Síria (província romana)
| Síria | |
|---|---|
| Localização da província (em destaque) no Império Romano. | |
| Anexada em: | 64 a.C. |
| Imperador romano: | |
| Capital: | Antioquia (atual Antakya, Turquia) |
| Fronteiras (províncias): | |
| Correspondência actual: | Síria, Líbano e parte da Turquia |
A Síria (Syria, em latim) tornou-se província do Império Romano quando o então procônsul Pompeu anexou o seu território, em 64 a.C.. Era uma província imperial que abrangia grande parte do antigo território do Império Selêucida da Síria. A partir de 6 d.C., o governador da Síria dispunha também de jurisdição parcial sobre a Judeia. A capital da província e a terceira maior cidade do Império Romano era Antioquia (atual Antakya, na Turquia), junto ao rio Orontes. Permaneceu sob controle romano e, posteriormente, bizantino por sete séculos, até cair para os exércitos muçulmanos no ano de 637.
O exército da província contava com três legiões do exército romano, defendo a fronteira com o Império Parta. No século I, foi o exército romano na Síria que permitiu o golpe de estado de Vespasiano. A província teve importância estratégica crucial durante a crise do terceiro século.
A partir da metade do século II passaram pelo senado romano diversos sírios notáveis, incluindo Cláudio Pompeiano e Avídio Cássio. No século III, alguns sírios até mesmo alcançaram o cargo de imperador, com a dinastia severa.
Em 193, a província foi dividida em Syria Coele e Syria Phoenice. No século IV, sob o imperador Teodósio I, a Syria Coele foi subdividida em Syria, Syria Salutaris e Syria Euphratensis), enquanto a Syria Phoenice foi dividida entre Phoenice e Phoenicia Libanesia.
A região permaneceu uma província de destaque dentro do Império Bizantino até o século VI, embora constantemente assolada pelas incursões sassânidas.
Em 637, Antioquia foi conquistada pelo exército do Califado Rashidun.