Salmo 137

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Chludov rivers.jpg

O Salmo 137, ou Salmo 136 segundo a Septuaginta, é um dos salmos mais conhecidos do Livro de Salmos. As suas linhas de abertura, em inglês, "By the rivers of Babylon..." ("Junto aos rios de Babilônia...") foram introduzidas por diversas ocasiões em letras de canções.

O salmo expressa o lamento do povo judeu em exílio após a conquista de Jerusalém em 586 a.C..

Fontes rabínicas atribuem o poema ao profeta Jeremias,[1] e a versão Septuaginta do salmo contém a inscrição "Para David. Por Jeremias, no Cativeiro"[2]

Tradução Brasileira[editar | editar código-fonte]

  1. Junto aos rios de Babilônia, Ali nos assentamos, nos pusemos a chorar, Ao recordarmo-nos de Sião.
  2. Nos salgueiros que há no meio dela, Penduramos as nossas harpas,
  3. Pois ali os que nos levaram cativos, nos pediam canções, E os nossos atormentadores exigiam de nós alegria, dizendo: Cantai-nos das canções de Sião.
  4. Como cantaremos a canção de YAHWEH, Em terra de estrangeiros?
  5. Se eu me esquecer de ti, Jerusalém, Esqueça-se a minha mão direita da sua destreza.
  6. Apegue-se-me a língua ao céu da boca, Se eu não me lembrar de ti, Se eu não preferir Jerusalém à minha maior alegria.

  7. Lembra-te, Javé, dos filhos de Edom, do dia de Jerusalém. Eles disseram: Arrasai-a, arrasai-a, Até os seus alicerces.
  8. Ó filha de Babilônia, que hás de ser destruída, Feliz será aquele que te retribuir Conforme nos fizeste a nós.
  9. Feliz será aquele que agarrar e esmagar os teus pequeninos Contra uma pedra.
Interpretação

As linhas iniciais do poema são bastante conhecidos e descrevem a tristeza dos israelitas, pedidos para cantar a cantar a canção do Senhor numa terra estrangeira: "Pois ali os que nos levaram cativos, nos pediam canções...Cantai-nos das canções de Sião". Eles recusaram-se a fazê-lo, deixando as suas harpas penduradas em árvores: "Como cantaremos a canção de Jeová Em terra de estrangeiros?" e "Nos salgueiros que há no meio dela, Penduramos as nossas harpas".

Depois, o poema faz uma recordação da cidade de Jerusalém. Termina com fantasias de vingança e destruição: "Ó filha de Babilônia, que hás de ser destruída".

[3]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Wikisource
O Wikisource contém fontes primárias relacionadas com Salmo 137

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. James L. Kugel, "Psalm 137," in In Potiphar's House (Cambridge, MA: Harvard University Press, 1994)
  2. The Psalter According to the Seventy, Boston MA: Holy Transfiguration Monastery, 1974 (publicado em 1987, Second printing), p. 241, ISBN 0-943405-00-9 
  3. Salmos (em português) www.salmododia.com.br. Visitado em 6 de abril de 2010.