Os Cavaleiros do Zodíaco

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Saint Seiya
聖闘士星矢
(Seinto Seiya)
Saint Seiya vol 1j.jpg
Capa japonesa do primeiro volume de Saint Seiya
Gênero Aventura, Fantasia
Mangá
Autor Masami Kurumada
Editora(s) Japão Shueisha (Tankoubon) e (Kazeban)
Editora(s)
lusófonas(s)
Brasil Conrad
Brasil Editora JBC[1]
Revista Weekly Shōnen Jump
Data de publicação 1986 – atualmente
Volumes 28 (Lista de Volumes)
Anime
Direção Kōzō Morishita (1–73)
Kazuhito Kikuchi (74–114)
Estúdio Toei Animation
Exibição original 11 de outubro de 1986 – 1º de abril de 1989
Emissoras de TV Japão TV Asahi
Emissoras lusófonas Brasil TV Manchete (1994 a 1998)
Brasil Cartoon Network (desde 2003)
Brasil Band (desde 2004)
Brasil Rede 21 (2004-2006)
Brasil PlayTV
Brasil Ulbra TV (desde 2006)
Brasil Rede Brasil (desde 2008)
Brasil Rede União
Brasil TV Nova
Brasil TV Diário
Portugal RTP (1992 a 1993)
Portugal SIC (1999)
Portugal Animax (2009)
Nº de episódios 114 (Lista de episódios)
OVA
Hades
Direção Shigeyasu Yamauchi (01-13)
Tomoharu Katsumata (14-31)
Estúdio Toei Animation
Nº de episódios 31
Duração 25 min
Filmes
O Santo Guerreiro
A Grande Batalha dos Deuses
A Lenda dos Defensores de Atena
Os Guerreiros do Armagedon
Prólogo do Céu

Saint Seiya (聖闘士星矢, Seinto Seiya?), conhecido nos países lusófonos como Os Cavaleiros do Zodíaco, é uma série japonesa de mangá, escrita e ilustrada por Masami Kurumada, publicada na revista Weekly Shōnen Jump de 1986 a 1991[2] [3] e adaptada para anime pela Toei Animation de 1986 a 1989.[4]

A história mostra cinco guerreiros místicos chamados de "Cavaleiros" (ou "Saints" no original) que lutam vestindo "Armaduras" (ou "Cloths") sagradas baseadas nas diversas constelações que protegem cada um dos guerreiros. Os Cavaleiros têm como missão defender a reencarnação da deusa grega Atena em sua batalha contra outros deuses do Olimpo que pretendem dominar a Terra.

Saint Seiya começou a ser conhecido no ocidente como Os Cavaleiros do Zodíaco depois que se tornou sucesso na França em 1988, onde foi dado o nome de Les Chevaliers du Zodiaque, o que foi também o primeiro lançamento estrangeiro da série. Tanto o mangá original e da adaptação do anime foram muito bem sucedidos no Japão e em vários países asiáticos, europeus e latino-americanos, incluindo Hong Kong, Singapura, França, Itália, Espanha, México, Republica Dominicana, Peru, Argentina, Colômbia, Equador, Chile e Brasil.[5] [6] [7] No entanto, nenhum deles foram traduzidos para o Inglês até 2003[6] . Quatro filmes foram mostrados nos cinemas japoneses em 1987-1989[2] . O anime foi cancelado e ficou inacabado em 1989, deixando um arco do mangá sem animação.[8] No entanto, em 2002, a Toei Animation continuou o anime na forma de três séries OVAs, a última das quais finalizada em 2008,[9] [10] [11] a fim de adaptar os restantes arcos de história de mangá, e, seguindo este renascimento da franquia, um quinto filme foi exibido em 2004.[12] Um sexto filme (que será em CG) estreou no Japão no dia 21 de Junho de 2014, e terá sua estreia nos cinemas do Brasil em 11 de setembro de 2014.[13]

Desde 2006, o autor Kurumada retomou a publicação do mangá, a partir da conclusão da obra original, continuando a história em Saint Seiya: Next Dimension.

Em 30/08/2014 a animação completou 20 anos desde a primeira exibição no Brasil, fato comemorado por vários fã clubes e eventos, incluindo a exibição de episódios clássicos da série em salas de cinema.

