Sabrosa

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Sabrosa
Brasão de Sabrosa Bandeira de Sabrosa
Brasão Bandeira
[[Ficheiro:|250px]]
Localização de Sabrosa
Gentílico Sabrosense
Área 156,45 km²
População 6 361 hab. (2011)
Densidade populacional 40,66 hab./km²
N.º de freguesias 15
Presidente da
Câmara Municipal
Não disponível
Fundação do município
(ou foral)
1836
Região (NUTS II) Norte
Sub-região (NUTS III) Douro
Distrito Vila Real
Antiga província Trás-os-Montes
e Alto Douro
Orago
Feriado municipal 8 de Setembro
Código postal 5060
Endereço dos
Paços do Concelho
http://www.cm-sabrosa.pt
Sítio oficial Não disponível
Endereço de
correio electrónico
geral@cm-sabrosa.pt
Municípios de Portugal Flag of Portugal.svg

Sabrosa é uma vila portuguesa no Distrito de Vila Real, Região Norte e sub-região do Douro, com cerca de 1 200 habitantes.

É sede de um município com 156,45 km² de área e 6 361 habitantes (2011), subdividido em 15 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Vila Pouca de Aguiar, a leste por Alijó, a sueste por São João da Pesqueira, a sul por Tabuaço e Armamar e a oeste pelo Peso da Régua e por Vila Real. Foi criado em 1836 por desmembramento de Vila Real.

De todas as freguesias, apenas Parada do Pinhão, São Lourenço de Ribapinhão e Torre do Pinhão não estão inseridas na Região Demarcada do Douro. A 14 de Dezembro de 2001, a UNESCO integrou o Alto Douro Vinhateiro na lista de locais considerados património mundial na categoria de “Sítios Mistos”, englobando áreas do nosso município.

Sabrosa é também um concelho com fortes ligações à Europa e principalmente a França e Espanha, com as quais mantém as geminações com as vilas de Cadaujac, terra de vinhedos, e Guétaria, local de nascimento de Sebastian de Elcano, companheiro de Fernão de Magalhães que terminou a viagem de Circum-navegação.

Precisamente por ser berço de Fernão de Magalhães, Sabrosa tem também desenvolvido relações privilegiadas com as Filipinas, Chile, Argentina, Brasil, o que tem permitido projectar mundialmente este Concelho, o Douro e Portugal.

No concelho subsistem ainda alguns artesãos dedicados que trabalham nas áreas das rendas, tanoaria, cestaria, marcenaria, tamancaria e queijaria. Como concelho transmontano que é, também em Sabrosa, se pode apreciar a boa gastronomia de onde se salientam o Cabrito assado com arroz de forno, o cozido à portuguesa, a bola de carne, os enchidos tradicionais, o pão-de-ló, as cavacas altas e as cavaquinhas e naturalmente os excelentes vinhos do Douro e vinhos do Porto.

População do concelho de Sabrosa (1849 – 2011)
1849 1900 1930 1960 1981 1991 2001 2004 2011
5412 14038 12576 12903 9050 7478 7032 6835 6361

As freguesias de Sabrosa são as seguintes:

[editar] História

Apesar de somente ser Concelho desde 6 de Novembro 1836, todo o território de Sabrosa está pejado de vestígios da ocupação de diferentes povos e culturas, sendo alguns dos mais antigos os que remontam à Pré-história recente.

Foi precisamente durante este período que se construíram as dezenas de mamoas, estruturas funerárias neolíticas, que foram identificadas no nosso território e das quais se destaca a Mamoa 1 de Madorras, na Serra da Padrela (Arcã), pela sua monumentalidade e qualidade de preservação.

Também a, vulgarmente chamada, cultura castreja (Idade do Ferro) nos deixou vestígios na forma de castros, como o da Sancha ou Castelo dos Mouros, em Sabrosa e o Castro de S. Domingos de Provesende, localizados em sítios com boa visibilidade e boas defesas naturais que eram depois reforçadas com a construção de fossos e várias ordens de muralhas.

O Castro de Sabrosa terá sofrido ainda um processo de romanização, atestado pelo espólio encontrado do qual se destacam algumas moedas e uma epígrafe dedicada a Júpiter. No Concelho existia ainda um cemitério lusitano-romano localizado na Freguesia de Provesende (Quinta da Relva), classificado como património de interesse público, mas destruído nos anos 50 por um arroteamento do terreno para plantação de uma vinha.

A maioria das povoações pertencentes ao Concelho de Sabrosa remontam à Idade Média, pertencendo assim a concessão dos respetivos forais ao início da dinastia Afonsina, embora as suas origens sejam anteriores a 1143 (Fundação de Portugal), como é o caso de Provesende. Deste período restam ainda algumas sepulturas paleo-cristãs escavadas na rocha, localizadas na proximidade dos seguintes locais: Arcã, Vilar de Celas, Paredes, Provesende e Donelo.

No século XV, a documentação relativa a legados e valimentos surge com mais intensidade, denotando a existência de famílias nobres, no seio das quais, mais precisamente na Casa da Pereira, nasceu o navegador Fernão de Magalhães a quem se devem os planos e a execução parcial da primeira viagem de Circum-navegação da Terra.

O modo de vida destas famílias nobres pode ser hoje imaginado partindo da observação dos inúmeros solares e casas brasonadas que se distribuem pelo Concelho, podendo ser apreciados em quase todas as povoações.

Com a prosperidade económica conseguida em virtude da produção e comércio de vinho, foi reforçado o poder e influência dessa nobreza levando a uma proliferação dos solares no século XVIII. Este arranque económico-social deveu-se sobretudo à criação, em 1756, da Região Demarcada do Douro, primeira no mundo, e à fundação da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro por Marquês de Pombal.

De todas as freguesias que constituem atualmente o concelho de Sabrosa, apenas Parada de Pinhão, São Lourenço de Ribapinhão e Torre do Pinhão não fazem parte da Região Demarcada do Douro.

A 14 de Dezembro de 2001, a UNESCO integrou o Alto Douro Vinhateiro na lista de locais considerados património mundial na categoria de “Sítios Mistos”, englobando áreas do nosso município.

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