Samson Flexor

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Samson Flexor
Ficheiro:Samson Flexor.jpg
Foto do artista Samson Flexor
Nascimento 1907
Morte 1971 (64 anos)
Nacionalidade Brasil

Samson Flexor (Soroca, Moldávia 1907São Paulo, 1971) foi um pintor, desenhista e professor moldávio radicado no Brasil.

Estudou Química e Pintura na Bélgica, para onde foi em 1922. Em 1924 mudou-se para Paris e entrou no curso livre da École Nationale des Beaux-Arts, sendo aluno de Lucien Simon, ao mesmo tempo que estudava História na Sorbonne, passando em 1926 a estudar nas academias La Grande Chaumière e Ranson, sob orientação de Roger Bissière. No ano seguinte já fazia sua primeira exposição individual na galeria Campagne Première.[1]

Em 1929 fundou, junto com outros, o Salon des Surindépendants, que dirigiu até 1938. Sua temática mudou para os temas religiosos quando se converteu ao Catolicismo em 1933. Durante a II Guerra Mundial fez parte da resistência francesa, sendo obrigado a fugir para o Brasil. Nesta época sua obra adquiriu tons sombrios expressionistas, além de ser influenciado pelo cubismo. Fixou residência em São Paulo em 1948.

Estimulado pelo diretor do MASP, Léon Degand, fez experiências de abstração geométrica, fundando em 1951 o Atelier-Abstração, onde passa a lecionar. Mais tarde, sua obra veio a mostrar tendências líricas e figurativas.

No mês de março de 1961 o Museu de Arte Moderna realizou uma exposição com as obras de Tikashi Fukushima e Flexor, onde é ressaltada a grande diferença de estilo dos dois pintores, sobre as obras foi comentado: "Vinte grandes telas se oferecem ao exame do visitante, e nelas percorre toda a gama do espectro a variada escala dos motivos, que afinal não são motivos, que nos releve o desmentido, o pintor... Para este, cada um dos quadros tem um nome e um destino, mas na verdade eles são apenas pintura, e, como pintura, matéria. Nada mais. Daí a serenidade espantosa". Na comparação com a pintura de Fukushima com a de Flexor, comenta-se que os resultados são opostos, pois, enquanto a pintura de Flexor mostra inquietação a de Fukushima revela "uma grande serenidade".[2]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Flexor(1907- 1971) Itaú Cultural (26 de setembro de 2013). Visitado em 29 de dezembro de 2013.
  2. (11 de março de 1961) "Fukushima, uma pintura serena". O Estado de São Paulo p. 8.
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