Sagrado da Birmânia

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Sagrado da Birmânia
Outros nomes Birmanês
País de origem  França
Normas da raça CFA: link
FIFé: link
ACF: link
LOOF: link
Notas Sociável, apegado ao dono.

Sagrado da Birmânia ou birmanês é uma raça de gato, que descende de uma linhagem de gatos criados dentro dos templos budistas.[carece de fontes?]

Tornou-se bastante popular no mundo. Hoje, está entre as 10 que mais registram nascimentos nas principais entidades do exterior.

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História[editar | editar código-fonte]

Segundo a lenda, existia num templo um gato branco, de pelo comprido, que era o fiel companheiro de um sacerdote. Quando este morreu, assassinado por invasores, o gato pulou para cima do corpo de seu dono e aí ficou, para evitar que alguém se aproximasse. Nesse momento, sua pelagem foi ficando cor de creme. Os olhos dourados tornaram-se azuis e as patas, nariz, orelhas e cauda, azuis - cinzentos. Apenas os quatro pés, que estavam em contato com o corpo do defunto, permaneceram brancos.

Depois disso, todos os outros gatos criados nos templos ficaram iguais a ele. Ao que tudo indica, o Sagrado da Birmânia descende dos gatos que eram venerados como deuses nos templos budistas da Birmânia (atual Myanmar), na Ásia, no século XV. Os sacerdotes acreditavam que os fiéis retornavam à Terra na forma de gatos. Há várias descrições da chegada dos primeiros exemplares da raça à Europa.

Uma delas foi quando uma gata grávida Sagrado da Birmânia, vinda num navio para a França, única sobrevivente de todos os gatos que embarcaram , veio por volta de 1920, e assim foram cruzados os gatos consanguineamente ou com outras raças para aprimorá-lo.

A raça moderna foi fundada por "Wong Mau", um Sagrado da Birmânia - levado para os EUA em 1930 - que foi cruzado com um gato siamês.

É provável que tenha havido importações posteriores da Birmânia. Mas o fato é que em 1936 a raça já se tornara suficientemente pura para ser reconhecida nos EUA. Na França, a raça foi oficialmente reconhecida em 1952. Os selecionadores franceses incluíram na descendência o sangue dos Siameses e dos Persas brancos, este último responsável pela pelagem macia e semilonga do Sagrado da Birmânia.

A história da raça, que divergiu durante a última metade da década de 1940, produziu dois tipos distintos de Sagrado da Birmânia: o gato inglês tem um porte mais oriental, e o americano é mais robusto.

Características físicas[editar | editar código-fonte]

Possuem cabeça grande e redonda, nariz curto (porém não achatado), e grandes olhos redondos e de coloração azulada. Possui um detalhe nas patas, por isso muitos o chamam de "o gato de luvas".O corpo é bege bem claro, contrastando com a face, orelhas, pernas, cauda e genitais que são mais escuras e podem ter até 17 colorações permitidas.[1]

Ele faz parte do grupo de gatos que ostenta marcação branca nos pés. São as chamadas luvas, cujo formato ideal desafia a criação. O padrão do Sagrado da Birmânia, ressaltam vários especialistas, é um dos mais detalhados e rígidos da gatofilia, dificultando a obtenção de exemplares de grande qualidade.

Aparência geral[editar | editar código-fonte]

São gatos de pêlo longo, saudáveis, musculosos, com movimentação equilibrada. A pelagem não forma nós, nem cachos (com exceção da região do abdômen). As fêmeas (peso ideal a partir de 3 kg chegando a 5 kg, sem aparentar ser gordo) são bem menores do que os machos (que podem chegar a 8 kg, sem aparentar ser gordo). A cauda é portada ereta.

Cabeça[editar | editar código-fonte]

Forte, de tamanho médio e formato arredondado; vista de perfil, mais longa que larga. As mandíbulas fortes, o queixo, bem desenvolvido e as bochechas, salientes.

Nariz[editar | editar código-fonte]

Alongado, com as narinas que apontam para baixo; pode apresentar pigmentação rosada. O nariz romano é o ideal, sem stop, ou pouco marcado.

Orelhas[editar | editar código-fonte]

O comprimento é aproximadamente igual à largura na inserção. As pontas são redondas. lnseridas moderadamente afastadas e bem providas de tufos de pêlos.

