Salonica

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Localização de Salonica na Grécia
Bandeira de Salonica.

Salonica,[1] também conhecida como Tessalónica (português europeu) ou Tessalônica (português brasileiro) (em grego Θεσσαλονίκη, transl. Thessaloníki, "vitória sobre os tessálios") é a segunda maior cidade da Grécia e a principal cidade da região grega da Macedônia. Sua população era de 763 468 habitantes em 2001, contando com os subúrbios junto ao golfo Termaico.[2]

O orago santo padroeiro da cidade é São Demétrio de Tessalônica e a sua igreja ali, chamada de Hagios Demetrios, é um Patrimônio Mundial da Humanidade.

História[editar | editar código-fonte]

A cidade foi construída por determinação de Cassandro, em 316 a.C., que lhe deu o nome da sua esposa, Tessalônica, meia-irmã de Alexandre Magno. Esta fora assim chamada por seu pai, Filipe II da Macedónia, por ter nascido no mesmo dia da vitória (νίκη, níkē, em grego antigo) dos macedônios sobre os tessálios.[3]

O nome alternativo Salonica, antigamente mais comum e usado em vários idiomas europeus, deriva da variante Σαλονίκη (Saloníki) em grego popular. Outras denominações historicamente importantes incluem سلانيك, em turco otomano, e Selânik, em turco moderno; Солун (Solun), nas línguas eslavas da região; Sãrunã em aromeno; Selanik em ladino.

Foi a capital de um dos quatro distritos romanos da Macedónia, governada pelo pretor Fabiano, a partir de 146 a.C..

Na sua segunda viagem missionária, São Paulo pregou na sua sinagoga, lançando as bases de uma das mais marcantes igrejas da época, e destinou-lhe duas das suas epístolas.

A animosidade contra Paulo, por parte dos judeus da cidade, levou-o a fugir para Bereia. Posteriormente, escreveu a Primeira Epístola aos Tessalonicenses e a Segunda Epístola aos Tessalonicenses.

Em 388, a cidade foi palco do Massacre de Tessalónica, quando, por ordem do imperador Teodósio I, 7000 pessoas foram assassinadas por se revoltarem contra o general Buterico e outras autoridades romanas.

Domínio bizantino e veneziano[editar | editar código-fonte]

Muralhas bizantinas

Desde que foi subtraída à Macedônia, Salonica fez parte do Império Romano e do Império Bizantino, até que Constantinopla foi conquistada na Quarta Cruzada, em 1204. A cidade tornou-se capital do Reino de Salonica, fundado pelos cruzados, até ser capturada pelo Despotado bizantino do Épiro, em 1224. É reconquistada pelo Império Bizantino em 1246, mas, sem capacidade para fazer frente às invasões do Império Otomano, o déspota bizantino Andrónico Paleólogo é forçado a vendê-la a Veneza, que a manteve até 1430.

Domínio otomano[editar | editar código-fonte]

Sob domínio do Império Otomano até 1912, a cidade distinguia-se pela sua população maioritariamente judaica de origem sefardita, em consequência da expulsão dos judeus da Espanha depois de 1492 (havia também alguns judeus romaniotas). A língua mais usada na cidade era o ladino (língua derivada castelhano) e o dia de descanso oficial da cidade era o sábado.

Domínio grego moderno[editar | editar código-fonte]

Looking down at Aristotelous Sq Thessaloniki 2005.jpg
Salonica.

Tessalônica foi o principal "prêmio" da primeira Guerra dos Balcãs em 1912, quando se tornou parte da Grécia. Durante a Primeira Guerra Mundial, um governo provisório foi ali estabelecido e dirigido por Elefthérios Venizélos. Este governo tornou-se aliado dos britânicos e franceses, contra a vontade do rei, que era favorável à neutralidade da Grécia. A maior parte da cidade foi destruída por um incêndio de origem desconhecida (provavelmente um acidente), em 1917. O fogo teve como consequência a diminuição para metade da população judia que emigrou depois de verem as suas casas e seus meios de subsistência destruídos. Muitos foram para a Palestina. Alguns foram no Expresso do Oriente para Paris. Ainda outros foram para a América.

Gregos exilados de Esmirna e de outras áreas da moderna Turquia em 1922, seguindo a derrota do exército grego que invadiu a Ásia Menor, chegaram a Tessalônica e influenciaram a cultura da cidade.

Elefthérios Venizélos proibiu a reconstrução do centro da cidade até que um projeto de modernização da da cidade estivesse pronto.

Apesar dos esforços gregos, quase todos os habitantes judeus da cidade foram assassinados no Holocausto durante a ocupação alemã entre 1941 e 1944.

Atualmente é uma cidade universitária, base da NATO e um importante centro industrial, com refinarias de petróleo, fábricas de maquinaria, têxteis e tabaco.

Monumentos e outros lugares de interesse[editar | editar código-fonte]

A Torre Branca
O Arco de Galério

Um marco e um símbolo bem conhecido em Tessalónica é a Torre Branca (em grego, Λευκός Πύργος).

Outros monumentos notáveis são o Arco de Galério, a igreja de São Demétrio e os extensos muros da cidade. O Museu Arqueológico de Tessalônica guarda um rico acervo que abrange desde a Pré-história até o período romano.

Tessalônica tem bonitas praças com muitos bares, como a Praça Aristóteles, a Praça Santa Sofia, a Praça Nea Panagia e a Praça Navarínu.

Referências

  1. No artigo O topó(ô)nimo Salonica (e não "Salónica") do Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, F. V. P. da Fonseca afirma que de acordo com o Vocabulário da Língua Portuguesa, de Rebelo Gonçalves, a forma preconizada é unica e exclusivamente Salonica, palavra grave e sem acentuação.
  2. Urban Audit - Data that can be accessed Urbanaudit.org. Página visitada em 5 de janeiro de 2009.
  3. The pocket guide to Saint Paul By Peter E. Lewis, Ron Bolden - Página 118 ISBN 1862545626

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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