Sabeísmo

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Sabeísmo era a religião dos antigos sabeus, do Reino de Sabá, no atual Iêmen. Pouco se sabe hoje sobre sua organização, e embora admitisse uma multiplicidade de deuses menores, parecia estar centralizada em torno de uma divindade solar suprema denominada Almaqah (ou Ilmuqah), conforme indicado pelo Alcorão.

Fontes históricas[editar | editar código-fonte]

Os sabeus são citados na Bíblia, embora nenhuma referência seja feita sobre sua religião. O Alcorão cita os sabeus três vezes, e os apresenta como praticantes do monoteísmo (o próprio profeta Muhammad é denunciado pelos politeístas, no início de sua pregação, como sendo "sabeu"). Nos textos sagrados dos Bahá'ís, a "religião dos sabeus" é colocada ao lado de seis outras grandes fés mundiais: hinduísmo, budismo, zoroastrismo, judaísmo, cristianismo e islamismo. Todavia, mesmo os Bahá'ís reconhecem que pouco sabem sobre as origens do sabeísmo, apenas que "seu fundador foi um Mensageiro divinamente enviado", que a Caldeia havia sido a região onde a religião se difundiu e floresceu e que Abraão (ou seus ancestrais) teria sido seguidor desta fé.


Religião e culto[editar | editar código-fonte]

As referências sabéias a sua própria religião resumem-se aos nomes de divindades, o que é pouco para reconstruir um panteão. Além do citado deus solar Almaqah ("o deus que ouve"?), foram encontradas os nomes, dentre outros, de:

  • Athtar: "estrela da manhã", uma deidade protetora; forma masculina de "Astartéia".
  • Haubas: possivelmente uma divindade lunar.
  • Dhu Samawi: "senhor do céu".
  • Sin: o deus lunar principal.
  • Ramman: o Rimmon da Bíblia.
  • El: termo genérico semita para "deus".
  • Sami': "o ouvinte".
  • Shem: correspondente genérico de Baal.
  • Bashir: "aquele que traz boas novas".
  • Ta'lab: presumivelmente um deus-árvore, "patrono do Riyâm".

E as deusas:

  • Dhat Ba'dan: "senhora de Ba'Dan".
  • Shamsh: uma importante deidade solar (esposa ou filha de Almaqah).
  • Tanuf: "altiva".

A religião sabéia era preponderantemente, como outras de natureza semita, um culto à natureza. Isto é corroborado pelo Alcorão, que na sura 27,24 afirma que os sabeus veneravam o sol. São dados escassos detalhes do culto, exceto que envolvia dádivas e sacrifícios, bem como uma "auto-apresentação", um rito de significado duvidoso mas que, obviamente, podia ser realizado mais de uma vez. Pureza ritual e abstinência também parecem ter sido parte do sabeísmo, assim como a peregrinação religiosa a um ou vários santuários, preservada no nome do mês árabe, Dhu'l-Hijja (o décimo-segundo mês).

Islamismo e sabeísmo[editar | editar código-fonte]

Ao lado de cristãos e judeus, os sabeus são considerados pelos muçulmanos como integrantes dos "Povos do Livro", ou seja, povos que possuem uma religião monoteísta revelada. A existência de tais religiões seria tolerada pelos muçulmanos por serem vistas como versões anteriores (e imperfeitas) do próprio Islamismo (ao contrário do paganismo, um inimigo comum de todas as religiões monoteístas reveladas).

Todavia, o próprio Alcorão dá pistas escassas sobre qual seria realmente a natureza do sabeísmo, o que permitiu que povos conquistados pelos muçulmanos, sem qualquer relação com os sabeus históricos, fossem acrescentados na lista e ganhassem a liberdade de culto (sob as restrições impostas pelas autoridades islâmicas).

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • NIELSEN, Die altarab Mondreligion, (Strasburg, 1904)
  • NIELSEN, Der Sabäische Gott Il-Mukah, (Leipzig, 1910)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]