Salinópolis

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Município de Salinópolis
"Salinas"
Bandeira de Salinópolis
Brasão de Salinópolis
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 22 de outubro de 1901 (113 anos)
Fundação 1781 - Francisco Gonçalves Ribeiro
Gentílico salinopolitano
Prefeito(a) Paulo Henrique Gomes (PSDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Salinópolis
Localização de Salinópolis no Pará
Salinópolis está localizado em: Brasil
Salinópolis
Localização de Salinópolis no Brasil
00° 37' 44" S 47° 21' 21" O00° 37' 44" S 47° 21' 21" O
Unidade federativa Pará Pará
Mesorregião Nordeste Paraense IBGE/2008 [1]
Microrregião Salgado IBGE/2008 [1]
Distância até a capital 220 km km
Características geográficas
Área 217,856 km² [2]
População 38 552 hab. IBGE/2013[3]
Densidade 176,96 hab./km²
Altitude 21 m
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,659 médio PNUD/2010 [4]
PIB R$ 167,124 mil IBGE/2010[5]
PIB per capita R$ 4 464,99 IBGE/2010[5]
Página oficial
Prefeitura www.salinopolis.pa.gov.br

Salinópolis (nome oficial do município), também conhecida como Salinas é um município brasileiro do estado do Pará. Sua população, de acordo com o IBGE/2013 é de 38 552 habitantes. Localiza-se a uma latitude 00º36'49" sul e a uma longitude 47º21'22" oeste, estando a uma altitude de 21 metros, distante cerca de 220 km da capital do estado, Belém. Sua economia gira em torna do turismo e da pesca. É o balneário preferido dos moradores da Região Metropolitana de Belém.

As praias possuem areia fina e branca, com águas de uma tonalidade verde-acinzentada, devido aos sedimentos carregados pelo rio Amazonas. A praia do Atalaia é aberta a circulação de carros. A variação de maré é muito grande, muitos carros são pegos desprevenidos quando a maré sobe. A paisagem é formada por praias, rios, furos, igarapés, mangues e dunas, no meio das quais se encontra o "lago da coca-cola", que tem esse nome por suas águas doces, escuras e geladas.

História[editar | editar código-fonte]

Antes da separação do Maranhão e do Pará, em 1774, Salinas pertencia a Capitânia do Caeté, criada pelo Decreto Lei de 25 de fevereiro de 1652. Esta Capitânia começava no rio Gurupi e se estendia 50 léguas de costa até o Guamá. (Relatório do Ouvidor do Maranhão bacharel João Antônio da Cruz Diniz, em 1751)

Dois elementos contribuíram na fundação da cidade: A fabrica de sal e a praticagem na Ilha do Atalaia.

Em 1645 os jesuítas ensaiaram um princípio de localização, mas o fundador oficial da povoação foi André Vidal de Negreiros, que em 1656 reuniu alguns práticos e suas famílias em um pequeno povoado, localizado na Ilha do Atalaia no alto de um barranco de uns 20 metros de altura, de onde sinalizavam para as embarcações da proximidade dos recifes.

Segunda denominação do município, dada durante o governo do Capitão Geral do Maranhão André Vidal de Negreiros que administrava o Pará em 1655. Durante seu governo, foi enviado a este município o Capitão-Mor do Pará Feliciano Corrêa, com a função de colocar canhões, cujos disparos sinalização as embarcações que navegavam pela costa da proximidade dos recifes (na época eram usadas fogueiras para este fim, mas o então Capital Geral as julgou pouco eficientes e mandou substituí-las). O local escolhido para ser colocado a canhão foi uma ilha, que era a ponta mais saliente da costa, hoje Ilha do Atalaia, nome dado justamente por ter sido escolhida como local para se “vigiar” esta aproximação, evitando que ocorressem acidentes (Atalaia, s. Vigia; sentinela). Como os práticos que executavam este trabalho eram destacados a tal função deu-se origem ao nome Destacado.

Os primeiros a exercerem a função de práticos neste município foram os índios, guiando as embarcações que faziam a rota Salinas/Belém e Salinas/São Luis. Eram profundos conhecedores dos rios, furos e enseadas desta região. Com a chegada dos portugueses foram promovidos a função de pilotos.

Denominação dada ao município devido a existência de uma pequena salina, fábrica de extração de sal da água do mar, durante o período colonial. Administrada pelos jesuítas que utilizavam principalmente a mão-de-obra indígena. O sal era muito usado para conservação do peixe com os quais se abasteciam durante a piracema.