Enredo[editar | editar código-fonte]

O enredo se concentra em um órfão chamado Seiya, forçado a ir ao Santuário na Grécia para obter a Armadura de Bronze de Pégaso, uma veste usada pelos 88 guerreiros da deusa grega Atena, conhecidos como Cavaleiros. Após despertar o poder dos Cavaleiros, uma essência espiritual que se originou com o Big Bang (chamada de Cosmos), Seiya rapidamente se torna o Cavaleiro de Pégaso e volta ao Japão para encontrar sua irmã mais velha. Como a jovem havia desaparecido no mesmo dia em que Seiya foi para o Santuário, Saori Kido, a neta do homem que enviou todos os órfãos para treinar, faz um trato com ele e o pede que participe de um torneio chamado de Guerra Galática, onde os órfãos que sobreviveram e se tornaram Cavaleiros de Bronze devem lutar para ganhar a mais poderosa Armadura: a Armadura de Ouro de Sagitário. Se Seiya vencesse o torneio, Saori iniciaria uma busca por sua irmã.

O torneio é interrompido pelo vingativo Cavaleiro de Fênix, Ikki, que deseja eliminar qualquer traço que o ligue às pessoas que o forçaram a seguir seu treinamento. Ele rouba partes da Armadura de Sagitário e enfrenta os Cavaleiros de Bronze restantes, Seiya, Shun, Shiryu e Hyoga. Com a derrota de Ikki, os Cavaleiros de Bronze são atacados pelos Cavaleiros de Prata, enviados pelo Grande Mestre do Santuário para eliminá-los. Enquanto vencem as batalhas, os Cavaleiros de Bronze descobrem que Saori é a reencarnação de Atena e que o Grande Mestre tentou matá-la ainda bebê. O Cavaleiro de Ouro de Sagitário, Aioros, salva Saori, mas é morto logo depois. Antes disso, entrega Saori ao seu avô adotivo. Decididos a apoiar Saori, os Cavaleiros partem para o Santuário para enfrentar o Grande Mestre, mas antes de sua chegada, Saori é gravemente ferida por uma flecha. Os Cavaleiros acreditam que o Grande Mestre pode curá-la e tentam encontrá-lo, mas são confrontados por diversos Cavaleiros de Ouro no caminho. Depois de diversas batalhas, Seiya chega ao templo do Grande Mestre e descobre que ele é o Cavaleiro de Ouro de Gêmeos, Saga, que matou o Grande Mestre em busca de poder. Saga, por ser o cavaleiro da constelação de Gêmeos, é atormentado por suas duas faces, a face do bem e a do mal. Durante o período em que esteve como Mestre do Santuário, a face má dominou sobre a boa em Gêmeos. Com a ajuda do Cosmo de seus amigos, Seiya derrota Saga e usa o escudo da estátua de Atena para curar Saori. Logo depois, já com a parte boa imperando sobre si, Saga comete suicídio como forma de se punir.

Na segunda saga do mangá, o deus dos mares Poseidon reencarna no corpo de Julian Solo com o objetivo de alagar a Terra. Saori vai até seu templo, onde Julian a aprisiona. Seiya, Hyoga, Shun e Shiryu vão até o templo e enfrentam os subordinados de Julian, os Marinas. Enquanto isso, Ikki descobre que o responsável por esta guerra é o irmão de Saga, Kanon de Gêmeos, que manipulou Julian. Durante a batalha final, o espírito de Poseidon desperta dentro de Julian e consegue derrotar seus oponentes. Salva pelos Cavaleiros, Saori guarda a alma de Poseidon em sua ânfora.

