STS-61-B

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STS-61-B
Insígnia da missão
Estatísticas da missão
Espaçonave Atlantis
Lançamento 26 de Novembro de 1985, 7:29:00 p.m. EST.
39-A
Aterrissagem 3 de Dezembro de 1985, 1:33:49 p.m. PST,
-
Órbitas 108
Duração 6 dias, 21 horas, 4 minutos, 49 segundos
Altitude orbital 225 milhas náuticas (417 km)
Inclinação orbital 28,5 graus
Distância percorrida 2 838 972 (4 568 883 km)
Imagem da tripulação
Frente E-D: Ross, Shaw, Cleave, O'Connor, Neri Vela Atrás E-D: Walker, Spring
Frente E-D: Ross, Shaw, Cleave, O'Connor, Neri Vela
Atrás E-D: Walker, Spring
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A STS-61-B foi a vigésima terceira missão da NASA a utilizar um ônibus espacial, e a segunda missão da Atlantis.

Tripulação[editar | editar código-fonte]

Parâmetros da missão[editar | editar código-fonte]

Caminhadas no espaço[editar | editar código-fonte]

Principais fatos[editar | editar código-fonte]

O ônibus espacial Atlantis decolou do Pad A, Launch Complex 39, no KSC, às 7:29 p.m. EST de 26 de Novembro de 1985, sendo o segundo lançamento noturno no programa de ônibus espaciais e o segundo vôo do Atlantis. A carga primária de três satélites de comunicação foi lançada com sucedo, e uma demonstração maior das técnicas de construção de estruturas em órbitas foi realizada com sucesso. Esta atividade foi filmada pela câmera IMAX de filme largo montada no compartimento de carga, obtendo uma excelente cobertura. Três experimentos localizados no compartimento pressurizado do grupo também foram completados, com boas informações obtidas. A aterrisagem ocorreu no Edwards AFB, às 4:33 p.m. EST de 3 de Dezembro de 1985, após uma missão com duração de 6 dias, 21 horas, e 5 minutos.

Os membros do grupo eram Brewster H. Shaw, Jr., comandante; Bryan D. O'Connor, piloto; Mary L. Cleave, Sherwood C. Spring e Jerry L. Ross, especialistas da missão; e Rodolfo Neri Vela, do México, e Charles Walker, McDonnell Douglas, especialistas da carga. Os satélites lançados foram o AUSSAT-2 e o Morelos-B, sendo em cada caso o segundo de sua série. Ambos eram satélites Hughes HS-376 equipados com um propulsor PAM-D para atingirem a órbita geosíncrona de transferência. A terceira nave espacial era o SATCOM Ku-2, uma versão do RCA 4000 series. a RCA American Communications possui e opera o sistema de satélites do qual SATCOM Ku-2 faz parte. Ele era preso a um propulsor PAM-D2, uma versão maior do PAM-D. Este foi o primeiro vôo deste propulsor em um ônibus espacial.

Após seus lançamentos bem sucedidos, os foguetes dos satélites foram disparados para levá-los a suas órbitas geosíncronas de tranferência. Seus respectivos proprietários então assumiram o controle, e pósteriormente dispararam os motores de chute no apogeu, de modo a circularizar as órbitas e alinha-los com o equador.

O SATCOM Ku-2 possui 16 canais e opera inteiramente na faixa Ku (14/12 GHz). Cada canal possui uma potência de saída de saída de 45 watts e uma largura de banda de 54 MHz, o suficiente para tornar a recepção prática para uma antena comercial de até três pés de diametro. Esta foi a primeira de três naves espaciais a formar um sistema completo operacional. As áreas planejadas para servisos futuro são as casas que não podem receber serviços de televisão a cabo, complexos residênciais multi-unitários tais como condomínios e prédios, hoteis, hospitais e escolas; e um programa de sindicação para a transimissão de programação sensível ao tempo para as empresas de televisão comerciais.

Um item de interesse primário era o EASE/ACCESS, um experimento em montagem de grandes estruturas no espaço. ACCESS era uma grande torre composta de muitas pequenas estruturas e nós. O EASE era uma estrutura geométrica como o formato de uma pirâmide invertida, composta de algumas pequenas barras e nós. Juntos eles desmonstraram a viabilidade de construir grandes estruturas pré-formadas no espaço. A câmera IMAX montada no compartimento de carga filmou as atividades dos astronautas durante o trabalho no EASE/ACCESS, assim como outras cenas de interesse.

Rudolfo Neri Vela realizou uma séria de experimentos, primariamente na fisiologia humana. Charles Walker novamente operou o Sistema de Fluxo de Eletroforese Contínua, o terceiro vôo deste equipamento maior e aprimorado para produzir produtos farmaceuticos em condições de microgravidade. Um experimento em Misturação Difusa de Soluções Orgânicas, ou DMOS, foi operado com sucesso para a companhia 3M. O objetivo é o crescimento de cristais sobre microgravidade que são maiores e mais puros do que qualquer um produzido na Terra. Um pacote Getaway Special no compatimento de carga carregava um experimento de estudantes canadenses para fabricar espelhos em microgravidade com uma performance maior do que os fabricados na Terra.

Todos os experimentos da missão foram realizados com sucesso, e todos os equipamentos foram operados nos padrões estabelecidos.

Galeria[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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