Síntese fm

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A 220 Hz carrier tone modulated by a 440 Hz modulating tone with various choices of modulation index, β. The time domain signals are illustrated above, and the corresponding spectra are shown below (spectrum amplitudes in dB).
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Em síntese de áudio, modulação em freqüência (ou síntese FM) é uma forma de síntese onde o timbre de uma onda simples é alterado modulando sua frequência com uma freqüência de modulação que esteja na faixa audível, resultando em uma forma de onda mais complexa e uma sonoridade diferente. A freqüência de um oscilador é alterada ou distorcida “de acordo com a amplitude de um sinal modulado.” (Dodge e Jerse 1997, p. 115)

Para sintetizar sons harmônicos, o sinal de modulação deve ter uma relação harmônica com o sinal de portador original. Conforme se aumenta a modulação em freqüência, o som torna-se mais complexo. Através do uso de moduladores com freqüências que são múltiplos não-inteiros do sinal de portadora (ou seja, freqüências não harmônicas), sons dissonantes e percussivos podem ser facilmente criados.

História[editar | editar código-fonte]

A técnica, que foi descoberta por John Chowning (citado em Dodge e Jerse, p. 115) na Universidade de Stanford, em 1967-68, foi patenteada em 1975 e posteriormente licenciada pela Yamaha. A implementação comercializada pela empresa é baseada em modulação de fase.

A síntese FM é muito boa para criar sons harmônicos e inarmônicos. A utilização de osciladores analógicos complexos geralmente não é viável devido à sua instabilidade de pitch, entretanto a síntese FM é de fácil implementação digital. Assim, a síntese FM serviu de base para algumas das primeiras gerações de sintetizadores digitais da Yamaha, sendo um bom representante o Yamaha DX7 (sintetizador onipresente em toda a década de 1980). A Yamaha havia patenteado a sua implementação em hardware de FM, o que resultou praticamente no monopólio do mercado com o uso dessa tecnologia. A Casio desenvolveu uma forma relacionada com a síntese FM chamada síntese de distorção de fase e utilizou-a em sua série de sintetizadores CZ. Don Buchla implementou FM em seus instrumentos em meados da década de 1960, antes da patente da Yamaha. Seus módulos osciladores duais 158, 258 e 259 apresentavam uma tensão específica de controle da FM na entrada e o modelo 208 apresentava um oscilador de modulação “hard-wired” para permitir tanto FM como AM no oscilador primário. Estas primeiras aplicações utilizavam osciladores analógicos. Com o fim da patente FM da Stanford University em 1995, a síntese tornou-se parte do repertório de síntese da maioria dos sintetizadores modernos, em conjunto com as sínteses aditiva e subtrativa e com técnicas de amostragem.

Referências[editar | editar código-fonte]

  • J. Chowning. (1973). "The Synthesis of Complex Audio Spectra by Means of Frequency Modulation". Journal of the Audio Engineering Society 21 (7).
  • Chowning, John; Bristow, David. FM Theory & Applications - By Musicians For Musicians. Tokyo: Yamaha, 1986. ISBN 4-636-17482-8.
  • Dodge, Charles; Jerse, Thomas A.. Computer Music: Synthesis, Composition and Performance. New York: Schirmer Books, 1997. ISBN 0-02-864682-7.

[1] HAYKIN, Simon. Introdução aos sistemas de comunicação / Simon Haykin, Michael Moher ; tradução Gustavo Guimarães Parma. – 2 . ed. – Porto Alegre : Bookman, 2008. [2] http://en.wikipedia.org/wiki/Frequency_modulation_synthesis [3] Trancrição das notas de aula da disciplina EE881 – Princípios de Comunicações I (Prof. Luis César Martini, FEEC, Unicamp), 2010.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]