A saga seguinte do mangá mostra a ascensão de Hades, deus do submundo e o maior inimigo de Atena, após se libertar de sua prisão. Ele revive os Cavaleiros de Ouro e o Grande Mestre Shion de Áries e os envia ao Santuário para matar Atena. Os Cavaleiros de Ouro que restam conseguem rechaçar o ataque, mas Saori comete suicídio. Ela faz isso para ter acesso ao submundo e enfrentar Hades com a ajuda de seus Cavaleiros. Shion revela que a intenção real dos Cavaleiros revividos era entregar a Saori sua própria Armadura, e a entrega para o grupo de Seiya antes de morrer novamente. No submundo, os Cavaleiros de Bronze enfrentam os Espectros de Hades. Na batalha final contra o deus da morte, os Cavaleiros adquirem as Armaduras Celestiais e juntamente com Saori, matam Hades. Porém, Seiya se sacrifica ao receber o ataque final de Hades e os Cavaleiros voltam para a Terra com seu corpo.

Na quarta saga, Next Dimension, Saori e Shun vão até o Monte Olimpo pedir a ajuda de Artêmis, irmã de Atena, para voltar ao tempo, a fim de salvar Seiya da maldição imposta por Hades. Artêmis diz que o único que pode ajuda-la, é Cronos, o Deus do tempo. Após um trato, Cronos envia Atena e Shun até a Guerra Santa do século XVIII, a mesma em que Dohko de Libra e Shion de Áries lutaram. Só que Saori é transformada em criança por Cronos e é separada de Shun. Já no passado, O Grande Mestre da época, junto com o Cavaleiro de Peixes, Cardinale, tenta tirar a vida do bebê Atena, mas é protegida pelo cavaleiro de Virgem, Shijma. Enquanto isso, o Santuário é atacado pelos Espectros, liderados por Suikyo, antigo Cavaleiro de Atena, que agora é um dos três juízes do Inferno, a Garuda. Shun também tenta passar pelos Doze Templos do Santuário, junto com Tenma de Pégaso, antepassado de Seiya e amigo de Alone, reencarnação de Hades da época. Logo depois, Ikki, Hyoga e Shiryu também voltam no tempo para ajudarem a salvar Seiya.

Produção[editar | editar código-fonte]

Quando Masami Kurumada estava no processo de criação do mangá, o nome do Cavaleiro de Pégaso seria Rin, e o título "Ginga no Rin" (Rin da Galáxia). Entretanto, depois Kurumada mudou o nome do personagem para Seiya, por julgá-lo mais adequado, primeiramente seria escrito com os kanjis de "flecha sagrada", mas posteriormente mudou para os de "flecha estelar" (uma referência à constelação de sagitário, signo de Seiya e do próprio Kurumada). Finalmente, o título foi mudado para Saint Seiya depois de desenvolver o conceito dos defensores de Atena, que são chamados de "Saints" na obra original.[14] Além disso, Kurumada afirmou que uma das primeiras ideias que concebeu para Saint Seiya foi o Meteoro de Pégaso. Uma vez que seu mangá iria usar constelações como um tema de destaque, ele queria que o protagonista tivesse um golpe que seria como uma chuva de meteoros.

Seiya foi inspirado no personagem Takane Ryuuji, protagonista do mangá Ring ni Kakero, também de autoria de Kurumada.[14]

Logotipo da versão Brasileira da série.

Mídias[editar | editar código-fonte]

Mangá[editar | editar código-fonte]

O mangá original foi criado, escrito e ilustrado por Masami Kurumada na revista Weekly Shōnen Jump entre 1986 e 1991 e dividido em 28 volumes. A série tem três sagas principais: Santuário, Poseidon e Hades. O volume 13 também contem uma história independente chamada Natassia da Terra do Gelo.

Além dos volumes originais, a série foi reimpressa quatro vezes: em 1995, 2001, 2003 e 2007.

Outras séries[editar | editar código-fonte]

Durante 2002, um novo mangá chamado Cavaleiros do Zodíaco: Episódio G começou a ser produzido. A história acontece 7 anos antes dos eventos do mangá original e 6 anos após a morte do Cavaleiro de Ouro Aioros de Sagitário, com Aioria de Leão como protagonista. Durante a série, os Titãs são trazidos de volta à vida com a missão de recuperar sua terra, e os Cavaleiros de Ouro são enviados para impedi-los e proteger os humanos. Esta nova série de mangá é escrita e desenhada por Megumu Okada, com a autorização de Kurumada. Os capítulos são publicados na Champion RED, com 19 volumes já lançados e encontra em hiatos desde de 2012, no ano em que foi previsto que a série deve ser finalizada no próximo volume, o volume 20.

