STS-51

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STS-51
Insígnia da missão
Estatísticas da missão
Espaçonave Discovery
Lançamento 12 de Setembro de 1993, às 7:45 a.m. EDT.
39-B
Aterrissagem 22 de Setembro de 1993, às 3:56 am EDT.
-
Órbitas 157
Duração 9 dias, 20 horas,
11 minutos e 11 segundos
Altitude orbital 160 milhas náuticas (296 km)
Inclinação orbital 28,45 graus
Distância percorrida 4 106 411 milhas (6 608 628 km)
Imagem da tripulação
Da esquerda para a direita: Culbertson, Bursch, Walz, Readdy, Newman.
Da esquerda para a direita: Culbertson, Bursch, Walz, Readdy, Newman.
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STS-51 foi uma missão do onibus espacial Discovery, realizada em setembro de 1993, que colocou em órbita o satélite avançado de comunicações ACTS e o telescópio-espectômetro ORFEUS.

Tripulação[editar | editar código-fonte]

Parâmetros da missão[editar | editar código-fonte]

Caminhadas no espaço[editar | editar código-fonte]

Principais fatos[editar | editar código-fonte]

O Satélite de Tecnologia Avançada de Comunicações (ACTS) foi lançado neste missão. Este satélite serviu com um local de teste para conceitos e tecnologia dos satélites de comunicação experimentais. Seu Estágio de Transferência de Órbita (TOS) superior disparou 45 minuto após seu lançamento e levou o satélite a uma órbita geosíncrona no primeiro dia da missão.

A primeira tentativa de lançar o ACTS foi adiada pelo grupo quando as comunicações em duas vias com o Controle da Missão foram perdidas cerca de 30 minutos antes do momento do lançamento. Os controladores de vôo podiam recebem telemetria e comunicações de voz do Discovery, porém o grupo não podia receber a comunicação com o controle. O grupo desistiu da entrega do CDT às 2:43 p.m. quando eles não receberam um sinal de "vai" do controle da missão como foi combinado nos planos pré-vôo feitos para este tipo de ocorrência.

Após a desistência do lançamento, o grupo mudou a banda S do sistema de comunicações do ônibus espacial para uma frequência inferior e então restotou as comunicações em duas vias com o controle em terra. As comunicações em duas vias haviam sido perdidas por um período total de cerca de 45 minutos. Após consultarem o grupo, os controladores de vôo começaram imediatamente a planejar o segundo lançamento, que desta vez foi bem-sucedido.

Outra carga nesta missão foi o telescópio Espectrômetro Ultravioleta Orbitante Recuperável (ORFEUS) montado no Shuttle Pallet Satellite (SPAS) do compartimento de carga. O ORFEUS foi projetado para prover informações sobre como as estrelas nascem e como elas morrem, estudando-se as nuvens interestelares gasosas. Também no compartimento de carga estava o experimento Limited Duration Space Environment Candidate Materials Exposure (LDCE).

Lançamento do ACTS

Durante o lançamento, em 12 de Setembro, do Satélite Avançado de Tecnologia das Comunicações (ACTS) e seu Estágio de Transferência orbital (TOS), dois cordões explosivos Super*Zip, um primário e o outro de suporte, detonaram simultaneamente. Isto causou pequenos danos em duas dúzias de cobertores de isolação montado no espaço entre o compartimento de carga e o compartimento posterior próximo ao #3 APU.

Na quinta-feira, em 16 de Setembro de 1993, os astronautas James Newman e Carl Walz realizaram uma caminhada no espaço designada para avaliar os acessórios, cabos de segurança e uma plataforma com restrição para os pés. Suas descobertas reasseguraram os projetistas do Telescópio Espacial Hubble que suas preparações eram seguras. O novo equipamento projetado para caminhadas no espaço extensas que seria requerido na missão de reparo do telescópio era apenas parte dos objetivos da caminhada no espaço neste dia, e Newman e Walz completaram os outros objetivos comoforme eles explicavam ao Controle da missão as diferencias que eles perceberam entre o trabalho em órbita e o treinamento em terra. Ambos os astronautas que participaram da caminhada no espaço estavam adiantados com relação ao planejado neste dia, e então completaram mais trabalhos do que haviam sido originalmente planejado para esta caminhada no espaço.

Entretanto, conforme eles eram limpos, uma tampa emperrada de uma caixa de ferramentas os atrasou quando eles deveriam liberá-la e fecha-la para a viagem de volta da Discovery. A tampa da caixa de ferramentas estendeu a caminhada no espaço em cerca de 45 minutos além do planejado, completando um total de sete horas, cinco minutos e vinte e oito segundos nesta caminhada.

Outras carga a bordo incluiam o Air Force Maui Optical Site (AMOS), o Experimento de Fotografia Auroral B (APE-B), o Crescimento Comercial de Cristais de Proteína (CPCG), Chromosome and Plant Cell Division in Space (CHROMEX), o High Resolution Shuttle Glow Spectroscopy-A (HRSGS-A), o IMAX, as Investigações sobre o Procesamento de Membranas de Polímeros (IPMP) e o Equipamento de Monitoramento de Radiação-III (RME-III). O experimento Instegigação dobre o Processamento de Membranas de Polímeros, ou IPMP, foi desenvolvido para pesquisar a combinação de uma série de sistemas de solventes sob a ausência da convecção encontrada na superfície terresre buscando controlar a porosidade de uma série de membranas de polímero. O RME realizou medições dos níveis de raios gama, rediação de elétrons, neutrons e prótons na cabine do grupo durante o vôo.

A bordo, o especialista de missão Newman utilizou um visor especial para realizar um experimento médico testando a vissão sob ausência de peso como parte das investigações sobre como a visão compensão a ausência de balanço do ouvido interno no espaço. Newman também testou o receptor do Sistema de Posicionamento Global com sucessoa a bordo do Discovery como uma avaliação do uso de tal tipo de equipamento com um suplemento para a navegação dos ônibus espaciais. Além disso, como uma precursors das operações com ônibus espacial, uma das células de combustível do Discovery foi desligada e reiniciada.

Em outra avaliação médica, o comandante Frank Culbertson Jr. e o especialista de missão Daniel Bursch utilizaram uma bicicleta estácionário no compartimento inferior do Discoveru como parte de um estudo contínuo a respeito do uso de exercícios físicos para atenuar os efeitos da falta de peso sobre o corpo humano. O grupo também realizou um experimento que buscava aprimorar as membranas de filtragem e checou um outro experimento que estava em execução para o estudo dos efeitos da microgravidade sob as células de plantas.

Os astronautas Carl Walz e Jim Newman operaram um experimento designado para estudar o efeito da luminescência, utilizando um espectrômetro que gravou o efeito em filmes, com grande número de detalhes, e outro que gravava os efeitos em fotografias estáticas. Estes experimentos buscavam obter informações sobre quais tipos de gases, além do oxigênio, produziam luminescência. As informações sobre os tipos de gases nas camadas mais extremas da atmosfera podem ser combinada com o experimento de exposição de materiais realizado no compartimento de carga para auxiliar no projeto e construção de naves espaciais futuras.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
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STS-57
Programa de Ônibus espaciais
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