Olhos[editar | editar código-fonte]

São arredondados, levemente amendoados, grandes, sempre azuis (de preferência bem escuros, o mais intenso possível), independentemente da cor da pelagem. Inseridos relativamente distantes. Apesar de raríssima é também aceita a coloração azul tendendo ao lilás.

Pescoço[editar | editar código-fonte]

Possui comprimento médio e é bem musculoso.

Corpo[editar | editar código-fonte]

De ossatura forte, retangular.

Cauda[editar | editar código-fonte]

A cauda apresenta comprimento médio, em proporção com o corpo, formando uma pluma.

Tamanho[editar | editar código-fonte]

De médio a grande.

Pelagem[editar | editar código-fonte]

De comprimento médio para longo, textura sedosa. O colar é desejável, especialmente nos machos. Menos espessa do que a dos persas, não forma nós e, por isso, dispensa as escovações muito freqüentes. Ao ser tocada com os olhos fechados deve dar a sensação de seda pura.

Faltas[editar | editar código-fonte]

Pontos brancos nas pontas escuras, manchas escuras no abdômen e ventre, luvas altas demais.

Cores[editar | editar código-fonte]

Atualmente existem 40 cores em suas demais variações. As mais comuns são: O Seal (cor inicial do Sagrado), o Blue, O Chocolate e o Lilac. Há alguns anos houve polêmica em torno da aceitação do gene Lynx e Red, que não são originais da raça, ou seja, foram necessários cruzamentos com outras raças para trazer esse gene ao Sagrado.Além das cores básicas, as temos no Tortie (uma cor básica mesclada com o creme), o Lynx (em listras) e o Torbie (Tortie Tabby).

Cuidados Gerais[editar | editar código-fonte]

Escovações semanais, para evitar a formação de bolas de pelo (podem ser usadas também pastas que servem para este fim);Banhos quinzenais ou mensais se fazem necessários;Em geral é um gato forte, mas como todos os gatos de raça, deve tomar todas as doses das vacinas e reforçar todo ano.

Peculiaridades[editar | editar código-fonte]

Os Sagrados da Birmânia, por serem gatos "ColorPoint", assim como os siameses, nascem brancos, e apenas em algumas semanas podemos começar a ver a cor do gato, dependendo da marcação...Por isso, os clubes recomendam que o gato tenha entre 1 e ½ e 3 para efetuar o registro, mas mesmo assim a cor continua a escurecer até uns 2 anos de idade.

Temperamento[editar | editar código-fonte]

O Sagrado da Birmania é muito apegado ao dono e casa, é um gato sensível e pode sofrer de depressão quando o dono se ausenta por um período longo. No entanto, com estranhos não é tão afável e pode mesmo morder. Porém, antes disto, costuma alertar o estranho que insiste em tocá-lo através de um rosnado.[1] [2] Apesar de às vezes não estar interessado e não tratar bem o estranho, não é considerado agressivo, mas sim um gato muito sociável, inclusive com crianças e, ao contrário do gato siamês, não é ciumento. É muito inteligente. Acostumam-se rapidamente com os hábitos de toda a família e também se adaptam facilmente a outros animais; são animais bastante tranqüilos e dóceis.

Adaptam-se facilmente em ambientes fechados, ideais para apartamentos.

Saúde[editar | editar código-fonte]

O Sagrado da Birmânia pode sofrer de cardiomiopatia hipertrófica, mal progressivo e hereditário que afeta gatos em geral. Caracteriza-se pelo espessamento da parede do ventrículo esquerdo e decorrente mau funcionamento do coração. Os sintomas são batimento cardíaco irregular, apatia, dificuldade para respirar e aumento da frequencia respiratória. Em certos casos, depressão, intolerância a exercícios e paralisia das patas traseiras. Há pacientes assintomáticos. Suas consequencias são edema pulmonar, tromboembolia sistêmica (coágulos de sangue), arritmia cardíaca, desmaio, arroxeamento de mucosas e morte súbita. Para prevenir o mal, não se deve acasalar portadores. Exames cardíacos regulares possibilitam diagnóstico e tratamento precoces. O mal não tem cura, mas pode ser controlado.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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