Em 2006, Kurumada deu continuidade à história de Os Cavaleiros do Zodíaco com Saint Seiya: Next Dimension. A história continua com a Guerra Santa anterior entre as divindades do universo da série. Continuação do mangá original, heróis do presente(Saori, Hyoga, Shiryu, Shun, Ikki) voltam no tempo para salvar Seiya de Pégaso de sua morte iminente. A obra é publicada na revista Shōnen Champion e tem sua publicação por temporada (aproximadamente 8 capítulos sequenciados e volta a ficar em hiato por meses), lançando praticamente um volume por ano. No início de 2014 foi lançado o volume 9.

Ainda em 2006, outra série de mangá chamada de Saint Seiya: The Lost Canvas começou a ser publicada, contando uma interpretação alternativa da Guerra Santa que ocorreu no século XVIII, 250 anos antes da série original. A história se desenrola a partir de Tenma, o Cavaleiro de Pégaso, e seus amigos Alone e Sasha, que viriam a se tornar respectivamente Hades e Athena. Assim como Saint Seiya: Next Dimension, é publicada na revista Shōnen Champion, com desenho e história de Shiori Teshirogi e supervisão de Kurumada. O mangá foi finalizado no capítulo 223, com 25 volumes, em abril de 2011. Porém na edição da Shonen Chanpion semanal que lançou o último capítulo foi revelado que a série continuaria, lançando mini-sagas dos cavaleiros de ouro; atualmente se encontra com 8 volumes finalizados, cada um contando a história de um cavaleiro, e na produção do nono. Os cavaleiros que tiveram suas histórias publicadas foram: 1. Albafica de Peixes, 2. Kardia de Escorpião, 3. Degel de Aquário, 4. Manigold de Cancer, 5. El Cid de Capricórnio, 6. Dohko de Libra, 7. Regulos de Leão, 8. Asmita de Virgem. Atualmente a história em lançamento é a do cavaleiro de ouro Hasgard de Touro.

Uma nova série de anime da Toei Animation, com o nome Saint Seiya Ω, começou a ser exibida em abril de 2012.[15] É uma história original (spin off), que não segue a continuidade do mangá de Kurumada. A história se passa 25 anos após a série original (se passando por volta de 2012), contando a história de Kouga, uma criança que foi criada por Saori Kido e treinado por Shina de Cobra para se tornar o cavaleiro de pégasus. Nessa era, Seiya, Shun, Shiryu, Hyoga e Ikki são considerados cavaleiros lendários e Seiya, apesar de ter sumido anos atrás, é conhecido como o maior dos lendários cavaleiros. Quando Kouga era bebê, houve uma guerra contra o deus Marte (Ares, deus da Guerra, para os romanos), onde saíram-se vitoriosos, porém Seiya sumiu na batalha final, Shiryu perdeu os cinco sentidos, além de todos (incluindo Saori) terem sido corrompidos por um cosmo negro que corrói aquele que usa cosmo. Uma das novidades na série são elementos naturais do cosmo: água, terra, fogo, ar, raio, luz, sombra/trevas; para ser um cavaleiro, não basta ter e saber usar o cosmo sabiamente, deve-se aprender a usar seu elemento cósmico. Cada um dos seis protagonistas do anime possuem elementos diferentes. Outra alteração é o design das armaduras, muito diferente das vistas em qualquer outra saga de Cavaleiros, tendo partes da armadura (principalmente as golas) feitas, aparentemente, de tecido. As urnas das Armaduras também foram transformadas nas Cloth Stone, que são pequenas pedras que invocam as armaduras para o cavaleiro.

