Saliência aberrante

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Saliência aberrante é uma desordem de nível psiquiátrico que, em muitos casos, estão intimamente ligados à patologias psicóticas. O paciente pode relatar os sintomas de maneiras bem bizarras, como o atraso da visão em relação ao corpo, ou que, de alguma forma, os sentidos estão desconectados. Outros sintomas como redução na sensibilidade, estranhamento ao olhar-se no espelho, ação por instinto, apesar de controlar perfeitamente suas atividades e diferente percepção do mundo e de tudo que acontece ao seu redor também são apontados.

Origem do termo[editar | editar código-fonte]

O termo saliência aberrante é justificado pelo estranhamento das situações comuns e cotidianas para o paciente. Apesar de reconhecer perfeitamente o que se passa ao seu redor, o modo como o mesmo vê as coisas é extremamente modificado. Daí o nome saliência aberrante: o indivíduo, apesar de reconhecer normalmente tudo ao seu redor, apresentado saliência, percebe, com toda certeza, que há algo de diferente, de aberrante.

Como identificar[editar | editar código-fonte]

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O paciente com saliência aberrante pode, em muitos casos, identificar o distúrbio em si mesmo, porém, sem entender do que se trata. O indivíduo pode parecer perfeitamente normal ao olhar de outros e estar altamente abalado.

No livro A Náusea, de Jean Paul Sartre, o protagonista sente que algo mudou no mundo ao seu redor, mas chega a admitir que foi ele quem mudou. Isso leva à um estado abalável por parte do personagem. De acordo com o protagonista, ele vê as coisas de um modo diferente, mas sabe que nada mudou, o que descreve muito bem a Saliência Aberrante: É isto que é preciso evitar; é preciso não achar estranho o que não tem estranheza nenhuma.[1]

Possíveis causas[editar | editar código-fonte]

Até o momento, o distúrbio pode ser notado como uma possível distúrbio neurológico pós infecção por streptococcus que atacam a garganta e ocorrências isoladas relacionadas com patologias psiquiátricas. A idade de incidência da saliência aberrante pode variar desde a infância, ocorrendo principalmente na adolescência, e no percorrer da vida.

Consequências da saliência aberrante[editar | editar código-fonte]

O paciente deverá ser tratado o mais rápido e com o maior acompanhamento possível. A pessoa não deve ser deixada a só, ao menos que o distúrbio esteja devidamente controlado. Caso não haja tratamento imediato, o paciente pode entrar em depressão profunda e se isolar totalmente, sem se comunicar nem interagir. Normalmente, a erradicação das emoções, como tristeza e alegria também são notadas.

Tratamento[editar | editar código-fonte]

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Até o momento, a saliência aberrante pode ser tratado com antipsicóticos típicos ou atípicos, como Seroquel, o fumarato de quetiapina e Zyprexa, a olanzapina, o qual pacientes têm respondido bem desde às primeiras semanas de utilização. O tempo do tratamento varia com o nível do distúrbio e com o tipo de medicamento usado. Em geral, o tempo de resposta a tratamento antipsicótico leva em torno de 4 à 12 semanas.[2]

Referências

  1. Sartre, J. (1938), "A Náusea", traduzido por António Coimbra Martins, Portugal: estúdios P. E. A.
  2. Kayo, M (2010), "Tempo de resposta a tratamento antipsicótico na esquizofrenia de início recente: um estudo randomizado e controlado de 12 semanas", Dissertação apresentada à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo para a obtenção do título de Mestre em Ciências, São Paulo: Biblioteca da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.