Este nome foi consolidado pelo Capitão General José de Nápoles Teles de Menezes em 1781, que elevou Salinas a categoria de Freguesia, sob o padroado de Nossa Senhora do Socorro de Salinas. Esta freguesia tendia ao desaparecimento não fosse o empenho do prático Francisco Gonçalves Ribeiro, que com muita luta e enfrentando grandes dificuldades, que já não aguentando fazer nada sozinho foi a presença do então Governador Francisco de Souza Coutinho em 1793, pedir auxilio para a construção de uma igreja. Solicitação esta que foi aceita pelo Governador e em dois anos as obras da paróquia estavam concluídas. O mesmo Francisco Ribeiro dotou a Igreja de alfaias e conseguiu a vinda do Bispo D. Manoel de Almeida Carvalho para dar a bênção a Igreja.

Em 1920, foi criado um projeto para mudar o nome deste município. O nome para com o qual seria rebatizado era Atlândida, mas o mesmo não correspondia à industria salineira que no passado deu o nome de Salinas ao mesmo. Pela falta de insistência, falta de decreto e o desinteresse do povo a mudança em jogo, em 1930 foi extinto o município e seu território foi anexado ao município de Maracanã, até junho de 1933 quando foi restabelecido.

Como "Salinas" era o nome dado a industria de extração de sal e esta prática não era comum apenas ao nosso município, existiam várias Salinas no Estado. Em 30 de Dezembro de 1937, o Decreto Estadual n.º 4.505, mudou novamente o nome do município para "Salinópolis", usado até hoje.

Em 1966, através da Lei n.º 3.798 da Assembleia Legislativa do Estado e sancionada pelo então Governador Coronel Alacid da Silva Nunes, a cidade foi transformada em Estância Hidromineral de Salinópolis. A instalação oficial ocorreu em 11 de fevereiro de 1967.

Quando na qualidade de Estância, os prefeitos eram nomeados pelo Governador, sendo que o primeiro Prefeito nomeado foi Luiz de Souza Bentes.

Educação[editar | editar código-fonte]

A cidade conta com várias escolas de Ensino Fundamental e Médio como:

  • Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio "Aracy Marques"
  • Escola Estadual de Ensino Fundamental "Dom Bosco"
  • Escola de Ensino Infantil "Dom Bosco"
  • Escola Estadual de Ensino Fundamental "Laura Vicunha I"
  • Escola Estadual de Ensino Fundamental "Laura Vicunha II"
  • Escola Estadual de Ensino Fundamental "Laura Vicunha III"
  • Escola Municipal de Ensino Infantil "Chapeuzinho Vermelho"
  • Escola Municipal de Ensino Fundamental "Tiradentes"
  • Escola Estadual de Ensino Fundamental "Drº Miguel de Santa Brígida"
  • Escola de Ensino Infantil "Clube das Mães"
  • Academia Bordoni de Referência Educacional "ABRE"

entre outros.

Política[editar | editar código-fonte]

Salinópolis permaneceu como estância hidromineral até o dia 29 de janeiro de 1985 quando, por força de decreto presidencial, foram extintas as chamadas "Áreas de Segurança Nacional", e readquiriu sua autonomia político-administrativa, podendo, a partir daquela data, eleger seus representantes através do voto direto de seus munícipes.

Em 15 de novembro de 1985, foi eleito prefeito do município o senhor Izidoro Pinheiro de Barros Filho, que disputou contra Raimundo Emir Botelho d´Oliveira.

Já em 2004 pela primeira vez na história do município acontece uma reeleição para o cargo de prefeito, Raimundo Paulo dos Santos Gomes (Di Gomes) vence seu adversário, Rui Carneiro com a diferença de 1120 votos.

Eleições 2012
  • Prefeito - Paulo Henrique Gomes
  • Vereadores - Francisco Machado Ferreira, Nilson Martins Santa Brígida, Anderson Montenegro de Sá, Antonio Fabio Oliveira Gomes, Marcio Vanderson Soares da Cruz, Antonio Plácido Sobrinho, Antonio Marcos Dias Machado, Jamili dos Santos Correa, Wilson Nunes da Cunha.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 de dezembro de 2010.
  3. estimativa Populacional 2013 estimativa Populacional 2013 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de agosto de 2013). Visitado em 1 de setembro de 2013.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Visitado em 1 de setembro de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios do Pará Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 1 de setembro de 2013.
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