Em junho de 2013, um terceiro mangá spin-off de Saint Seiya foi anunciado, intitulado Saint Seiya: Saintia Shō (圣闘士星矢·セインティア翔, Seinto Seiya - Seintia Shō?). A serialização começou na edição de setembro da revista Champion Red. A série apresenta os Cavaleiros conhecidos como Saintia (セインティア, Seintia?) (no trabalho de Kurumada eram chamadas de Amazona (女圣闘士, Onna Seinto?)), que são a Guarda pessoal de proteção à Athena, e conta com uma protagonista feminina, Shō. O mangá é de autoria de Chimaki Kuori, sob encomenda de Masami Kurumada.[16]

Anime[editar | editar código-fonte]

A adaptação para anime é baseada no mangá de mesmo título e segue o mesmo enredo. Produzido pela Toei Animation, teve sua estreia no Japão no canal TV Asahi em 11 de outubro de 1986 e durou até 1989. Foi dirigido por Kōzō Morishita (episódios 1–73) e Kazuhito Kikuchi (episódios 74–114). Os desenhistas da obra foram Shingo Araki e Michi Himeno, com trilha sonora composta por Seiji Yokoyama. Os escritores responsáveis por adaptar a história de Kurumada foram Takao Koyama e Yoshiyuki Suga. A série tem três sagas: Santuário (episódios 1–73), Asgard, exclusiva do anime (episódios 74–99), e Poseidon (episódios 100–114).

A série foi originalmente exibida em Portugal pela RTP entre 1992 e 1993, na sua versão original japonesa e sem genérico de abertura ou encerramento. A exibição da série acabou por ser prematuramente cancelada, com apenas 36 episódios, por alegadas queixas relacionadas com o seu conteúdo violento da parte dos pais. A SIC iniciou a transmissão de uma versão portuguesa da série em 1999, marcada pelas constantes mudanças de horário, que começou aos domingos pelas 12 horas, passou para terças e quintas às 9 horas e tendo acabado nesses dias às 7:30 da manhã. O canal Animax transmitiu a versão japonesa com legendas.

No Brasil, a série foi exibida originalmente pela extinta Rede Manchete entre 1994 e 1997 e foi reprisada pelo Cartoon Network a partir de 2003 e pela Band na televisão aberta desde 2004, ambos em uma versão redublada. Em 2010, a Band exibiu a saga de Hades, até então inédita no país,[17] e que foi reprisada em 24 de Dezembro de 2012. Lost Canvas permanece inédito na televisão, porém lançado apenas em DVD em 2010 com a dublagem dos estúdios DuBrasil, enquanto o Omega será dublado pelo mesmo estúdio, a partir de 2013.

Novel[editar | editar código-fonte]

Em 9 de novembro de 1988, Shonen Jump lançou o Jump Gold Selection Anime Special 2, escrito por Takao Koyama, com ilustrações dos Designers de Animação de Personagens da série, Shingo Araki e Michi Himeno.

Este especial é apenas um flashback detalhando a tentativa de Saga de Gêmeos de assassinar a recém-nascida Atena. Há também uma série de dois romances escritos por Kurumada e Tatsuya Hamazaki com o nome de Saint Seiya - Gigantomachia , que foram publicados pelo salto J Books. O primeiro romance foi lançado no Japão em 23 de agosto de 2002,[18] e o segundo foi publicado em 16 de dezembro de 2002.[19]

Trilha sonora[editar | editar código-fonte]

Temas de abertura
  • Episódios 1 a 73 e filmes I e II: "Pegasus Fantasy" por MAKE-UP (no Brasil, por Edu Falaschi)
  • Episódios 74 a 114 e movie IV: "Soldier Dream" por Hironobu Kageyama & Broadway (no Brasil, por Che Leal)
  • OVAs 1 a 13: "Chikyuugi" por Yumi Matsuzawa (no Brasil, por Larissa Tássi)
  • OVAs 14 a 31: "Megami no Senshi ~Pegasus Forever~" Marina del ray (no Brasil, por Ricardo Cruz)
Temas de encerramento
  • Episódios 1 a 73: "Blue Forever" por MAKE-UP (no Brasil, por Edu Falaschi)
  • Episódios 74 a 114: "Blue Dream" por Hironobu Kageyama & Broadway (no Brasil, por Che Leal)
  • OVAs 1 a 13: "Kimi to Onaji Aozora" por Yumi Matsuzawa (no Brasil, por Larissa Tássi)
  • OVAs 14 a 25: "Takusu Mono he ~My Dear~" por Yumi Matsuzawa (no Brasil, por Larissa Tássi)
  • OVAs 26 a 31: "Kami no En ~Del regno~" por Yuuko Ishibashi (não teve versão brasileira)
  • Filme Prólogo do Céu: “Never” por MAKE-UP (no Brasil, por Edu Falaschi)
  • Filme Lenda do Santuário: "Hero" por YOSHIKI featuring Kate Fitzgerald (Violet UK)

