Sambódromo da Marquês de Sapucaí

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Vista da passarela no carnaval de 2006, ainda com os camarotes que seriam implodidos em 2011

A Passarela Professor Darcy Ribeiro, popularmente conhecida como Sambódromo[1] , localiza-se na Avenida Marquês de Sapucaí, nos bairros Centro e Cidade Nova, no município do Rio de Janeiro, no Brasil. A maior parte da passarela situa-se no Centro, porém a sua porção final, após a Avenida Salvador de Sá, pertence ao bairro Cidade Nova[2] .

Características[editar | editar código-fonte]

O seu projeto, de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer, foi implantado durante o primeiro governo fluminense de Leonel Brizola (1983-1987), visando a dotar a cidade de um equipamento urbano permanente para a exibição do tradicional espetáculo do desfile das escolas de samba. Inaugurada em 1984, com o nome oficial de "Avenida dos Desfiles", marcou o início do sistema de desfiles das escolas de samba em duas noites, ao invés de em apenas uma noite, como era costume até então. Posteriormente, seu nome oficial mudou para "Passarela do Samba" e, finalmente, a partir de 18 de fevereiro de 1987, seu nome oficial passou a ser "Passarela Professor Darcy Ribeiro", numa homenagem ao principal mentor da obra, o antropólogo Darcy Ribeiro. Essa denominação oficial se conserva até hoje. Popularmente, porém, a obra é mais conhecida como "Sambódromo", que foi um termo cunhado pelo próprio Darcy Ribeiro[1] a partir da junção de "samba" com o sufixo de origem grega "dromo", que significa "corrida, lugar para correr".[3] Sua estrutura, em peças pré-moldadas de concreto, mede cerca de 700 metros de comprimento.

Outros eventos[editar | editar código-fonte]

Além de abrigar o desfile das Escolas de Samba, a passarela do samba já foi palco de outros acontecimentos, como shows de música, cultos evangélicos, exibições de motociclismo[4] , ópera, Mega Rampa [5] etc..

Reforma de 2011-2012[editar | editar código-fonte]

Em 5 de junho de 2011, os camarotes do antigo Setor 2 foram derrubados para dar lugar a novas arquibancadas, seguindo o projeto original de Oscar Niemeyer. Com a reforma, a passarela passou a ser quase totalmente simétrica, à exceção da sua primeira arquibancada. Na época de sua construção, em 1984, o projeto de Niemeyer teve de ser modificado devido à existência de uma unidade industrial da Cervejaria Brahma no local.[6] As novas arquibancadas foram construídas a um custo de 30 milhões de reais, totalmente custeados pela Ambev, dona da fábrica, que, em contrapartida, pôde "destombar" a velha fábrica e ainda teve a autorização de construir um prédio no restante do terreno.[7] A nova passarela, após as reformas, teve sua capacidade aumentada de 60 000 para 72 500 pessoas e foi reinaugurada no dia 12 de fevereiro de 2012, a poucos dias do carnaval.[8]

Olimpíadas de 2016[editar | editar código-fonte]

Em 2016, a passarela sediará a competição de tiro com arco e a chegada da maratona dos jogos olímpicos. Essas competições exigiram que a passarela passasse por uma reforma ao longo de 2011, com a demolição de alguns camarotes. Com isso, a passarela passou a ter uma simetria quase total entre seus dois lados, o que não havia sido possível quando da sua construção, devido à presença de um prédio ao lado da passarela (o prédio da Cervejaria Brahma), prédio este que foi, finalmente, implodido em 2011[9] .

Vista da passarela a partir do Setor Nove, durante o Desfile das Escolas do Grupo de acesso A. Os camarotes VIP visíveis do outro lado da avenida foram derrubados em 2011, como parte das obras de adequação da passarela aos Jogos Olímpicos de 2016[9] .

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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