Software como serviço

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Software como serviço, do inglês Software as a service (SaaS), é uma forma de distribuição e comercialização de software. No modelo SaaS o fornecedor do software se responsabiliza por toda a estrutura necessária para a disponibilização do sistema (servidores, conectividade, cuidados com segurança da informação) e o cliente utiliza o software via internet, pagando um valor pelo serviço oferecido.[1]

Não é necessariamente a tecnologia utilizada que determina o modelo. O software utilizado pode ser 100% web (utilizado via browser) ou pode ter alguma instalação local (como antivírus ou sistemas de backup). A característica principal é a não aquisição das licenças (mas sim pagar pelo uso como um "serviço") e a responsabilidade do fornecedor pela disponibilização do sistema em produção.

Benefícios[editar | editar código-fonte]

Comparando com o modelo tradicional de distribuição de produtos de software (no qual o cliente adquire a licença de uso e se responsabiliza pela instalação e manutenção em produção) podemos destacar as seguintes vantagens do modelo SaaS para os clientes:

  • Não exige que o cliente crie uma estrutura e capacite os profissionais para manter o sistema funcionando, permitindo que ela se foque no seu negócio
  • Permite uma abordagem gradual de implantação, podendo começar com poucas licenças e expandir conforme tiver um retorno positivo do seu investimento, reduzindo os riscos e o tempo para o retorno do investimento
  • Permite aumentar ou reduzir as licenças ao longo do tempo, de acordo com as necessidades do negócio.
  • A implantação pode ser feita com pouca dependência das equipes de TI da empresa, não disputando prioridade com outros sistemas e podendo reduzir os tempos de implantação.

Modelos de cobrança[editar | editar código-fonte]

São comuns os seguintes modelos de cobrança no SaaS:

  • valor recorrente (geralmente mensal) proporcional ao número de licenças utilizadas
  • valor recorrente (geralmente mensal) proporcional ao uso (ex.: disparo de e-mail marketing)
  • propaganda (banners)
  • Freemium - com versões gratuitas e pagas de acordo com as funcionalidades disponíveis

Importante notar que uma grande diferença em todos os casos do modelo tradicional é o baixo desembolso inicial e o pagamento ao longo do tempo pelo uso do produto.

Um exemplo[editar | editar código-fonte]

Como exemplo, tenha em mente um sistema de controle de emails.

Se um cliente entra em contato com uma empresa para que esta desenvolva uma solução, a empresa vai cobrar cerca de $2.000,00 para desenvolver tal software e o mesmo será de propriedade do cliente.

Se uma empresa desenvolve a solução, a solução será da empresa e poderá vender o produto quantas vezes quiser cobrando os mesmos $2.000,00.

Se uma empresa desenvolve a solução e a disponibiliza na internet dentro de seu próprio servidor e não cobra nada para seus clientes se cadastrarem, nada para receber email e com um limite de 99 GB de armazenamento, mas vai cobrar pelo envio de email a quantia de $0,01 e a mensalidade de $10,00 por outros serviços adicionais, aí fica caracterizado a obtenção de receita através de SaaS.

O SaaS quando utilizado de forma inteligente possibilita ganhos de receita variável que a longo prazo são mais viáveis que a venda de software comum. Pois cobrando-se como serviço, não pesa no bolso do cliente, podendo-se obter uma quantidade infinita de novos consumidores.

O dono do software continua sendo a empresa que a produziu e seus clientes sempre terão a solução mais atualizada a custos viáveis.

Desafios iniciais de um Software como Serviço[editar | editar código-fonte]

Ajuste de mercado[editar | editar código-fonte]

Todo software como serviço precisa encontrar a segmentação de mercado ideal para seu tipo de produto para que consiga crescer rapidamente. Isso acontece quando o perfil de clientes uniformiza e é muito mais fácil vender, e a consequência imediata é que o número de clientes aumenta rapidamente.

Uma boa abordagem é testar verticais de negócio (setores do mercado) ao invés de várias empresas uma a uma. Isso permite uma velocidade nos testes, e um panorama geral do que o mercado tem pelo seu software.

Diminuir a Taxa de rejeição[editar | editar código-fonte]

Independente do modelo de cobrança, o desafio do SaaS é reter os clientes e evitar que eles saiam da base de usuários ativos. Isso acontece com um ótimo produto, onde o cliente consegue enxergar valor desde o início.

Há inúmeras técnicas para manter o cliente ativo e diminuir a taxa de rejeição. O ideal é determinar um ponto crítico de uso, uma métrica onde a empresa sabe que, em média, se um usuário atingi-la a chance de cancelar a conta é muito pequena.[2]

Fases de Crescimento de um Software como Serviço[editar | editar código-fonte]

Busca pelo Ajuste de Produto ao Mercado[editar | editar código-fonte]

As empresas que vendem Software como Serviço tem um desafio em comum: encontrar um grupo de clientes com características semelhantes dispostos a pagar por seu produto. Recomenda-se que esse número seja maior que 10 e que esses clientes não tenham relação de amizade ou parentesco com os sócios. A partir daí a empresa encontrou um indício de qual vertical de negócio adotará melhor o produto, e isso é sentido de duas formas: o esforço de venda diminui e a média de uso em horas por cliente aumenta muito.

Definição da estratégia de crescimento[editar | editar código-fonte]

Uma vez que o Software como Serviço encontrou a vertical de negócio que está adotando bem o produto cabe à empresa decidir quais os canais que seus clientes são atingidos via marketing digital. Deve-se observar quantos concorrentes já usam aquele canal de marketing, ou seja, quão saturado ele é e qual a velocidade que os resultados chegam.

Controle das métricas[editar | editar código-fonte]

Agora que a empresa já sabe quais canais de marketing são mais efetivos e geram crescimento, ela precisa se preocupar com as métricas mais importantes no que diz respeito à saúde financeira do empreendimento: o custo de aquisição do cliente (CAC) e o Customer Lifetime Value (LTV). O custo de aquisição do cliente representa quantos reais cada cliente custa para chegar até a base e o LTV significa o quanto o cliente deixará de dinheiro até sair da base. Para prosperar a empresa precisa de um baixo custo de aquisição de clientes e um alto LTV, ou seja, que os clientes fiquem por bastante tempo e continuem pagando.

Ganho de escala[editar | editar código-fonte]

As maiores empresas de Software como Serviço chegam aos R$ 100 milhões de faturamento em normalmente 7 a 10 anos de existência. O desafio de crescer nessa velocidade exigirá investimentos externos para que a empresa cresça e domine o mercado de SaaS, que tem essa regra de que o “vencedor leva tudo”, e expandir rápido e dominar a maior parte dos clientes é mandatório.[3]

Observações adicionais[editar | editar código-fonte]

Apesar do nome similar, não deve ser confundido com Web Services, que diz respeito a modularização, reaproveitamento e integração de processos de sistemas heterogêneos. Mas de qualquer forma, é interessante que alguns sistemas que utilizem da teoria SaaS disponibilizem seus serviços através de Web Services, dessa forma, seus serviços poderão ser utilizados em outros sistemas, sem precisar de intervenção humana, gerando novos tipos de produtos e serviços automatizados.

Os conceitos de Saas (Software como um Serviço) e HaaS (Hardware como um serviço) estão se difundindo rapidamente com o novo modelo de computação conhecido como cloud computing.

A solução SaaS é indicada principalmente para Pequenas e Médias empresas pois permite que elas tenham acesso a boas soluções de tecnologia sem que façam grandes investimentos em hardware e infraestrutura.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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