Durante a exibição na extinta Rede Manchete, a emissora, juntamente com os selos Sony Wonder e Columbia Records, produziu temas de abertura e encerramento especialmente para o Brasil no ano de 1995. Estiveram envolvidos na produção, que deu origem a um LP de 12 faixas, compositores de renome, como Carlos Colla, Michael Sullivan e Paulo Sérgio Valle. Duas cantoras envolvidas no projeto foram Sarah Regina e Larissa Tássi, esta quando criança. Em algumas faixas, participaram os dubladores Walter Breda e Hermes Baroli.

O álbum vendeu mais de 700 mil cópias, rendendo à eles Discos de Ouro, Platina e Platina Duplo.[20] [21]

Temas de abertura (Rede Manchete)
  • Guardiões do Universo[22] (uma canção advinda da França[23] e versionada para português que deu origem à canção Força Astral. Foi veiculada durante os primeiros episódios da primeira exibição);
  • Os Cavaleiros do Zodíaco (segundo tema de abertura, mas também foi veiculada durante os primeiros episódios nas exibições posteriores).
Temas de encerramento (Rede Manchete)

Foram vários os temas de encerramento, que foram veiculados alternadamente. São eles:

  • Saori
  • Shina
  • Marin
  • Força Astral (canção original brasileira que lembra a antiga música de abertura).

A trilha sonora brasileira, também lançada em K7 e CD, ainda continha as faixas Seiya, o cavaleiro de Pégaso, Mestre do Mal e Rap do Zodíaco, além do segundo tema de abertura e mais três músicas em versão karaokê.

Essa trilha foi muito bem produzida, com arranjos cheios de contraponto e muito criativos. As letras eram dirigidas ao público infantil, mas até hoje embalam os eventos de anime.

Jogos eletrônicos[editar | editar código-fonte]

A série possui diversos jogos eletrônicos. Para o Family Computer, dois RPGs, Saint Seiya: Ōgon Densetsu e Saint Seiya: Ōgon Densetsu Kanketsu-Hen, foram lançados em 1987 e 1988, respectivamente.[24] [25] Em 2003, a Bandai lançou outro RPG chamado Saint Seiya: Ōgon Densetsu-Hen Perfect Edition para WonderSwan Color, com base nos primeiros 73 episódios do anime.[26] Em 2005, a Bandai lançou Saint Seiya: Chapter-Sanctuary para PlayStation 2. É um jogo de luta 3D que adapta os mesmos episódios do jogo anterior.[27] Uma continuação para este jogo foi lançada em 2006 com o nome de Saint Seiya: The Hades. O 1º jogo de Famicon foi lançado numa versão francesa. Fora isso, apenas os jogos de PS2 foram publicados fora do Japão, sendo o segundo lançado na Europa primeiro e posteriormente no Japão e Austrália.[28]

Um novo jogo chamado Saint Seiya Online tinha lançamento agendado para agosto de 2009 pela SEGA, mas o lançamento foi adiado indefinidamente. Os testes da versão Beta começaram em 16 de Maio de 2013, mas somente na China. A produção do jogo se iniciou em 2006 de acordo com o blogue de Masami Kurumada,[29] mas ele esperou até 2008 para publicar mais informações em seu blog, incluindo uma foto com os cinco Cavaleiros de Bronze principais em suas cores originais.[30]

Em 2011, foi lançada uma máquina pachinko baseada na série, para comemorar seus 25 anos de aniversário.[31] Em novembro do mesmo ano, foi publicado um jogo de PlayStation 3 chamado Saint Seiya Senki (no Brasil: Os Cavaleiros do Zodíaco - Batalha do Santuário).

