Sampler

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Um Sampler AKAI MPC2000 com Sequenciador

Sampler é um equipamento que consegue armazenar sons (samples) de arquivos em formato WAV numa memória digital, e reproduzí-los posteriormente, um a um ou de forma conjunta se forem grupos, montando uma reprodução solo ou mesmo uma equivalente a uma banda completa.

Definição[editar | editar código-fonte]

Dada a confusão que costuma ocorrer no uso deste termo e derivados, por partes:

1.Sample. amostra, em inglês; refere-se a algum trecho ou fragmento obtido de algo maior, do qual fazia parte. É um termo genérico, usado nas mais diversas áreas, embora seja bastante conhecido para se referir, em música, a pequenos trechos sonoros recortados de obras ou gravações pontuais para posterior reutilização noutra obra musical, não necessariamente no mesmo contexto do original.

2.Sampling. o ato de produzir e coletar amostras; amostrar. As primeiras experiências com amostras pré-gravadas de áudio remontam o meio do século XX, sobretudo nas experiências com gravações em fita magnética da música erudita de vanguarda, música concreta (musique concrète) e música eletrônica. O termo foi aportuguesado para "samplear"

3.Sampler. em música, é um software ou um hardware dedicado, feito para armazenar amostras de áudio (samples) de arquivos em diversos formatos, de origem digital (WAV, Flac, MP3 etc.) ou analógica (LP, fita magnética), que são alocados em uma memória usualmente digital, com a finalidade de poder serem reproduzidas e/ou reprocessadas posteriormente, uma a uma ou de forma conjunta, montadas em função de forma e tempo musical, soando como uma reprodução solo ou mesmo equivalendo a uma banda completa.

História e usos[editar | editar código-fonte]

O sampler é um dos grandes responsáveis pela revolução da música eletrônica pois através dele e executando-se as amostras em loops, pode-se manipular os sons para criar novas e complexas melodias, padrões rítmicos ou efeitos. Exportado dos estúdios, passou a ser usado como instrumento musical em vários gêneros musicais como o pop, hip-hop, dance music, rock, heavy metal, música experimental, world music, música regional e até mesmo em gêneros predominantemente folclóricos e acústicos. Também é usado em pós-produção de áudio para efeitos sonoros. Graças aos samplers e backing tracks é possível contar com arranjos de orquestras inteiras em shows, por exemplo, mesmo em palcos que não comportem mais que 3 ou 4 músicos. Atualmente é raro o sampling usando um hardware dedicado, sendo que, nos anos pós-2000, é mais comum o uso de algum software emulador embarcado em computadores, mais precisamente laptops e tablets.

Mas ainda existem marcas e modelos conceituadas para instrumentos exclusivos de sampleamento, como é o caso das fabricantes Korg e Akai. Muitos desses equipamentos permitem também fazer as edições do som no próprio equipamento, como é o caso do ElecTribe Sampler mkII, da Korg. Além da inserção, o áudio pode ser editado utilizando alguns efeitos como: Pitch shifter (em Inglês), Reverb, Delay, Distortion entre outros.

Geralmente os samplers estão associados a algum equipamento controlador, que pode ser um teclado, um pad controller (em Inglês), um computador ou qualquer outro dispositivo que possa servir de controle. É possível endereçar os sons a uma parte específica do controlador (uma das teclas ou um dos pads, por exemplo), e reproduzi-los em tempo real.

Também associados a alguns samplers pode estar um sequenciador, através do qual se pode criar uma sequência, com diversos sons, e reproduzi-los. Mas o mais comum hoje em dia é o uso de teclados com samplers internos, como nas marcas mundiais mais comuns no mercado (Korg, Roland, Yamaha, etc.), onde se encontram principalmente em sintetizadores, que são a princípio teclados editores de timbres e é claro, instrumentos de palco. Muitos destes teclados possuem tecnologia de sampleamento a níveis avançados e profissionais de samplers de mesa, ainda equipados com softwares para conexão a computadores, onde acabam fornecendo uma verdadeira mesa de estúdio de edição para sampleamento.

A nível técnico, na verdade, samplear seria o mesmo que "gravação de sons de timbres instrumentais", ou digitalizar os mesmos na memória interna de um computador, na intenção de se particionando tais sons de instrumentos, os reunir ou os encorpar de volta numa reprodução completa desde esse computador. Um exemplo (e o mais usado), seria o de se gravar nota por nota, os timbres de um piano, aí então ao se os transformar em códigos binários no computador (no formato wav ou wave), se podendo reproduzir tal piano simplesmente ao se conectar um controlador ou teclado nesse computador, aí então se tocando cada nota, dirigida a cada tecla, feita na edição desses samples (amostras de sons timbrados). É isso o que faz um teclado com sampler interno, digitaliza cada nota gravada a uma tecla especifica formando notas musicais, isso valendo para qualquer instrumento gravado (e até vozes humanas ou outros sons geralmente feitos em estúdios e com microfones de alta qualidade ligados aos samplers), dando condições de simular e tocar qualquer instrumento que possa existir, nesse teclado. Dai a teclados poderem tocar "qualquer coisa" que faça som. Não há limites.

Com o sampler pode-se construir, desde um rápido efeito, até uma sequência de ciclos com diversos instrumentos. Mas não se pode confundir samples com patches (ou patch), onde esse último não passa de edições feitas num teclado sobre seus timbres internos (e não wav), em que se acaba memorizando tais edições seja quais forem, então servindo para exportar a outros teclados e até de outras marcas. Mas não passam de um conjunto de edições e efeitos de timbres e não gravações reais de sons instrumentais como são os samples.

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