Santa Cecilia in Trastevere

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Santa Cecilia in Trastevere (Igreja de Santa Cecília em Trastevere) é uma igreja de Roma construída no século V, segundo a lenda, sobre a casa onde viviam Valeriano e sua esposa Cecília, cristã, que sofreu o martírio sob o imperador Marco Aurélio (reinou de 161 a 180).

No século IX o papa Pascoal I (pontificado de 817 a 824) renovou o edifício, depositou nele os restos da santa, fez executar os mosaicos da abside. No século XII adicionaram-se o pórtico e o campanário de cinco andares. Em 1725 o cardeal Francesco Aquaviva mandou redesenhar a igreja: o arquiteto Ferdinando Fuga foi responsável pelo pátio interno com seus canteiros de flor e antigo vaso ou cântaro no centro, e a fachada, com o brasão do Cardeal. O pórtico do século XII foi mantido, com sua excelente arquitrave de colunas jônicas em granito rosado.

O interior tem forma de basílica, com teto baixo e abside. O caráter medieval, porém, se perdeu na conversão barroca, durante a qual as colunas medievais foram incrustadas nos pilares.

Na cripta, a entrada para as ruínas de uma antiga morada romana que se estende por toda a extensão da igreja.

A obra mais importante da igreja está na confessio sob o altar: a estátua de mármore de Santa Cecília, esculpida circa 1600 por Stefano Maderno. A obra prima mostra a santa na posição em que foi encontrada, quando seu túmulo nas catacumbas de Calisto fora aberto no ano anterior. Maderno representou bem o corpo dolorido de uma mulher torturada até a morte, pois tinha sobrevivido a sua sentença de ser afogada num banho fervente e foi então decapitada. Seu suplício é mostrado nos frescos do século XVII no antigo caldário da residência romana, abaixo.

No final do século XIII, o cardeal Cholet, francês, encomendou ao pintor Pietro Cavallini a decoração com afrescos das paredes da nave (na entrada e interiores). A impressão geral fica diminuída hoje porque, quando se acrescentou uma galeria para as freiras no século XVI, alguns foram removidos e muitas partes destruídas. O que sobra, porém, é considerado dos melhores afrescos que sobram da Idade Média e só podem ser admirados mediante permissão especial. Há cenas dos Antigo e Novo Testamento, um Cristo como o Juiz do Mundo, no centro, contra uma mandorla carmesim, que lembra a severa tradição bizantina - mas já está suavizado pelas marcas de sua paixão, que aparecem nas mãos e no peito, e faz recordar o sofrimento do Homem das Dores. Maria, os apóstolos, João Batista o rodeiam, anjos tocam trombetas enquanto dirigem ao céu os justos e ao inferno os pecadores. Entre as inovações de Cavallini estão suas experiências com a perspectiva, como para pintar o trono de Cristo e o coro dos Apóstolos, o uso expressivo de cores quentes e um jogo de sombras tridimensional.

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