.
- Acolher.
[editar] Referências
- ↑ a b c d e f Gardner, RA (2001). "Parental Alienation Syndrome (PAS): Sixteen Years Later". Academy Forum 45 (1): 10–12.
- ↑ a b c d e Bernet, W. (2008). "Parental Alienation Disorder and DSM-V". The American Journal of Family Therapy 36 (5): 349–366. DOI:10.1080/01926180802405513.
- ↑ a b Faller, KC. (1998). "The parental alienation syndrome: What is it and what data support it?" (pdf). Child Maltreatment 3 (2): 100–115. DOI:10.1177/1077559598003002005.
- ↑ a b c d e f Bruch, CS. (2001). "Parental Alienation Syndrome and Parental Alienation: Getting It Wrong in Child Custody Cases" (pdf). Family Law Quarterly 35 (527): 527–552.
- ↑ a b c d Wood, CL. (1994). "The parental alienation syndrome: a dangerous aura of reliability". Loyola of Los Angeles Law Review 29: 1367–1415.
- ↑ a b c d e f g h i j k Hoult, JA. (2006). "The Evidentiary Admissibility of Parental Alienation Syndrome: Science, Law, and Policy". Children's Legal Rights Journal 26 (1).
- ↑ Rohrbaugh, Joanna Bunker. A comprehensive guide to child custody evaluations: mental health and legal perspectives. Berlin: Springer, 2008. 399–438 p. ISBN 0-387-71893-1
- ↑ a b c d e f g Warshak, RA. (2001). "Current controversies regarding parental alienation syndrome" (pdf). American Journal of Forensic Psychology 19: 29–59.
- ↑ a b c Fortin, Jane. Children's Rights and the Developing Law. [S.l.]: Cambridge University Press, 2003. 263 p. ISBN 9780521606486
- ↑ a b Bainham, Andrew. Children: The Modern Law. [S.l.]: Jordans, 2005. 161 p. ISBN 9780853089391
- ↑ a b c d e Gardner, Richard. (2004). "Commentary on Kelly and Johnston's The Alienated Child: A Reformulation of Parental Alienation Syndrome" (pdf). Family Court Review 42 (4): 611–21. DOI:10.1177/1531244504268711.
- ↑ a b c d e Baker, AJL. (2007). "Knowledge and Attitudes About the Parental Alienation Syndrome: A Survey of Custody Evaluators". American Journal of Family Therapy 35: 1–19. DOI:10.1080/01926180600698368.
- ↑ a b c d Jaffe, PG;Lemon NKD; Poisson SE. Child Custody & Domestic Violence. [S.l.]: SAGE Publications, 2002. 52–54 p. ISBN 9780761918264
- ↑ a b c d Dallam, SJ. Expose: The failure of family courts to protect children from abuse in custody disputes. [S.l.]: Our Children Our Children Charitable Foundation, 1999.
- ↑ a b c d Caplan, PJ. In: Caplan PJ; Cosgrove L. Bias in psychiatric diagnosis. [S.l.]: Rowman & Littlefield, 2004. 62 p. ISBN 9780765700018
- ↑ Brown, T;Renata A. Child Abuse and Family Law: Understanding the Issues Facing Human Service and Legal Professionals. [S.l.]: Allen & Unwin, 2007. 11–12 p. ISBN 9781865087313
- ↑ a b c d Gardner, RA (2002). "Denial of the Parental Alienation Syndrome Also Harms Women". American Journal of Family Therapy 30 (3): 191–202. DOI:10.1080/019261802753577520.
- ↑ Baker AJL. Adult children of parental alienation syndrome: breaking the ties that bind. New York: W. W. Norton & Company, 2007. ISBN 0-393-70519-6
- ↑ a b Ackerman, Ph.D, Marc J.. Clinician's Guide to Child Custody Evaluations. [S.l.]: John Wiley and Sons,, 2002. 73–82 p. ISBN 9780471150916
- ↑ Jaffe, Peter G.;Lemon, Nancy K. D., Poisson, Samantha E.. Child Custody & Domestic Violence. [S.l.]: SAGE Publications, 2002. 52–54 p. ISBN 9780761918264
- ↑ a b c d e Walker, LEA;Brantley KL; Rigsbee JA. (2004). "A Critical Analysis of Parental Alienation Syndrome and Its Admissibility in the Family Court". Journal of Child Custody 1 (2): 47–74. DOI:10.1300/J190v01n02_03.
- ↑ a b Bow, JN;Gould JW; Flens JR. (2009). "Examining Parental Alienation in Child Custody Cases: A Survey of Mental Health and Legal Professionals". The American Journal of Family Therapy 37 (2): 127–145. DOI:10.1080/01926180801960658.