Em outubro de 2013, foi lançado um novo jogo de Playstation 3, Saint Seiya: Brave Soldiers (聖闘士星矢 - ブレイブ・ ソルジャース, Seinto Seiya - Bureibu Sorujāsu?) (no Brasil: Os Cavaleiros do Zodíaco: Bravos Soldados), que tem uma jogabilidade no mesmo estilo da série Naruto: Ultimate Ninja Storm. É o primeiro a cobrir todos os três arcos principais do mangá original, Santuário, Poseidon e Hades.[32]

Mais recentemente, em março de 2014, foi lançada uma nova máquina pachinko com o tema da série Saint Seiya. Com o título Saint Seiya - Golden Fierce Battle Chapter (聖闘士星矢- 黄金激闘編, Seinto Seiya - Ōgon Gekitō-hen?), o jogo se baseia no arco A Grande Batalha das Doze Casas.[33]

Outros jogos com os personagens da série incluem:

  • Famicom Jump: Eiyū Retsuden (Famicom, NES, 1989)
  • Pop'n Music Animation Melody (Arcade, PlayStation, Game Boy Color, 2000)
  • Pop'n Music Animelo 2 (Arcade, 2001)
  • Saint Seiya Typing Ryu Sei Ken (PC, 2003)
  • Jump! Ultimate Stars (Nintendo DS, 2006)
  • Saint Seiya: Ultimate Cosmos (PSP, 2009)

Recepção[editar | editar código-fonte]

Pode afirmar-se que a série deu contribuições especiais no desenvolvimento da cultura japonesa de mangás e animes. É a mais importante e antiga origem para Doujinshi junto com Captain Tsubasa, que acabou crescendo numa subcultura periférica significativa de anime e mangá. Os grupos Doujinshi têm atualmente um grande número de membros no Leste Asiático, América do Sul e Oeste Europeu.

O mangá original vendeu mais de 25 milhões de cópias no Japão até 2007,[34] e mais de 34 milhões de cópias no Japão até 2013.[35]

No Brasil, o lançamento da série em 1994 foi responsável por mudar a maneira que o público assistia animes, desencadeando uma "anime-mania". Em outros países latino-americanos, como México e Argentina, o sucesso também foi grande, apesar de a animação japonesa ter sido exibida eventualmente em ambos os países na década anterior, com programas como "Robotech" e "Mazinger Z". Em função do sucesso nos países de língua espanhola, a tradução brasileira do anime foi feita com base na dublagem em espanhol. Tanto o anime quanto o mangá foram lançados na China, Hong Kong e Taiwan por volta de 1990, dando início à adoração da animação japonesa e do mangá nesses países.

O mangá serviu de inspiração para diversas séries futuras, incluindo B't X, do próprio autor Kumarada, Shurato, Yoroiden Samurai Troopers, Gulkeeva, and Mobile Suit Gundam Wing[36]

Mangakas famosos atualmente como o grupo CLAMP, Kubo Tite, Yun Kouga, Kouta Hirano e Masashi Kishimoto, o criador de Naruto, já declararam terem sido muito influenciados pelas obras de Kurumada. Tite Kubo, autor da série de mangá Bleach , considera Saint Seiya uma de suas maiores inspirações para os desenhos dos diferentes tipos de armas que seus personagens usam na história, assim como as cenas de batalha.[37]

No Canadá e Estados Unidos, a série não fez sucesso em sua primeira exibição. Somente em 2003, com o nome Knights of the Zodiac a série começou a ganhar fãs do continente norte-americano (mais especificamente nos estados de Quebec (Canada) e Wisconsin (E.U.A.)). A empresa responsável pelo licenciamento foi a DIC Entertainment. A série sofreu muitos cortes e enormes alterações na trilha sonora e na história, o que decepcionou muitos fãs. A saída foi lançar DVDs (caixas) na íntegra (sem cortes e alterações). Alguns produtos começaram a ser lançados junto com o mercado japonês com isso é crescente o número de fãs que estão se formando nos Estados Unidos e no Canadá.

