S Bahia (S-12)

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S Bahia (S-12).

O S Bahia (S-12) foi um submarino da Marinha do Brasil da Classe Balao. Anteriormente denominado USS Plaice (SS-390), sob bandeira norte-americana, navio herói de guerra dos Estados-Unidos, foi incorporado a flotilha de submarinos do Brasil em 1963.[1]

Participação na Segunda Guerra[editar | editar código-fonte]

Originalmente construído sob o nome de USS Plaice (SS-390), o submarino é considerado um navio de contribuição importante para a campanha americana durante a Guerra no Pacífico. Foi lançado ao mar em 15 de novembro de 1943, no auge da Segunda Guerra Mundial, sendo fabricado pelo estaleiro Portsmouth Naval Shipyard, em New Hampshire.[2]

História[editar | editar código-fonte]

Com o excessivo custo e o elevado número de submarinos no pós-guerra, os Estados Unidos transferiram para a Marinha Brasileira, sob os termos do Programa de Assistência Militar, o USS Plaice.

Foi incorporado à flotilha brasileira em 7 de setembro de 1963. Pertencente à classe Fleet Type mais moderna, comparado aos seus antecessores S Humaitá (S-14) e S Riachuelo (S-15), introduziu métodos mais avançados de guerra nas operações utilizando o sonar em contrapartida do ataque via periscópia.

A passagem para a bandeira brasileira se deu na Base de Submarinos de Pearl Harbor, Havaí, em 7 de setembro de 1963, pelo Aviso 1643 de 12 de agosto de 1963 MM e OD 0047 de 7 de setembro de 1963 do EMA (Bol. 36/63/3965 MM). Naquela ocasião, assumiu o comando na ilha americana o Capitão-de-Fragata Abílio Simões Machado.

Foi o primeiro submarino da classe Fleet Type a sofrer alterações no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro - AMRJ. Melhor adaptada suas tarefas e modernizado, seu formato hidrodinâmico foi mudado pela colocação da chamada vela, encobrindo a torreta, guia dos periscópios, mastros do radar e de comunicações, e demais apêndices do cigarrete deck. Teve o valvulão elevado (válvula de 36 pol de diâmetro situada fora do casco resistente, localizada no interior da vela, e cuja finalidade era admitir ar para o funcionamento dos motores Diesel e ar para o sistema de ventilação do navio. Esta elevaçào era necessária para evitar o algamento do submarino quando grandes ondas vinham de popa, criando o chamado efeito pooping). Obteve com isso um aumento de velocidade de 1 nó em imersão, além da redução do nível de ruídos, incrementando seu desempenho acústico no combate. Foi, durante sua época, um submarino moderno em termos internacionais.

Participou sob a bandeira brasileira de diversas operações da UNITAS, também em operações de vigilância do Atlântico sul durante a Guerra Fria. Realizou operações em conjunto com diversas Marinhas, teve um total de navegação 140 503 mn, efetuou 2 863 horas de imersão e 836 dias de mar.

O submarino teve baixa do serviço ativo em 19 de janeiro de 1973.[3] O navio, que ainda fazia parte da parceria Brasil e Estados Unidos, permaneceu algum tempo sob a responsabilidade de um Grupo de Manutenção da Força de Submarinos, sendo vendido, posteriormente, ao Museu da Tecnologia de São Paulo. Por falta de recursos, no entanto, o projeto de utilizar o submarino como espaço museológico no Guarujá não obteve êxito, e a embarcação acabou sendo desmontada e teve seu casco vendido como ferro velho.[2]

Referências

  1. S Bahia - S 12, "Toninha". Navios de Guerra Brasileiros. Página visitada em 27 de outubro de 2012.
  2. a b Plaice (SS-390) (em inglês). NavSource Online. Página visitada em 27 de outubro de 2012.
  3. Unidades Navais (1913-2010). Comando da Força de Submarinos, Marinha do Brasil. Página visitada em 27 de outubro de 2012.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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