- ↑ a b Gardner, Richard A.. In: Gardner, Richard A.; Sauber, S. Richard; Lorandos, Demosthenes. The International Handbook of Parental Alienation Syndrome: Conceptual, Clinical And Legal Considerations. [S.l.]: Charles C. Thomas, 2006. 5–11 p. ISBN 978-0398076474
- ↑ a b c d e f g h i j Bala, Nicholas;Fidler, Barbara-Jo; Goldberg, Dan; Houston, Claire. (2007). "Alienated Children and Parental Separation: Legal Responses in Canada's Family Courts". Queen's Law Journal 38: 79–138.
- ↑ a b Johnston, JR;Kelly JB. (2004). "Rejoinder to Gardner's Commentary on Kelly and Johnston's 'The Alienated Child: A Reformulation of Parental Alienation Syndrome'". Family Court Review 42 (4): 622–628. DOI:10.1111/j.174-1617.2004.tb01328.x.
- ↑ a b Ottaman, A;Lee R. In: Edleson JL; Renzetti, CM. Encyclopedia of Interpersonal Violence. [S.l.]: SAGE Publications, 2008. 252 p. ISBN 978-1412918008
- ↑ Gardner, RA (1998). "Recommendations for Dealing with Parents who Induce a Parental Alienation Syndrome in their Children". Journal of Divorce & Remarriage 28 (3/4): 1–21. DOI:10.1300/J087v28n03_01.
- ↑ a b c Drozd, L. In: Galatzer-Levy RM; Kraus L & Galatzer-Levy J. The Scientific Basis of Child Custody Decisions, 2nd Edition. [S.l.]: John Wiley & Sons, 2009. 403–416 p. ISBN 9780470038581
- ↑ a b Comeford, L. In: O'Brien J. Encyclopedia of Gender and Society. [S.l.]: SAGE Publications, 2009. 285 p. vol. 1. ISBN 9781412909167
- ↑ APA Statement on Parental Alienation Syndrome. American Psychological Association (1996). Página visitada em 2009-03-31.
- ↑ a b c Sparta, SN;Koocher GP. Forensic Mental Health Assessment of Children and Adolescents. [S.l.]: Oxford University Press, 2006. 83, 219–221 p. ISBN 9780195145847
- ↑ American Psychological Association Presidential Task Force on Violence And The Family. American Psychological Association (1996). Arquivado do original em 2000-03-07.
- ↑ a b Rotstein, Gary. "Mental health professionals getting update on definitions", Pittsburgh Post-Gazette, February 15, 2010. Página visitada em 2 March 2010.
- ↑ [http://www.dsm5.org/ProposedRevisions/Pages /ConditionsProposedbyOutsideSources.aspx Conditions Proposed by Outside Sources]. American Psychiatric Association (2010). Página visitada em 2010-03-20.
- ↑ a b c Emery, RE. (2005). "Parental Alienation Syndrome: Proponents bear the burden of proof" (pdf). Family Court Review 43 (1): 8–13.
- ↑ a b Bond, Richard. (2008). "The Lingering Debate Over the Parental Alienation Syndrome Phenomenon" 4 (1): 37–54. Journal of Child Custody.
- ↑ a b Martindale, David; Gould, Jonathan W.. The Art and Science of Child Custody Evaluations. New York: The Guilford Press, 2007. ISBN 1-59385-488-9
- ↑ a b Ackerman MJ. Clinician's guide to child custody evaluations. New York: John Wiley & Sons, 2001. 73–82 p. ISBN 0-471-39260-X
- ↑ Ragland, ER;Fields H. (2003). "Parental Alienation Syndrome: What Professionals Need to Know Part 1 of 2 Update". American Prosecutors Research Institute Newsletter 16 (6).
- ↑ a b Warshak, Richard A.. . "Bringing sense to Parental Alienation: A Look at the Disputes and the Evidence". Family Law Quarterly 37 (2): 273–301.
- ↑ a b Waldron, KH;Joanis DE. (1996). "Understanding and Collaboratively Treating Parental Alienation Syndrome". American Journal of Family Law 10: 121–133.
- ↑ Jaffe, PG;Crooks CV & Bala N. Making Appropriate Parenting Arrangements in Family Violence Cases: Applying the Literature to Identify Promising Practices. [S.l.]: Department of Justice, 2006.. Página visitada em 2009-05-05.
- ↑ Sturge, C;Glaser D. (2000). "Contact and domestic violence — the experts’ court report". Family Law 615.
- ↑ Myers, John E. B.. Myers on evidence in child, domestic, and elder abuse cases. Gaithersburg, Md: Aspen Publishers, 2005. 415 p. ISBN 0-7355-5668-7