Síndrome metabólica

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Síndrome metabólica é a designação atribuída a um conjunto de factores de risco ou valores analíticos que condicionam um grande aumento do risco de desenvolver doenças cardiovasculares e/ou Diabetes mellitus tipo II.

Índice

[editar] Definição

Embora existam diferentes critérios para o diagnóstico da síndrome metabólica (OMS, NCP, EGIR), esta é de uma forma geral caracterizada por vários dos seguintes achados:

[editar] Diagnóstico

Vários critérios foram criados para fazer o diagnóstico de síndrome metabólica. Em 2005, a American Heart Asociation e o National Heart, Lung and Blood Institute fizeram uma revisão de anteriores critérios.[1][2] Estabelece-se o diagnóstico de síndrome metabólica quando o doente tem em conjunto 3 ou mais dos seguintes critérios:

  • Perímetro de cintura aumentado:
    • Homem — Igual ou superior a 102 cm / 40 polegadas
    • Mulher — Igual ou superior a 88 cm / 35 polegadas
  • Trigliceridémia elevada: Igual ou superior a 150 mg/dL (ou a utilização de fármacos para o controlo)
  • Colesterol HDL (“bom”) diminuido (ou a utilização de fármacos para a sua elevação):
    • Homem — Inferior ou igual a 40 mg/dL
    • Mulher - Inferior ou igual a 50 mg/dL
  • Pressão arterial elevada: Igual ou superior a 130/85 mmHg (ou a utilização de fármacos para o seu tratamento)
  • Elevação da glicose em jejum: Igual ou superior a 110 mg/dL (5.6 mmol/L) (ou a utilização de fármacos para o tratamento da hiperglicémia)

[editar] Fisiopatologia

As causas do desenvolvimento da síndrome metabólica são complexas e não se encontram ainda completamente esclarecidas. Um rastreio dos factores iniciais, numa grande proporção dos doentes, aponta para uma dieta desequilibrada aliada a um estilo de vida sedentário como os principais factores de risco para o desenvolvimento da síndrome.

Todos os “sintomas” encontram-se estritamente relacionados. Uma má dieta e o sedentarismo frequentemente levam, por um lado, a um aumento dos níveis de colesterol que se deposita na parede dos vasos, uma condição designada aterosclerose; e por outro a obesidade. A obesidade encontra-se intimamente relacionada com um aumento da resistência periférica à insulina, que leva a hiperglicemia e pode evoluir para diabetes tipo 2, além de aumentar o nível de triglicerídeos e de colesterol em circulação. A hiperglicemia, e outras alterações típicas da diabetes vão causar dano adicional à parede das artérias e veias, potenciando a aterosclerose na crescente obstrução dos vasos, que irá condicionar um aumento da pressão sanguínea (hipertensão) ou um agravamento desta.

Vários outros mecanismos encontram-se também envolvidos neste processo complexo, que embora possa evoluir de formas diversas, condiciona sempre um aumento do risco de doença cardiovascular, como enfarte do miocárdio ou acidente vascular cerebral, além de várias outras complicações, como insuficiência renal, cataratas, etc.

[editar] Tratamento

O principal e mais eficaz “tratamento” para a síndrome metabólica e complicações associadas passa por uma importante mudança nos hábitos de vida, nomeadamente uma alimentação mais saudável e prática de exercício físico regular com perda do excesso de peso, e deixar de fumar. Como os factores encontram-se interligados, a melhoria de um dos aspectos da síndrome metabólica pode levar a uma melhoria global de todo o quadro clínico.

Tratamento farmacológico pode ser necessário para controlar a hipertensão e os níveis de colesterol, sendo também corrente a utilização de ácido acetilsalicílico para evitar o risco de coagulação e trombose.

Referências

[editar] Ligações externas

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