Sans-culottes

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Quadro de um típico sans-culotte por Louis-Léopold Boilly.

Sans-Culottes (do francês "sem culotes", sendo o culote uma espécie de calção, vestimenta típica da nobreza) era a denominação dada pelos aristocratas aos artesãos, trabalhadores e até pequenos proprietários participantes da Revolução Francesa a partir de 1771, principalmente em Paris. Recebiam esse nome porque não usavam culottes, espécie de calções justos que apertavam no joelho , mas uma calça de algodão grosseira. Na época da Revolução Francesa, a calça comprida era o típico traje da época usado pelos burgueses.

O traje de um típico sans-culotte era composto por:

Pode também ser caracterizado: "Sua aparência é popular: usam calça, vestimenta de trabalho, e não calção, roupa de ostentação do aristocrata, uma camisa, uma jaqueta curta, a carmanhola; usam o barrete frígio, símbolo antigo da escravidão libertada, marcado pela insígnia nacional; usam permanentemente o sabre e o pique, porque só o homem armado pode defender a revolução "contra os aristocratas, os realistas, os moderados, os intriguistas... todos esses celerados" (Adresse da la Section des Sans-culottes).

A influência dos sans-culottes cessou a reação que foi seguida pela queda de Robespierre (julho de 1794). Os sans-culottes eram sensíveis as dificuldades de abastecimento e às diversas crises.

O primeiro Calendário Republicano denominava os cinco dias complementares no fim do ano de Sans-culottides; entretanto, a Convenção Nacional suprimiu o nome quando adotou a constituição do ano III (1795) e substituiu pelo nome jours complémentaire (dias complementares em português).

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