Prêmios e Honrarias[editar | editar código-fonte]

  • Em 1988, a série foi eleita o segundo melhor anime do ano, sendo superado apenas pelo filme Tonari no Totoro.[40]
  • Em ranking publicado em 2001 pela TV Asahi, Os Cavaleiros do Zodíaco aparecem entre os cem melhores animes (53a posição).[41]
  • A mesma TV Asahi publicou um novo ranking, em 2006 (os cem melhores seriados de animes da TV). Os Cavaleiros do Zodíaco aparecem na 25a posição.[42]

Prêmio Yamato[editar | editar código-fonte]

O Prêmio Yamato é o maior prêmio da dublagem brasileira. Até 2011, Cavaleiros do Zodíaco já havia ganhado 17 prêmios.

Os artistas premiados são considerados a partir de seus trabalhos realizados no ano anterior ao da premiação.

Ano Categoria Indicação Resultado Observação Ref.
2003 Troféu Anime Friends Cavaleiros do Zodíaco (Gota Mágica / Álamo) Venceu
2004 Melhor Dublador de Protagonista Francisco Brêtas (Hyoga de Cisne - Os Cavaleiros do Zodíaco) Venceu
2004 Melhor Narrador (a) ou locutor (a) Jonas Mello (Os Cavaleiros do Zodíaco) Venceu empatado com Luiz Feier Motta (As Meninas Superpoderosas)]
2007 Melhor Direção de Dublagem Os Cavaleiros do Zodíaco: A Saga de Hades (Marcelo Campos - episódios 1 a 13 e Hermes Baroli - episódio 0) Venceu
2007 Melhor Dubladora de Coadjuvante – Escolha do Público Cecília Lemes (Artemis - Os Cavaleiros do Zodíaco: Prólogo do Céu) Venceu
2007 Revelação do Ano Spencer Toth (Dublagem do personagem Teseu) Indicado [43]
2007 Thiago Zambrano (Dublagem do personagem Tohma Indicado
2008 Melhor Narrador (a) ou locutor (a) Gilberto Rocha Jr (Os Cavaleiros do Zodíaco - Saga Inferno) Venceu
2008 Melhor Dublador de Coadjuvante – Escolha do Público Cesar Marchetti (Rhadamanthys - Cavaleiros do Zodíaco, Saga Inferno) Venceu
2008 Melhor Tradução (Tradutor ou Tradutora) Os Cavaleiros do Zodíaco - Saga Inferno (Marcelo del Greco e Karen Kazumi Hayashida) Venceu Empate com Pokémon - Temporada 9 (Elaine Pagano e Fábio Gajira) e Os Cavaleiros do Zodíaco - Saga Inferno (Marcelo del Greco e Karen Kazumi Hayashida)
2008 Melhor Trilha Sonora ou Canção Adaptada para o Português (Música – Tradutor / Interprete) Cavaleiros do Zodiaco - Abertura Saga Inferno (Dubrasil – Ricardo Cruz) Venceu
2008 Cavaleiros do Zodiaco - Encerramento Saga Inferno (Dubrasil – Ricardo Cruz) Indicado [44]
2008 Melhor Mixagem (Mixadores) Cavaleiros do Zodiaco - Saga Inferno (DuBrasil) Indicado
2008 Melhor Narração ou locução Cavaleiros do Zodíaco - Saga Inferno (DuBrasil) Indicado
2009 Melhor Redublagem ou Continuação Os Cavaleiros do Zodíaco – Saga Eliseos (DuBrasil) Venceu
2009 Melhor Direção de Dublagem Os Cavaleiros do Zodíaco – Saga Eliseos (Gilberto Baroli e Hermes Baroli) Venceu
2010 Melhor Tradução ou Adaptação Saint Seiya: The Lost Canvas (Dubrasil - Marcelo Del Greco e Arnaldo M. Oka) Venceu
2010 Melhor Dublagem de Anime Saint Seiya: The Lost Canvas (Dubrasil) Venceu
2010 Melhor Dublador de Anime Silas Borges (Alone - Saint Seiya: The Lost Canvas) Venceu
2011 Melhor Dublagem de Anime Saint Seiya: The Lost Canvas (Dubrasil) Venceu
2011 Melhor Dublador de Anime Charles Emmanuel (Tenma - Saint Seiya: The Lost Canvas) Venceu
2011 Melhor Dubladora de Anime Miriam Ficher (Pandora - Saint Seiya: The Lost Canvas) Venceu

Referências

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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