Saco biodegradável

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Sacos biodegradáveis (ou sacolas) são sacos feitos com materiais que são capazes de se decompor sob determinadas condições de luminosidade, humidade e oxigénio.[1] Os sacos biodegradáveis foram criados com o intuito de reduzir os problemas ambientais gerados pelos sacos comuns, que demoram cerca de 100 anos para se decompor, sendo vistos como uma alternativa sustentável para transportar objetos e alimentos já que se decompõem em cerca de 18 meses.[2] Muitas lojas e empresas estão a começar a usar diferentes tipos de sacos biodegradáveis devido aos benefícios ambientais percecionados pelos consumidores.[2] [3] [4]

Materiais[editar | editar código-fonte]

Os sacos biodegradáveis são sobretudo fabricados com plásticos biodegradáveis feitos a partir de resinas de amido (do milho, mandioca ou batata),[2] como o ácido poliláctico (PLA). Sacos de plástico biodegradável necessitam de mais plástico por saco do que os normais, porque o material não é tão forte. Muitos sacos biodegradáveis são também feitos de papel, materiais orgânicos ou policaprolactona (PCL).[5] [3] [6]

Degradação[editar | editar código-fonte]

Pode ser de duas formas:

  • anaeróbica: Se degrada com a ausência do oxigênio e gera produtos secundários como o metano, além de fibras de celulose e lignina.
  • aeróbica: Se degrada com oxigênio, produz compostos e dióxido de carbono.

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Alguns cientistas descartaram a possibilidade de os sacos biodegradáveis substituírem os sacos de plástico. Além disso, os materiais plásticos não podem ser depositadas na natureza, em aterros ou lixões abertos.

Leis[editar | editar código-fonte]

Em abril de 2011 entrou em vigor a lei n°9.529/08 que determina o uso de sacos ecológicos, como o biodegradável, que causa menos impacto sobre o meio ambiente, embora sejam mais caras, ao invés das sacos convencionais que geram mais problemas ambientais e são mais baratas. Essa lei foi publicada no Diário Oficial do Município, de Belo Horizonte e vale para padarias, farmácias, mercados e lojas.

Outra lei que proíbe o uso de sacos plásticos e assim, incentiva a utilização de sacos biodegradáveis, foi estipulada no Paraná. O governador Beto Richa (PSDB), vetou o projeto desta lei, com a autoria do deputado Caíto Quintana (PMDB). Apesar da avaliação de Richa alegar que esse projeto era contrário ao interesse público, já que ocasionaria um aumento de preços para o consumidor, o projeto foi aprovado em 2011 pela Assembleia Legislativa, também sendo publicada no Diário Oficial.

Reprovação em teste[editar | editar código-fonte]

Um estudo realizado em 2011 pelo Laboratório de Ciência e Tecnologia de Polímeros do Departamento De Engenharia Química da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) indicou que sacos biodegradáveis e compostáveis possuem o mesmo percentual de polietileno-polímero usado na produção dos sacos plásticos tradicionais, além de não apresentarem amido em sua composição, substância obrigatória.

Referências

  1. "Biodegradable. (Definition)." The New Dictionary of Cultural Literacy, 3rd ed.. Houghton Mifflin Harcourt Publishing Company, 2002. NA.
  2. a b c Plástico biodegradável já é fabricado no Brasil
  3. a b Wilder, Sam. "Festival food recycling: Sun, fun and diversion." BioCycle 47.6 (junho 2006): 30(3).
  4. "The supermarket chain Aldi Süd of Germany is now offering its customers shopping bags made of BASF's biodegradable plastic Ecovio. (Industry News and Notes, brief article)." Plastics Engineering 65.6 (junho 2009): 54(2).
  5. "Store offers biodegradable bags." Aiken Standard (Aiken, SC) (2009-02-17).
  6. Opposing Viewpoints: Pollution. Tamara L. Roleff. San Diego: Greenhaven Press, 2000. Opposing Viewpoints Resource.
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